República

lindissima-bandeira-do-brasil-147-x-090-cm-imperdivel-505-MLB4698382047_072013-FQuinze de novembro é a data em que comemoramos a proclamação da república. Mas 15 de novembro de 2014 é a data que ficará marcada com a indignação dos brasileiros contra o governo que mais afrontou a república. O governo petista desrespeitou TODOS os valores republicanos, e é por isso que precisa ser investigado, condenado, e terminado.

Ser republicano é respeitar as leis – não preciso escrever muito para mostrar que esse governo e seu partido não têm o menor respeito pelas leis. A prova máxima disso é a postura que assumiram para com os criminosos do mensalão, que mesmo condenados e presos são tratados como heróis. O petrolão trará mais uma leva desses “heróis” à tona, e podemos esperar mais desse comportamento bandido por vir.

Ser republicano é respeitar o bem público – o que o PT fez com as instituições públicas brasileiras é algo único e provavelmente jamais superável na história brasileira. A destruição da Petrobrás coroa o modo de operação do governo mais corrupto e cruel da república brasileira. Nunca o bem público foi tão desrespeitado e vilipendiado como no governo petista.

Ser republicano é prestar contas responsavelmente – vivemos num tempo em que o acesso à informação é incomparavelmente maior do que em qualquer outra época. Mas com o PT isso não se aplica, pois a transparência do governo só tem diminuído, e a prestação de contas tem sido ignorada ou maquiada pelo governo de Dilma Rousseff. Gastam irresponsavelmente e mentem quando perguntados sobre como gastaram. Esse é o jeito petista de governar.

Ser republicano é respeitar a máxima de que governados e governantes são iguais perante a lei – esse valor, que nunca foi o forte da república brasileira, encontra-se ainda mais soterrado debaixo da empáfia petista. Lula, Dilma e seus companheiros de partido são o exemplo máximo de desprezo pelo cidadão. Nenhum de nossos direitos e deveres parece se aplicar a eles. Na verdade, parece que a nós só cabem os deveres, e a eles os direitos.

O Brasil é maior do que esse partido, é maior do que Lula e Dilma. O Brasil é verde e amarelo, e nunca vermelho. O Brasil é república, e não ditadura. A hora é agora, o dia é hoje, a ação é nossa. Que seja um dia que entre para a história, e que o 15 de novembro ganhe mais um motivo para ser comemorado: o dia em que a República Brasileira voltou a existir.

 

Flavio Quintela é escritor e tradutor de obras sobre política e filosofia, e autor do livro “Mentiram (e muito) para mim”.

Tudo pela família, nada pelo Estado

familiaO mundo ideal de um esquerdista é algo muito triste e horrível de se imaginar. Nele as crianças não nasceriam mais do relacionamento entre um homem e uma mulher – seriam sintetizados a partir do DNA de dois homens ou de duas mulheres. As famílias também não existiriam mais, pois desde o nascimento o Estado tomaria as crianças para si e cuidaria de sua criação e educação. A liberdade de expressão não seria possível, pois todo exercício de livre pensamento seria classificado como crime contra a boa ordem da sociedade. A fé religiosa seria substituída pela adoração dogmática e incondicional ao Partido, e todas as pessoas viveriam num estado constante e eterno de mediocridade, patrocinado porcamente pela única classe dominante que restou, a cúpula do Partido.

Por mais improvável e inacreditável que pareça, existem muitas pessoas que, ao lerem o parágrafo acima, terão orgasmos múltiplos só de se imaginarem vivendo em tal mundo. A subversão moral e cultural que vem sendo aplicada desde há mais de três décadas em nosso país, no maior experimento gramscista de que se tem notícia na história, tem produzido uma classe de pessoas que se destaca por uma característica única e abominável: a negação da humanidade do ser humano.

A descoberta recente de uma página do Facebook chamada Marcha Contra a Família me mostrou um pouco do que são essas pessoas que negam a nossa humanidade. A página apresenta como subtítulo a seguinte frase:

Movimento pela subversidade contra os valores tradicionais da família, contra a moral e os bons costumes

São mais de sete mil pessoas que acompanham e apoiam postagens esdrúxulas e irracionais, recheadas de ódio à mais humana e ao mesmo tempo mais divina de todas as realizações do homem, a família. A tiracolo vêm a desqualificação da moral, a apologia à baixeza, o culto à mediocridade e o desprezo por tudo o que possa ser considerado nobre, clássico, estético ou bonito. É um pequeno exemplo do grande objetivo da esquerda – destruir todas as bases sobre as quais nossa história foi construída, na tentativa insana de criar uma nova sociedade da qual a grande maioria das pessoas não gostaria de fazer parte. É uma sociedade pensada e planejada por uma minoria de psicopatas e lunáticos para escravizar uma maioria de pessoas que querem somente viver em paz.

O ataque à família é e sempre foi a prioridade máxima das doutrinas de esquerda. A identificação de seu maior inimigo tem um quê de genialidade diabólica: os esquerdistas aprenderam desde muito cedo que são poucas as forças contra as quais vale a pena lutar, e a maior delas continua sendo a família. A família reúne em si as melhores qualidades animais do homem, ao mesmo tempo que dá vazão ao que há de mais divino em cada um de nós. É pela união biológica de um homem e uma mulher que são criados novos homens e novas mulheres. E é justamente essa criação, de um ser que nasce totalmente dependente de seus pais, que excede o ser animal e adentra o ser humano. Formar uma família é plantar a imortalidade, é criar o futuro, é mudar para sempre o destino do mundo. Não se forjam grandes homens no isolamento macabro da utopia comunista, e sim no seio da família tradicional.

O deserto moral da esquerda é como qualquer outro deserto. Em terras áridas quase nada sobrevive, o que sobrevive geralmente rasteja, e a beleza é exceção. Quando o homem se priva da moralidade, quando abre mão de princípios importantes sobre os quais foram erguidos os pilares de sustentação da sociedade, o efeito é como o de um jardim privado de água: com o tempo a beleza das flores começa a desaparecer, e as plantas mais vistosas acabam por morrer; em seu lugar brotam outras, espinhosas e resistentes à falta de água. Estas irão sobreviver até que a última gota d’água seja sugada do solo seco. Quando este momento chegar, não haverá mais nenhuma vida.

Se deixarmos nossas vidas serem comandadas politicamente por psicopatas de esquerda, que é nossa realidade hoje, o processo de desertificação de nosso mundo prosseguirá de forma acelerada. O Estado quer sempre mais de nós, mais impostos, mais controle, mais servidão, mais restrições, mais leis, mais jugo, enfim, quer nos secar, nos tirar tudo. O povo brasileiro parece não perceber que a pouca água que tem disponível tem sido tirada de seus filhos para saciar a sede de corruptos e criminosos, que em troca distribuem uma porção racionada, destinada à sua morte, lenta e controlada. Tudo o que é bom, bonito e desejável tem passado ao largo do Brasil. Aqui não se produz alta cultura; aqui a honestidade é considerada idiotice; aqui não se respeitam as leis; aqui não se louva o melhor, muito pelo contrário; aqui a mediocridade é o padrão; aqui se faz tudo pelo mínimo esforço; aqui as punições são risíveis; aqui a vida deu lugar à morte.

Não há luta mais importante nesses dias em que vivemos do que a luta pela família. Se há um resgate possível de nossa sociedade, ele só virá de dentro deste núcleo tão pequeno mas tão essencial. Cientes disso, os políticos e agentes da subversão esquerdista têm focado suas energias na destruição desse núcleo. Mas eu pergunto ao leitor: desde quando deixou de ser bonito ver um pai, uma mãe e seus filhos juntos? Desde nunca! A sociedade, em sua grande maioria, continua desejando o mesmo de sempre: meninos querem casar com meninas, meninas sonham em casar com meninos, casais sonham em ter filhos, filhos sonham em ter bons pais, e assim por diante. Tudo o que a esquerda, com suas minorias sectárias, tem nas mãos é a tentativa de imposição de uma falsa realidade, que só funciona porque as pessoas têm medo de dizer o que realmente pensam. Isso não fere, absolutamente, o direito de meninos que querem ficar com meninos, ou de meninas que querem ficar com meninas. Mas estes serão sempre uma minoria biologicamente comprovada. E é graças a essa tendência biológica, de que a maioria dos meninos deseja meninas e vice-versa, é que existe humanidade, pois ainda não inventaram outra maneira de se fazer um ser humano que não seja com um óvulo de uma mulher e um espermatozóide de um homem.

Vençamos o medo de nos manifestarmos em favor da família tradicional. Não existe nada mais bonito que a chegada de um bebê, que transforma um casal em uma família. Não existe nada de errado em louvar essa instituição humana. Ninguém deveria se preocupar em ser tachado de preconceituoso somente por dizer que a família tradicional é a melhor coisa que já aconteceu ao homem. Afinal, não se pode ser preconceituoso quando se fala a verdade, e a verdade é uma só: família é tudo. Tudo pela família, nada pelo Estado.