A mídia brasileira se cala sobre o livro de Tuma

ASSASSINATO_DE_REPUTACOES_1386444613PMais uma evidência de que a nossa grande mídia está completamente vendida para a esquerda: não há uma menção sequer ao livro de Romeu Tuma Junior, Assassinato de Reputações, e à repercussão que tem causado, em nenhum dos principais portais de notícias brasileiros. Fiz a pesquisa agora pela manhã no G1, Estadão, Folha, O Globo, UOL, Terra e BOL (sim, até no BOL eu procurei…) e NADA! Até no portal de revista Veja, que publicou em sua última edição uma reportagem sobre o livro, não consta uma chamada para o assunto. Por mais incrível que possa parecer, o único lugar em que achei menção ao livro foi justamente no Brasil247, o mais vermelho dos portais.

Em meio a notícias de casamentos da filha de fulano com briga de sicrano, e de uma comoção geral da nação com o rebaixamento dos times cariocas, ninguém achou que fosse importante noticiar que Romeu Tuma Junior acabou de publicar um livro que, me desculpem as palavras, joga merda no ventilador do PT. O livro-bomba, como tem sido chamado, documenta uma prática criminosa do governo petista, ativa e operante nos mandatos de Lula e Dilma: a fabricação de dossiês contra adversários políticos e sua divulgação na mídia. O objetivo, é claro, é destruir a reputação dos desafetos do governo e auxiliar a máquina difamadora do PT em épocas de eleição.

O livro, que ainda não está à venda, fala de diversos casos em que o então Secretário Nacional de Justiça, Romeu Tuma Junior, recebeu pedidos de petistas de alto escalão para fabricar e esquentar dossiês contra os mais diversos inimigos políticos do partido, alguns de longa data e outros mais recentes. Alguns casos presentes no livro, e que mostram o nível de canalhice do governo petista – todos foram tirados da reportagem que a revista Veja fez com Tuma Junior, publicada na edição número 50 deste ano:

  • o então ministro da Justiça, Tarso Genro, pediu que Tuma vazasse os dados da investigação sigilosa do Cartel dos Trens para a imprensa, a fim de prejudicar o PSDB nas eleições municipais de 2008;
  • o sucessor de Tarso Genro no ministério, Luiz Paulo Barreto, pediu a Tuma que “fulminasse” o governador de Goiás, Marconi Perillo. De acordo com Tuma o pedido veio diretamente de Lula e de Gilberto Carvalho, como vingança por Perillo ter dito publicamente que havia avisado Lula sobre o mensalão;
  • o assassinato do prefeito de Santo André, Celso Daniel, também faz parte do livro, e Tuma faz acusações de ocultação de evidências, corpo mole das autoridades e da polícia e uma tentativa de jogar para baixo do tapete um crime que poderia comprometer muitos petistas poderosos;
  • sobre Gilberto Carvalho, Tuma afirma que o mesmo chegou a confessar, em meio a lágrimas, sua participação no esquema de propinas que levou à morte de Celso Daniel, como portador dos “recursos arrecadados”, que eram sempre levados a ninguém menos que Zé Dirceu;
  • sobre o mensalão, Tuma relata que contas usadas no esquema criminoso, no paraíso fiscal das Ilhas Cayman, foram ignoradas por Tarso Genro e não constaram na investigação.

Tuma fala ainda de dossiês contra Tasso Jereissati, contra a falecida Ruth Cardoso e também do grampeamento geral feito no STF, a fim de espionar as conversas de todos os ministros do Supremo. De acordo com o autor do livro, todo o material publicado tem lastro de evidências, e pode ser provado. Até o momento, de acordo com a única notícia que consegui encontrar sobre o livro (a do Brasil247) somente o Senador Álvaro Dias, do Paraná, se manifestou pelo Twitter a favor de chamar Romeu Tuma Junior para depor no Congresso Nacional. Ao olhar o Twitter de Álvaro Dias pude notar o seguinte: Em “O Globo” e “Estadão” cobrança por esclarecimentos de Tuma Jr. no Congresso. Ou seja, ambos os veículos de mídia citados devem ter publicado alguma coisa a respeito ontem à noite, mas já não consta mais nas páginas principais de seus portais eletrônicos.

Enfim, o livro de Tuma Junior lança acusações bombásticas e terríveis contra o governo petista. Até quando a mídia permanecerá calada a respeito? Álvaro Dias realmente assumirá a iniciativa de chamá-lo para depor? Teremos a CPI dos Dossiês? Essas são perguntas que ficarão em minha cabeça nos próximos dias. Vamos acompanhar atentos o que vem a seguir.

Um país sem heróis

Liga-da-Justiça1Alguma vez você já parou para pensar que todos os heróis da ficção que conhecemos foram criados fora do Brasil? Batman, Super-Homem, Homem-Aranha, Thor, Hulk, Homem de Ferro, os X-Men, e a lista continuaria por páginas, sem um herói brasileiro sequer. Isso diz muito sobre a nossa mentalidade como povo, e também tem relação com as ideologias esquerdistas que têm dominado o cenário nacional.

A direita, historicamente, sempre acreditou que o homem não é um ser bonzinho, e que, independentemente do contexto onde nasce e é criado, ele carrega consigo a imperfeição e a corrupção moral, de tal forma que suas capacidades intelectuais não são suficientes para livrá-lo da possibilidade do erro. Já a esquerda tem um discurso bastante diferente, de que o homem é corrompido pela sociedade em que nasce e é criado, e que por isso bastaria construir uma sociedade “perfeita” para que dali em diante os homens não mais se corrompessem. É a base do comunismo: criar uma coletividade utópica para que a individualidade morra.

E o que isso tem a ver com não termos heróis? Tem muito a ver! Um esquerdista não precisa de heróis, porque para ele um herói é alguém que contribua ativamente para que o mundo seja transformado no que ele acredita ser o certo, independentemente das ações que esse “herói” tenha tomado para viabilizar essa transformação (ou o famoso “os fins justificam os meios”). É por isso que os esquerdistas idolatram assassinos, estupradores, genocidas e canalhas em geral, como Lênin, Stálin, Che Guevara, Fidel Castro etc. Para qualquer pessoa que tenha um mínimo de bom senso e respeito pela vida humana, imaginar que uma pessoa que tenha causado a morte de milhares, às vezes milhões, de pessoas possa ser chamado de herói tão somente porque possibilitou a revolução comunista, e que esses mortos todos são “ossos do ofício”, casualidades no caminho de um bem maior, é algo inconcebível e inimaginável.

Enquanto os heróis da ficção são capazes de se doar pela humanidade, de sofrer e lutar até a exaustão completa por uma única vida, os heróis da esquerda fuzilam quem quer que apareça entre eles e seus planos revolucionários. E mais: o conservador de direita assiste aos filmes de heróis e lê suas histórias, e se inspira com os atos de nobreza. O esquerdista lê sobre seus heróis assassinos e vibra com a morte dos anti-revolucionários. Enfim, é uma diferença tão grande como céu e inferno, como bem e mal, como luzes e trevas. E se você está achando que eu estou comparando a esquerda com as trevas, você acertou. A esquerda é o fim da humanidade livre, é o fim da virtude, é a banalização da vileza e o culto à maldade.

E como ficamos aqui no Brasil? Num país onde o governo foi entregue à esquerda, mas o povo continua sendo conservador em sua grande maioria, a busca por heróis nunca cessa. Infelizmente ela acaba sendo feita na base da fé nos homens públicos. Quem não se lembra, no auge do julgamento do Mensalão, do número de postagens no Facebook que pediam que Joaquim Barbosa se candidatasse? Sim, ele foi o nosso herói de 2013, aquele que acendeu uma pequena chama de esperança no coração de tantos brasileiros. Infelizmente ele não tinha poderes especiais, e foi decepção completa o que os brasileiros sentiram naquela dia fatídico, 18 de setembro de 2013, quando os mensaleiros conseguiram o que queriam através do voto do ministro Celso de Mello. Se Joaquim Barbosa foi nosso Super-Homem por alguns dias, Celso de Mello cumpriu muito bem seu papel de Lex Luthor.

Brasil, a Liga da Injustiça.