Momentos finais de 2013

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Tenho menos de oito horas de 2013 pela frente, e agora que já saí de casa, atravessei uma São Paulo vazia, uma rodovia dos Bandeirantes super tranquila, e cheguei a Piracicaba, onde vamos passar o reveillon com a família, chegou a hora de escrever o último post de 2013, de um blog que começou pouco tempo atrás, e que pretende fazer alguma diferença positiva em 2014.

Para permanecer dentro dos propósitos deste blog, quero apenas compartilhar uma opinião, ou melhor, uma percepção minha sobre o ano que passou. 2013 foi o ano em que dois processos históricos que estavam em curso se aceleraram de uma forma acentuada, e 2014 promete ser o ano em que esses dois combatentes enfrentarão uma luta difícil. Acusem-me de maniqueísmo, de simplismo, de ingenuidade ou mesmo de ignorância, mas eu realmente acredito que esses combatentes representam lados opostos, bem e mal, virtude e vício, e que nosso futuro como nação democrática depende do resultado deste embate.

De um lado, vestindo o calção vermelho com estrela, foice e martelo, está o PT. Pesando toneladas, é o lastro que afunda o país em direção ao inferno futuro da ditadura esquerdista. Em 2013 o PT radicalizou seus ataques aos valores fundamentais da democracia, tomando uma posição cada vez mais beligerante contra a liberdade de expressão, contra as instituições democráticas, contra as liberdades individuais, contra o direito à vida e contra a família. Jamais se viu, na história brasileira, um período em que se concentraram tantos esforços, em um só partido, para solapar a democracia e instaurar um regime autoritário. O treinador do PT, o Foro de São Paulo, vem fazendo seu trabalho há mais de uma década, e resolveu cobrar resultados. Não foi fácil e nem agradável ler, diariamente, notícias que revelavam a corrosão progressiva de nossas liberdades. Processos judiciais absurdos, proibição de publicações, censura, mentiras de toda espécie, impunidade, crimes e canalhices que dão desgosto à alma e diminuem a cada dia nossa vontade de permanecer aqui neste Brasil. Em 2013 o PT veio para tentar o nocaute. Ainda bem que não conseguiu, ainda.

No canto oposto, vestindo o calção verde e amarelo, está a direita brasileira. Pesando muito menos do que sua categoria exige, ela começou o ano tentando ganhar massa, buscando se fortalecer, agregando gente à equipe, procurando por um técnico. Por menos poderosa e sem representatividade política que ela seja, 2013 foi um ano em que a direita brasileira respirou novamente em consciência, saiu do coma. Ainda em busca de agregar suas tão variadas matizes, ela se destacou por seus componentes individuais, gente que se colocou na brecha e resolveu brigar, ainda que com um Golias vermelho, mas com muitas pedras de qualidade no alforje. Olavo de Carvalho, Rodrigo Constantino, Reinaldo Azevedo, Danilo Gentili, Felipe Moura Brasil, Lobão, Paulo Eduardo Martins, Rachel Sheherazade, Luciano Ayan, Flavio Morgenstern – estes são alguns nomes que fizeram de 2013 um ano especial para nossa direita. Com inteligência, integridade, sinceridade e muita paciência, enfrentaram ataques esquerdistas de todo tipo: jabs, cruzados, diretos, uppers.

Os rounds aos quais assistimos consistiram em pancadaria pura de um lado, elegância e inteligência do outro. Enquanto a esquerda partiu para cima com sua militância gigantesca, patrocinada pelo dinheiro farto do Estado, a direita teve que lutar de uma forma praticamente cirúrgica, com intervenções planejadas e estruturadas, pois nenhum recurso poderia ser desperdiçado. Quando se está em minoria é que preparação e planejamento mais contam. E se, em meados de março lembro ter dito a um amigo que o PT acabaria com nossas liberdades ainda neste ano, hoje posso dizer que vejo uma reação legítima e que me dá uma esperança, ainda que mínima, de que as coisas possam caminhar para um futuro menos vermelho, menos autoritário e menos petista.

Meus votos para 2014: que Dilma perca a eleição, que o PT diminua, que os “reaças” se multipliquem e que a democracia brasileira suporte mais um ano.

Abraços a todos!

Que burro! Dá zero pra ele!

burroPrimeiramente preciso me desculpar com meus leitores pela ausência deste blogueiro nos últimos dias. Os muitos compromissos profissionais de minha vida de engenheiro me tiraram o tempo de tal forma que não consegui escrever algo que fosse suficientemente bom para vocês. Enfim, cá estou novamente.

Ontem pela manhã estava lendo alguns textos do Olavo de Carvalho sobre a realidade funesta do sistema educacional brasileiro, que falavam dos métodos de programação mental que são utilizados com os alunos desse sistema, que passam a agir como cães adestrados. Já faz algum tempo que eu deixei para trás o orgulho que tinha de ter cursado uma universidade pública. Quando me formei em engenharia na Unicamp eu parecia um pavão, me estufando todo, orgulhoso de ter estudado lá. Eu sempre soube do lado mais negro das universidades públicas, os institutos de ciências humanas, mas ainda assim eu tratava o assunto com bastante tolerância, para poder continuar me gabando de ter estudado lá.

Mas as décadas de doutrinação esquerdista nas universidades brasileiras já estão entregando seus frutos há algum tempo, e são frutos que não deixam dúvida sobre o estado de torpor intelectual em que vivemos hoje. Tomemos como exemplo um caso recente: há menos de duas semanas o Rodrigo Constantino publicou em seu blog um artigo sobre o juiz Rubens Casara, que ficou conhecido nas mídias sociais por ter uma foto do Che Guevara em sua sala de trabalho. Dois dias após a publicação do texto em seu blog foi criado um abaixo-assinado no site http://www.peticaopublica,com.br, com o título Desagravo dos Estudantes e Profissionais do Direito ao Juiz Rubens Casara, e que conta com 1.959 assinaturas, repudiando o artigo do Constantino e defendendo o tal juiz.

Uma breve leitura do texto do abaixo-assinado dará ao leitor um bom exemplo do que um estudante brasileiro é capaz de fazer (ou de não fazer, para ser mais preciso). Em todo o texto não há sequer uma tentativa de confrontar o que o Constantino escreveu em forma de debate. Nenhum argumento levantado por ele foi refutado, a não ser por argumentações pueris que evidenciam quão raso é o raciocínio dos estudantes e profissionais de direito que assinaram esse texto ridículo. Vejamos alguns exemplos:

Ao contrário do que vociferou o colunista, o magistrado em questão é admirado pela comunidade jurídica, acadêmica e forense, por sua independência, capacidade técnica, reputação hialina e deferência para com o jurisdicionado. Ridículo! Enquanto o Constantino colocou uma entrevista com o tal juiz onde o mesmo despeja seu falatório esquerdista, defende a censura e ataca o Estado de direito, a resposta dos estudantes é um monte de adulações sem sentido. Adjetivos não têm a capacidade de provar a competência profissional de alguém, a não ser que sejam ditos por alguém mais que suficientemente qualificado para bancar o elogio, como o Pelé a um jogador ou o Stephen Hawking a um físico.

Mas a coisa piora: A afirmação de que “há vários juízes que, em nome desse movimento pela “democracia”, desejam destruir a democracia”, também deve ser rechaçada, por ser despida de qualquer fundamento racional. Vejam o nível de raciocínio elevadíssimo desta turma de gênios: para refutar o que o Constantino disse, basta dizer que aquilo é despido de qualquer fundamento racional. Ora, para acusar alguém de falta de fundamento racional é preciso provar a acusação, explicar o porquê da refutação, e não só dizer isso. Mas na falta de capacidade intelectual para formular uma resposta à altura, ficam mesmo é na resposta mais rasa e imbecil que existe.

Para terminar, um pouco dos clichês que compõem quase a totalidade da comunicação dessa gente. Tivesse o Brasil mais juízes como Rubens Casara, certamente teríamos um Judiciário mais sensível às questões sociais e menos alheio às vozes dos estratos sociais alijados. Um esquerdista irá sempre utilizar a palavra social em todos os lugares que achar que cabe. Está aqui um exemplo real: o Judiciário precisa se ater à justiça, e somente a ela, pelo simples fato de que, perante a lei, todos são iguais. Sensibilidade social (seja lá o que for isso) não tem lugar no Judiciário, mas esses estudantes e profissionais de direito parecem não entender nada de… direito! Eles só entendem os clichês e chavões aos quais suas mentes aprenderam a reagir como um rato reage a um adestramento, e o que passa nelas nunca é objeto de uma análise mais aprofundada, mas permanece no nível mais baixo de sua cognição, grudado aos instintos animais que os tornam os menos humanos de todos os humanos.

A universidade brasileira emburrece, e muito. Salvam-se alguns cursos mais técnicos, onde não há muito espaço para o adestramento esquerdista. Mas no geral a perspectiva é assustadora, e o futuro é negro. Estamos diante de gerações inteiras idiotizadas e programadas a reagir conforme querem os engenheiros sociais da esquerda. Melhor mesmo é estudar em casa…