Luxo para bandidos

Sou paulista e, mesmo morando nos EUA, ainda tenho minha empresa no Brasil e pago impostos para o governo estadual. Recentemente, conversando com um amigo que é policial militar na cidade de São Paulo, fiquei sabendo de uma coisa bastante perturbadora. Meu amigo me contou que o dinheiro dos nossos impostos é usado para pagar salários de mais de R$ 18 mil para advogados cuja única atribuição é defender criminosos. Ao mesmo tempo, se um policial atira e fere ou mata um criminoso, ele tem que pagar o advogado de defesa do próprio bolso, mesmo ganhando o salário magro que nossas forças policiais recebem, sejam civis ou militares. Ou seja, eu e você pagamos para que criminosos recebam a melhor defesa criminal possível enquanto policiais fazem vaquinhas para ajudar companheiros que estão sendo processados pelo mesmo Estado que mal lhes paga para defender a população.

Como não gosto de escrever nada sem fundamento, fui conversar com uma amiga que trabalhou na defensoria pública por um bom tempo. Pedi que ela me explicasse o que acontecia lá dentro e por que ela havia pedido transferência para outro departamento. A resposta foi ainda mais perturbadora. De acordo com ela, os defensores públicos são instruídos a utilizar toda e qualquer mentira necessária para livrar os criminosos da cadeia, incluindo inventar que o acusado foi violentado e coagido pelos policiais que o prenderam. Ela também me disse que a chefia inteira da defensoria é composta por aquele tipo de gente que defende os direitos humanos dos bandidos antes de defender o direito à vida dos cidadãos. Por último, me disse que saiu de lá porque não suportava mais viver sabendo que estava ajudando a livrar criminosos confessos da prisão.

A polícia tem muitos defeitos, não vou negar. Há muita corrupção, principalmente na Polícia Civil, e muito policial agindo totalmente fora da linha. Mas a maioria dos policiais sai de casa para trabalhar sem saber se vai voltar, munidos de armamentos inferiores aos dos bandidos, tendo muitas vezes suas famílias ameaçadas. E, quando são obrigados a agir em virtude de um crime, são suspensos, processados e jogados num sistema injusto que premia criminosos e pune os cidadãos de bem. Até quando vamos proteger assassinos, ladrões, traficantes e estupradores? Até quando vamos aceitar que nosso dinheiro pague todas as despesas que esses criminosos geram quando são presos? A mensagem que passamos a todos os bandidos é bastante encorajadora: cometa seu crime e lhe pagaremos um bom advogado; se for preso, deixaremos que transe com suas mulheres e que use seu celular; quando tiver um feriado familiar, deixaremos que saia da prisão para visitar seus queridos; e, se por uma fatalidade você morrer na prisão, pagaremos uma quantia polpuda para que sua família possa ficar tranquila. Nem uma criança que suja a parede com lápis de cor recebe uma bronca tão branda. Esse Brasil é uma piada de muito mau gosto.

 

Tome juízo, moleque

baby-with-gun (1)Eu tenho 38 anos de idade. Nas épocas de criança e adolescente eu nunca fui um moleque santo. Tinha meu lado nerd, ia muito bem na escola, mas gostava de fazer uma brincadeira, passar um trote, pregar uma peça, como se dizia antigamente. Ou, em linguagem contemporânea, eu adorava trollar colegas, vizinhos e professores.

Trotes telefônicos eram uma das diversões preferidas – num mundo em que não existia o identificador de chamada, o trote rolava solto. Um amigo ficava num telefone, o outro na extensão e, com o patrocínio indireto dos pais, que pagavam a conta, e a infraestrutura tosca da Telesp, horas de diversão estavam garantidas. Mas tudo perde a graça um dia, e os trotes simples evoluíam para modalidades mais “cruéis”: pedir uma pizza e mandar entregar na casa de fulano, anunciar o carro de cicrano no Primeiramão, ou mesmo mandar um táxi na casa de beltrano bem tarde da noite. Tudo feito com muita adrenalina, com aquele medo infantil de “se meu pai descobrir eu tô fudido”.

Um dia a coragem foi suficiente para sairmos de carro (meu tio emprestava o carro para meu primo, que tinha 16 anos cronológicos, e uns 10 mentais) e jogarmos um ovo na casa do inspetor da escola. Adrenalina total!!! Depois de jogar o famigerado alimento in natura, não resistimos à tentação de voltar para ver o resultado. E a velha máxima dos romances policiais nos entregou: ao voltarmos ao local do “crime” o carro foi identificado, e em menos de meia hora o referido bedéu estava na porta da casa de meu primo, tirando satisfações com meus tios. Obrigado, primo, por não ter me dedurado. Até hoje o inspetor Antônio Carlos não sabe que eu fui seu cúmplice naquele terrível ato de vandalismo. Ou pelo menos não sabia…

E o que essas besteiras infantis têm a ver com este blog, ou com os dias de hoje? Será que o autor está ficando realmente velho e gagá? Não. Eu só tentei me lembrar de minha juventude, e pensar: como alguém passa da fase de trote telefônico e ovo para explosivo e estilete? Caramba, quando eu peguei aquele ovo na mão, eu sabia que poderia dar merda, que meus pais poderiam descobrir e me castigar. E o cara que sai com explosivos na mochila? Ele acha que é uma brincadeira de menino? Acha que é normal? Que o máximo que pode acontecer é aparecer a pessoa que ele pretende explodir na porta de sua casa e reclamar com seus pais?

Não! Quem sai com explosivo e arma branca na mochila sabe que está indo pra guerrear, e em guerras as pessoas são feridas e também morrem. O fato de ninguém em nossa imprensa esquerdista lembrar disso é indício de pura falta de caráter. Quem quer fazer manifestação pacífica, em São Paulo, leva no máximo um Toddynho, um pacote de Club Social e uma blusa, porque à noite sempre esfria. Quem leva explosivo, vinagre e estilete é guerrilheiro urbano! E a polícia não tem que aliviar para bandido, guerrilheiro, black bloc, terrorista, arruaceiro e o escambau. Eu espero da polícia justamente a atitude que tiveram: mandar bala em quem quer explodir minha cidade e meu entorno. Afinal, eu não explodo ninguém. O máximo que causei a algum desafortunado deste mundo foi a necessidade de limpar o chão sujo de ovo.

Os revoltadinhos de plantão irão argumentar que:

Queria ver se fosse com você, pois a polícia não é preparada e atira em qualquer um.

Mentira. Primeiro que eu já disse que não saio de casa com a mochila cheia de armamento de guerra. E segundo que a polícia não atira em qualquer um. O cara foi pra cima de um policial, tomou um tiro do outro.

Mas o garoto agiu em legítima defesa, e só partiu pra cima do policial depois de ter levado um tiro do outro.

Tá bom. Me engana que eu gosto. Quem é que parte pra cima de alguém, com uma faca, depois de ter sido baleado? O cara é por acaso o Chuck Norris? Ou talvez a reencarnação do Bruce Lee? Se tivesse levado o tiro antes aposto que tinha fingido de morto pra não levar mais um.

Você fala isso porque não foi seu filho que foi baleado.

Pois é, eu não tenho filho. Mas assim que tiver um, e que ele puder compreender esse tipo de coisa, vou avisá-lo que, ao sair de casa com a mochila cheia de explosivos, há uma grande chance de que ele termine morto ou preso.

Acorda gente!!! A nossa imprensa vendida está tentando destruir a polícia e todas as instituições que ainda nos garantem um pouco de tranquilidade. O objetivo é o caos, pois é do caos que surgem os regimes autoritários. Ou você acha apenas uma coincidência que o governo federal tenha acabado de publicar uma portaria intitulada de “Garantia da Lei e da Ordem“, regulamentando a ação das forças armadas em territórios urbanos? O governo petista, junto com a imprensa esquerdista, estimula a baderna e demoniza a polícia, para criar as condições de uma ação militar sob o comando federal. E no estado de São Paulo a manobra é ainda mais acintosa, já que a polícia está sob o comando do governador, atual inimigo político número um do PT.

Você quer segurança? Quer que baderneiros e black blocs vão para o raio que os parta, ou pelo menos para a prisão mais próxima? Então apóie a polícia, repudie os jornalistas que defendem os bandidos, e deixe isso claro para os outros. Chega de permitir que uma minoria de esquerdistas entrincheirados em suas redações dite o tom contrário ao que a maioria das pessoas quer. Vamos invadir esses blogs vermelhos e mostrar que o povo brasileiro é muito mais ordeiro e conservador do que baderneiro e revolucionário.

Direitas já!!!