A novilíngua no jornalismo brasileiro

Artigo publicado na Gazeta do Povo de Curitiba, seção Opinião, coluna Flavio Quintela, em 22 de dezembro de 2016.

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Em minha modesta opinião, uma das grandes obras de arte do século 20 foi 1984, de George Orwell. O autor foi profético e visionário em sua descrição dos mecanismos autoritários usados pelo governo da fictícia Oceania – é por demasiado fácil encontrar os paralelos em nossos dias, espalhados por todo o mundo. Dentre esses mecanismos, um dos mais poderosos era a novilíngua, uma linguagem controlada pelo governo, destinada a limitar a liberdade de pensamento e expressão e a conter ameaças ao regime. A motivação e o objetivo da novilíngua ficam claros quando analisamos alguns de seus verbetes. “Crimideia”, por exemplo, define o ato de ter e divulgar pensamentos ilegais. Já alguém que “duplipensa” é a pessoa que sabe que está errada, mas se convence de que está certa.

O Brasil, conforme mencionei em meu artigo da semana passada, teve seu aparato educacional e jornalístico dominado por marxistas e gramscistas, gente usualmente bem versada na manipulação linguística. Esse fenômeno, aliás, não é exclusivo do Brasil. Nos Estados Unidos, as universidades estão fortemente aparelhadas com catedráticos marxistas, que há décadas utilizam suas cadeiras para subverter a juventude americana. Não é surpresa nenhuma, portanto, que já vivamos no tempo em que as crimideias são punidas com execração pública, ameaças de morte e terrorismo psicológico. E o que dizer do duplipensar? Só o fato de termos sido governados durante oito anos por um homem que se dizia defensor dos pobres ao mesmo tempo em que vivia como um milionário já diz muito sobre como esse conceito está presente em nosso cotidiano.

Mas, é óbvio, a novilíngua se apresenta de forma mais clara e escancarada na imprensa. Pautar e moldar a divulgação de notícias é um dos pilares de qualquer governo autoritário, juntamente com o desarmamento da população e o domínio das forças policiais. Nessa perspectiva, dominar a mídia é geralmente o primeiro passo do processo, pois facilita que futuras ações autoritárias sejam impostas debaixo de uma falsa sensação de democracia. A esquerda é, por natureza, autoritária – não há como existir um Estado do tamanho que querem os marxistas, socialistas, fabianos, comunistas e progressistas sem que não haja autoritarismo. E a melhor maneira de convencer as pessoas de que elas precisam desse Estado gigantesco é evitando que elas pensem, argumentem e discutam. Em outras palavras, novilíngua nelas.

Nesta semana, o mundo se deparou com dois atentados terroristas perpetrados por muçulmanos radicais. A maior parte de nossa mídia, no entanto, preferiu usar a novilíngua para tentar manter as pessoas numa realidade alternativa. Isso fica muito claro quando observamos as manchetes sobre o atentado da Alemanha. A maioria dos portais de notícias usou como manchete variantes do texto “caminhão invade feira natalina e atropela dezenas em Berlim”, como se caminhões tivessem vida própria e saíssem atropelando pessoas por aí. Essa é a mesma técnica usada há tempos para descrever incidentes com armas de fogo – armas matam, armas disparam etc. –, como já mostrei em meu livro Mentiram para mim sobre o desarmamento. Depois, forçados a noticiar algo sobre quem estava ao volante, preferiram usar disfarces linguísticos do tipo “suposto atentado terrorista” e “supostamente ligado a grupos terroristas” em vez de retratar a verdade com clareza.

O mais interessante é que esse tipo de comportamento é seletivo: se a suspeita é de que um muçulmano está por trás de alguma tragédia, novilíngua; se o suspeito for ou parecer cristão, fatos crus e diretos. Foi assim há pouco mais de cinco anos, nos atentados de 22 de julho na Noruega. O responsável confesso, Anders Breivik, foi descrito em todas as reportagens e artigos como “terrorista cristão radical de extrema-direita”. Para deixar a comparação ainda mais interessante, basta um acesso aos arquivos digitais dos três maiores portais de notícias do Brasil, buscando as matérias sobre o ataque ao jornalistas do Charlie Hebdo, em Paris. Em todas elas, os terroristas muçulmanos radicais são tratados como “agressores” ou “extremistas” apenas – nada de grandes nomes compostos que deixem clara a religião ou a ideologia política dos mesmos.

A manipulação da verdade é pior que a simples mentira. Mentiras são facilmente identificáveis; verdades manipuladas e processadas passam despercebidas aos olhos da maioria das pessoas, e a linguagem com que são escritas é incorporada paulatinamente pela população. Quando Thomas Jefferson disse que “se me coubesse decidir entre ter um governo sem jornais ou jornais sem um governo, não hesitaria nem um momento em optar pela última”, ele tinha em mente o grande poder libertador de uma imprensa verdadeira. Gente sem escrúpulos e sem caráter vem usando esse poder para enfraquecer as bases e apodrecer as práticas do jornalismo. Cabe a nós fazer uso do mesmo poder para reiterar suas virtudes e combater as manipulações. É a única maneira de fomentar a liberdade.

Flavio Quintela é escritor, jornalista e tradutor. É autor dos livros “Mentiram (e muito) para mim” e “Mentiram para mim sobre o desarmamento”.

O Ocidente acuado

Diversos países europeus vêm, já há alguns anos, assumindo uma postura totalmente equivocada no tocante à imigração de refugiados muçulmanos para seus territórios. Parece que os líderes da Inglaterra, França, Espanha e Suécia, entre outros, não conseguiram enxergar a diferença brutal que existe entre acolher um refugiado em sua casa e passar a escritura da casa para o refugiado.

burning-euflag1_Greek_Crisis_EUO continente que foi palco da grande maioria das guerras que já aconteceram no mundo, o berço da filosofia, da arte e do conhecimento científico que construíram a civilização ocidental, uma terra onde estão enterrados dezenas de milhões de soldados que lutaram pelas liberdades que tanto valorizamos, está de joelhos diante do avanço do islamismo. O episódio de hoje, em Paris, onde terroristas muçulmanos invadiram a sede do jornal Charlie Hebdo, matando 12 pessoas e ferindo 11, é mais um dos resultados que os governos da Europa vêm colhendo com sua política covarde. Os terroristas, radicais que queriam vingar as piadas feitas com sua fé, não tiveram nenhuma misericórdia com os jornalistas que ali estavam, e cometeram essa chacina com a mesma tranquilidade com que eu ou você matamos um pernilongo que tenta nos picar. Aliás, para os radicais islâmicos, nós não passamos disso: somos seres descartáveis, sem valor algum, somente por não professarmos a mesma fé.

A mídia mundial, que parece sofrer de um embotamento nunca visto antes, insiste que estamos diante de uma minoria ínfima, pois a grande maioria dos muçulmanos são pessoas de bem e pacíficas. Mas a coisa não é bem assim. Os serviços de inteligência de Israel, EUA, Inglaterra e Rússia estimam que entre 15% e 25% dos muçulmanos são radicais, ou seja, acreditam que sua fé é a única salvação para o mundo e que o modo de vida ocidental deve ser exterminado para que o islã possa reinar soberano. Isso significa algo entre 180 e 300 milhões de pessoas dedicadas a destruir o que nós chamamos de casa, o mundo e a cultura ocidental. Como disse, com brilhantismo, Brigitte Gabriel, neste vídeo disponível com legendas no Youtube, são esses radicais que fazem a diferença, e não os 75% a 85% de muçulmanos pacíficos. Os pacíficos não detêm os radicais, não impedem seus ataques, não pegam em armas para combatê-los; sua única contribuição é permanecerem quietos, muitas vezes mudos diante de tragédias como essa.

Do outro lado vemos a civilização ocidental acuada. Na Europa, onde pouquíssimos países permitem o porte de arma aos cidadãos de bem, as chances de que alguém esteja armado durante uma agressão como a de hoje são mínimas. Além disso, a postura que tem sido adotada, a de “somos civilizados e resolvemos as coisas civilizadamente, não com violência” é um tanto ridícula diante do tamanho da ameaça. Não parece, de forma alguma, que estamos vendo os mesmos países que enfrentaram a loucura do nazismo. Há apenas 70 anos os soldados aliados deram suas vidas em batalhas sangrentas para que a liberdade fosse preservada, e a loucura e a matança tivessem um fim. O que está acontecendo é um desrespeito ao sacrifício de tantos; é covarde e vergonhoso.

Já passou da hora dos países europeus imporem limites aos que acolhem como cidadãos. Imigrantes são convidados, e eu sei bem disso, pois sou um deles. Vivo fora da minha pátria, e procuro respeitar os costumes e as leis de onde estou. Mas não é isso que acontece hoje nesses países que citei. Na Inglaterra, por exemplo, bairros inteiros de Londres e de outras grandes cidades são completamente dominados pelos muçulmanos, que impõem sua própria lei, a sharia, criando zonas onde o Estado não tem mais poder. Em algumas cidades da Suécia os policiais não entram em alguns bairros muçulmanos, com medo de enfrentar os radicais. A França segue pelo mesmo caminho. Em Israel, onde há dois meses uma sinagoga foi atacada, a resposta do ministro de Segurança, Izthak Aharonovich, foi imediata: facilitar o porte de armas aos cidadãos. Esta é a única maneira de colocar medo nos radicais agressores, pois um cidadão armado não é como um policial, que anda fardado e com a arma exposta; um cidadão de bem armado é sempre uma preocupação para um terrorista, a última coisa que ele quer encontrar pela frente. Policiais são fáceis de se evitar – nenhum atentado terrorista é impedido pela presença de policiais, pois os terroristas esperam que a polícia saia do local, ou escolhem um local longe da presença de forças de segurança. Um cidadão carregando uma arma escondida é impossível de ser evitado.

Como diz o nome de uma canção da banda Metallica, “Fight fire with fire” – combatamos fogo com fogo. Esses radicais já provaram que não aceitam nenhum tipo de diálogo, nenhuma argumentação, humor ou crítica. Ser civilizado não significa abrir mão do poder de fogo na hora da luta, e sim lutar com honra. Não precisamos decapitar pessoas e nem assassinar inocentes para combater os radicais; mas também não podemos achar que o faremos com canetas e conversas. É hora de mostrar e usar a força.

 

Flavio Quintela é escritor e tradutor de obras sobre política e filosofia, e autor do livro “Mentiram (e muito) para mim”.

Tome juízo, moleque

baby-with-gun (1)Eu tenho 38 anos de idade. Nas épocas de criança e adolescente eu nunca fui um moleque santo. Tinha meu lado nerd, ia muito bem na escola, mas gostava de fazer uma brincadeira, passar um trote, pregar uma peça, como se dizia antigamente. Ou, em linguagem contemporânea, eu adorava trollar colegas, vizinhos e professores.

Trotes telefônicos eram uma das diversões preferidas – num mundo em que não existia o identificador de chamada, o trote rolava solto. Um amigo ficava num telefone, o outro na extensão e, com o patrocínio indireto dos pais, que pagavam a conta, e a infraestrutura tosca da Telesp, horas de diversão estavam garantidas. Mas tudo perde a graça um dia, e os trotes simples evoluíam para modalidades mais “cruéis”: pedir uma pizza e mandar entregar na casa de fulano, anunciar o carro de cicrano no Primeiramão, ou mesmo mandar um táxi na casa de beltrano bem tarde da noite. Tudo feito com muita adrenalina, com aquele medo infantil de “se meu pai descobrir eu tô fudido”.

Um dia a coragem foi suficiente para sairmos de carro (meu tio emprestava o carro para meu primo, que tinha 16 anos cronológicos, e uns 10 mentais) e jogarmos um ovo na casa do inspetor da escola. Adrenalina total!!! Depois de jogar o famigerado alimento in natura, não resistimos à tentação de voltar para ver o resultado. E a velha máxima dos romances policiais nos entregou: ao voltarmos ao local do “crime” o carro foi identificado, e em menos de meia hora o referido bedéu estava na porta da casa de meu primo, tirando satisfações com meus tios. Obrigado, primo, por não ter me dedurado. Até hoje o inspetor Antônio Carlos não sabe que eu fui seu cúmplice naquele terrível ato de vandalismo. Ou pelo menos não sabia…

E o que essas besteiras infantis têm a ver com este blog, ou com os dias de hoje? Será que o autor está ficando realmente velho e gagá? Não. Eu só tentei me lembrar de minha juventude, e pensar: como alguém passa da fase de trote telefônico e ovo para explosivo e estilete? Caramba, quando eu peguei aquele ovo na mão, eu sabia que poderia dar merda, que meus pais poderiam descobrir e me castigar. E o cara que sai com explosivos na mochila? Ele acha que é uma brincadeira de menino? Acha que é normal? Que o máximo que pode acontecer é aparecer a pessoa que ele pretende explodir na porta de sua casa e reclamar com seus pais?

Não! Quem sai com explosivo e arma branca na mochila sabe que está indo pra guerrear, e em guerras as pessoas são feridas e também morrem. O fato de ninguém em nossa imprensa esquerdista lembrar disso é indício de pura falta de caráter. Quem quer fazer manifestação pacífica, em São Paulo, leva no máximo um Toddynho, um pacote de Club Social e uma blusa, porque à noite sempre esfria. Quem leva explosivo, vinagre e estilete é guerrilheiro urbano! E a polícia não tem que aliviar para bandido, guerrilheiro, black bloc, terrorista, arruaceiro e o escambau. Eu espero da polícia justamente a atitude que tiveram: mandar bala em quem quer explodir minha cidade e meu entorno. Afinal, eu não explodo ninguém. O máximo que causei a algum desafortunado deste mundo foi a necessidade de limpar o chão sujo de ovo.

Os revoltadinhos de plantão irão argumentar que:

Queria ver se fosse com você, pois a polícia não é preparada e atira em qualquer um.

Mentira. Primeiro que eu já disse que não saio de casa com a mochila cheia de armamento de guerra. E segundo que a polícia não atira em qualquer um. O cara foi pra cima de um policial, tomou um tiro do outro.

Mas o garoto agiu em legítima defesa, e só partiu pra cima do policial depois de ter levado um tiro do outro.

Tá bom. Me engana que eu gosto. Quem é que parte pra cima de alguém, com uma faca, depois de ter sido baleado? O cara é por acaso o Chuck Norris? Ou talvez a reencarnação do Bruce Lee? Se tivesse levado o tiro antes aposto que tinha fingido de morto pra não levar mais um.

Você fala isso porque não foi seu filho que foi baleado.

Pois é, eu não tenho filho. Mas assim que tiver um, e que ele puder compreender esse tipo de coisa, vou avisá-lo que, ao sair de casa com a mochila cheia de explosivos, há uma grande chance de que ele termine morto ou preso.

Acorda gente!!! A nossa imprensa vendida está tentando destruir a polícia e todas as instituições que ainda nos garantem um pouco de tranquilidade. O objetivo é o caos, pois é do caos que surgem os regimes autoritários. Ou você acha apenas uma coincidência que o governo federal tenha acabado de publicar uma portaria intitulada de “Garantia da Lei e da Ordem“, regulamentando a ação das forças armadas em territórios urbanos? O governo petista, junto com a imprensa esquerdista, estimula a baderna e demoniza a polícia, para criar as condições de uma ação militar sob o comando federal. E no estado de São Paulo a manobra é ainda mais acintosa, já que a polícia está sob o comando do governador, atual inimigo político número um do PT.

Você quer segurança? Quer que baderneiros e black blocs vão para o raio que os parta, ou pelo menos para a prisão mais próxima? Então apóie a polícia, repudie os jornalistas que defendem os bandidos, e deixe isso claro para os outros. Chega de permitir que uma minoria de esquerdistas entrincheirados em suas redações dite o tom contrário ao que a maioria das pessoas quer. Vamos invadir esses blogs vermelhos e mostrar que o povo brasileiro é muito mais ordeiro e conservador do que baderneiro e revolucionário.

Direitas já!!!

Mandela: mais um ícone da esquerda

mandelaMorreu ontem Nelson Mandela, e os brasileiros demonstraram, nas mídias sociais e na mídia em geral, o quanto são capazes de construir sua “opinião” com base em meia dúzia de notícias alardeadas em telejornais e posts sentimentais de Facebook, ignorando por completo os fatos históricos e a situação atual da África do Sul.

Nelson Mandela foi preso por um motivo muito simples: ele era um terrorista a serviço do comunismo. Ele foi o líder fundador da força de guerrilha da ANC, conhecida como MK, organização autora de centenas de assassinatos, incluindo atentados covardes com bombas em lanchonetes, igrejas, bares e outros lugares cheios de civis inocentes. Quando finalmente foi levado a julgamento, as acusações não foram pequenas: “A preparação, manufatura e uso de explosivos, incluindo 210 mil granadas de mão, 48 mil minas antipessoais, 1.500 bombas-relógio, 144 toneladas de nitrato de amônio, 21,6 toneladas de pó de alumínio e uma tonelada de pólvora negra”.  São nada menos que 193 acusações relativas a atos de terrorismo cometidos entre 1961 e 1963. Seu julgamento foi feito com transparência, pelo sistema judiciário normal, com a presença de observadores internacionais. Sua sentença foi de trinta anos de prisão, muito menor do que a de muitos assassinos em menor escala – nos Estados Unidos uma pena de homicídio pode facilmente chegar a perpétua ou mesmo de morte.

Em 1985 foi-lhe oferecida a liberdade em troca de sua declaração de repúdio pelo terrorismo – oferta recusada pelo senhor Mandela, que preferiu continuar preso e fabricar sua beatificação do que admitir que o que havia feito era repugnante e errado. Depois de trinta anos pagando pelos seus erros, esse senhor foi catapultado pela mídia esquerdista à condição de guerreiro incansável pela paz. Mas ele jamais deixou de lado suas convicções, as mesmas que o levaram a cometer os atos terroristas e que sempre o definiram como um comunista engajado. Mandela nunca foi bonzinho, e o fato de que tenha ficado na prisão por trinta anos não o credencia a ser um santo salvador. Muito pelo contrário: após sua libertação e seu retorno à política sul-africana, o país entrou num processo de degradação social acentuado: o número de sul-africanos miseráveis, ou seja, vivendo com menos de um dólar por dia, dobrou entre 1991 e 2002, de dois milhões para quatro milhões de pessoas. O desemprego aumentou 48% no mesmo período, e a criminalidade atingiu níveis absurdos.

E a questão racial? Bom, ela com certeza piorou bastante. A organização Genocide Watch, que faz um trabalho fenomenal, monitorando os casos ativos de genocídio no mundo, denuncia o assassinato cruel de mais de setenta mil brancos sul-africanos nos últimos anos, números que tornam esse grupo étnico o mais perseguido do mundo atual: para cada 100.000 brancos sul-africanos, 310 são mortos todos os anos, simplesmente pela cor de sua pele, pois são na maioria agricultores indefesos, mulheres e crianças. Os relatos são de uma crueldade inimaginável, com tortura e mutilação de crianças, ateamento de fogo em famílias inteiras e outras práticas indescritíveis. Quem quiser conhecer um pouco mais do que está acontecendo a essas pessoas deve acessar o site Afrikaner Gonocide Museum – as imagens falam por si. Nunca na história do Apartheid os negros foram assassinados com tamanha brutalidade e frieza. Lógico que isso não justifica o Apartheid, regime cuja queda constitui na única boa ação de Mandela, mas muito menos justificável é o que acontece hoje na África do Sul.

Diante de tudo isso, exaltar Mandela como um bravo combatente pela paz mundial é não querer aceitar a verdade, que é muito mais dura. É avalizar o comportamento deste terrorista comunista, que deixou um legado de mortes e uma África do Sul adoecida com o racismo. O comunismo nunca foi bom em nenhum lugar onde existiu, e não seria na África do Sul, cada vez mais próxima de se tornar a Cuba do continente africano, que isso seria diferente.

Dizem que vaso ruim não quebra. Esse quebrou.

Adição de última hora: depois de reler meu texto algumas vezes e de ler a opinião de diversas pessoas a respeito, tenho que fazer uma retratação. Não quero deixar a falsa impressão de que o Apartheid foi um regime sequer perto de bom. Mandela tem o mérito de uma luta árdua contra esse regime, fato que não pode ser deixado de lado. E o racismo que continua a assolar a África do Sul não pode ser creditado somente ao governo de Mandela.