Uma chinelada só

Artigo publicado na Gazeta do Povo de Curitiba, seção Opinião, coluna Flavio Quintela, em 10 de março de 2016.

É bem provável que você já tenha pensado, depois de ser picado por algum pernilongo sanguinário, algo como “mas por que esse bicho existe, se a única coisa que ele faz é parasitar e causar doenças?” Ou então, ao descobrir que teria de passar por uma cirurgia às pressas para remover um apêndice supurado, lhe passou pela mente “que troço inútil é esse, que ou não faz nada de bom ou me leva logo para a sala de cirurgia?” A lista de mancadas da natureza não para por aí: vermes, moscas, vírus, câncer, raios solares UV, ervas daninhas, fungo de unha e bactéria da cárie são apenas alguns exemplos de coisas sem as quais nossas vidas seriam muito melhores, e das quais nenhum ser vivo do planeta sentiria falta. Mas, sendo o homem um imitador da natureza, ele também produz suas inutilidades daninhas, e uma de suas obras-primas nessa categoria é o PT.

Depois de 13 anos no comando do país, está evidente que a agremiação que se diz “dos trabalhadores” não serve para nada que preste. À política brasileira, em geral, já é difícil atribuir resultados bons de qualquer tipo, mas o PT é o grande campeão do Framboesa de Ouro da política nacional, levando as estatuetas de pior partido, pior político principal, pior político coadjuvante, pior gestão pública, pior plano de governo, pior diplomacia, pior ideologia e pior escândalo de corrupção. Esse desempenho “majestoso” é resultado de um verdadeiro trabalho de equipe, no qual cada membro consegue fazer pior que o anterior, superando consistentemente as expectativas (negativas) de todos nós. O diretor desse filme de terror é Lula, o pobre mais milionário do mundo. Este senhor etílico sempre esteve por trás de toda a conduta petista; ele é, por assim dizer, o titereiro do partido, desde sua fundação até hoje.

barataasO nível de mediocridade do PT é tamanho que o partido não consegue nem sequer ser um vilão de verdade. Outras nações tiveram suas desgraças comandadas pelas mãos de políticos maus, de ditadores sanguinários, de genocidas e de loucos como Stálin, Hitler, Fidel e Pol Pot. Esses psicopatas deixaram um legado de morte, escravidão e destruição, e colocaram seus nomes entre os mais famosos da história da humanidade, ainda que pela mais vil das razões. Mas, enquanto russos, alemães, cubanos e cambojanos tiveram seus Darth Vaders, nós vivemos sob o governo de um Dick Vigarista. Lula, no fim das contas, não passa de um ladrão e de um projeto mal-sucedido de ditador. Seu sítio, sua cobertura no Guarujá, suas palestras milionárias, seus laços com empreiteiras corruptas, seus esquemas para enriquecer os filhos, tudo isso mostra que seu grande projeto de poder acabou se atrofiando para algo bem menos grandioso: enriquecer. É claro que, sendo um homem com um dos maiores egos deste lado da galáxia, ele sempre soube aproveitar muito bem os benefícios de ser líder, e sempre desfrutou dos prazeres megalomaníacos que somente quem está no comando sabe descrever.

Eu mesmo sempre disse que Lula tinha um projeto grandioso para tomar a América Latina de assalto e estabelecer por aqui a nova União Soviética. Mas, como todo gerente de projetos bem sabe, existem alguns requisitos para se transformar algo planejado em algo executado. Quando o projeto é o estabelecimento de um regime autoritário, uma condição sine qua non é a coragem, qualidade que nem Lula e nem ninguém do PT jamais teve. Lula sempre foi um covarde; a esquerda brasileira inteira sempre foi covarde, e foi fundada em cima da covardia. Esta geração que hoje está no poder, devemos lembrar, é a mesma que tentou ser terrorista na década de 1960, que fugiu feito barata acuada quando os militares tomaram o poder e que continuou agindo à moda das baratas, ocupando espaços obscuros e se multiplicando fora da vista de todos. Não deveria ser surpresa, portanto, que mesmo ficando 13 anos no poder o PT não tenha conseguido fechar a imprensa, assassinar opositores e estabelecer uma ditadura. Baratas não fazem isso, para nossa boa sorte.

Com a covardia dos petistas e um pouco de coragem de cada um de nós, não será… (clique aqui para acessar o restante do artigo na página do jornal).

Flavio Quintela é escritor, jornalista e tradutor. É autor dos livros “Mentiram (e muito) para mim” e Mentiram para mim sobre o desarmamento”.

Perdeu, PT

Artigo publicado no jornal O Coyote, edição de março/abril de 2015, página 6.

Quando se diz a palavra vida, algumas coisas costumam vir à mente: movimento, dinamismo, mudança constante. Algo que não combina muito com a vida é a estagnação. Temos uma certa repulsa por ela, pois o que está parado, acomodado, imóvel, parece não combinar com a dinâmica que esperamos viver. E é fato que os que se acomodam vão morrendo lentamente, qualquer que seja o foco da acomodação. Se nos acomodamos no emprego, acabamos ficando para trás e, eventualmente, trocados por alguém mais dinâmico. Se nos acomodamos em nosso casamento, as coisas ficam sem graça, o relacionamento vai murchando, e corremos o risco de passar por uma separação ou divórcio. Se nos acomodamos em nosso físico, o corpo vai engordando, ficando lento, os músculos ficam flácidos, e tudo se torna mais difícil.

No âmbito governamental a acomodação também tem resultados muito ruins. Nós mesmos vivemos hoje sob um governo de esquerda porque houve uma acomodação excessiva por parte dos governos militares, que “empurraram com a barriga” a questão do aparelhamento cultural, e uma acomodação sem precedentes da elite intelectual brasileira, que desengajou-se politicamente, deixando caminho livre para que chegássemos à situação de hoje, onde não há sequer um partido de direita disputando eleições no Brasil.

perdeuPTFelizmente, a acomodação não é exclusividade de ninguém. E doze anos no poder foram suficientes para que o PT e seus militantes se acomodassem também. Isso ficou muito claro nos dias 13 e 15 de março de 2015, quando duas manifestações opostas aconteceram em todo o território brasileiro. Diante de uma mobilização sem precedentes nas redes sociais, que chamavam as pessoas descontentes com o governo atual para um grande e pacífico protesto no dia 15, a militância petista tentou se articular rapidamente para produzir um contra-movimento dois dias antes. A tentativa não poderia ter dado mais errado, e ter sido mais ridícula: mesmo dando comida, transporte, roupa, balões e dinheiro para seus “manifestantes”, o total de pessoas presentes em todo o Brasil não chegou a 40 mil. Dois dias depois, 2 milhões de pessoas (mais de 50 vezes o público do dia 13) tomaram as ruas de dezenas de cidades brasileiras para mostrar que o PT não tem mais o monopólio da mobilização popular.

A acomodação da militância petista chegou a tal ponto que transformou-se em arrogância cega: seus manifestantes mercenários saem vestidos de vermelho dos pés à cabeça, com bandeiras e balões também vermelhos, ignorando que nossa pátria jamais adotou essa cor. Estão tão cegados por seu projeto de poder que já não percebem mais o patriotismo do brasileiro: quando vestimos o verde e amarelo ao lado de nossos irmãos de pátria, nosso coração bate mais forte e as esperanças de mudança são renovadas. O vermelho opressor do comunismo só traz incômodo e desespero, e é repudiado por mais de 90 por cento da população. Aliás, é repudiado até mesmo pelos que empunharam as bandeiras da CUT e do PT, já que uma pesquisa feita pelo Datafolha com os “manifestantes” do dia 13 mostraram que a maioria acredita que Dilma Rousseff sabia de tudo o que estava acontecendo na Petrobrás, e apenas um terço deles acha que ela está fazendo um bom governo.

Dilma Rousseff é praticamente uma unanimidade no Brasil de hoje. Seu governo tem destruído o pouco que havíamos construído no início da Nova República, e sua capacidade de mentir não tem mais lastro na ingenuidade do povo. Os poucos apoiadores que ainda restam dividem-se em dois grupos, o dos corruptos, que se beneficiam pessoalmente com o governo, e o dos seguidores irracionais, que se assemelham aos fanáticos religiosos, dispostos a se explodir em troca de benesses no além. A diferença é que os fanáticos religiosos têm coragem; os fanáticos petistas são covardes.

Perdeu, PT.

Flavio Quintela é escritor e tradutor de obras sobre política e filosofia, e autor dos livros “Mentiram (e muito) para mim” e Mentiram para mim sobre o desarmamento”.

5 x 1

Artigo publicado na Gazeta do Povo de Curitiba, seção Colunistas, edição de 15 de abril de 2015.

No último domingo o Brasil vivenciou a segunda manifestação do ano contra o governo Dilma e o PT. Que fique bem claro: ao contrário do que a mídia televisiva repetiu exaustivamente durante a cobertura jornalística, o povo não foi às ruas porque está cansado da corrupção, ou porque quer a reforma política – esses tópicos são apenas parte de uma insatisfação generalizada –, mas porque quer Dilma fora da Presidência da República.

A avaliação geral dos comentaristas de todas as emissoras e portais de notícias foi a mesma, parecendo até que foi combinado: afirmar que o número de manifestantes diminuiu e que isso é evidência do enfraquecimento do movimento. Esta análise agrada demais ao governo petista, que já parece mais preocupado com os índices de popularidade de Dilma do que com o número de pessoas nas ruas. Mas nem mesmo a arrogância extrema de todos os políticos de alto escalão do PT poderia ignorar uma manifestação como a do dia 12, e os motivos são simples.

Pouco antes do 15 de março, Dilma fez um pronunciamento em cadeia nacional cujos efeitos foram completamente contrários aos esperados pelos marqueteiros do Planalto. A fala mentirosa e sem convicção da presidente só fez turbinar os ânimos da população contra o governo. Diante da forte rejeição nas semanas seguintes, Dilma adotou a prática do sumiço público, retirando-se para evitar dar mais munição aos insatisfeitos. Pela primeira vez desde que assumiu a Presidência, ela teve de reconhecer, ainda que tacitamente, que é uma figura extremamente antipática e de pouquíssimo apelo popular. Assim, sem a ajuda do Planalto, a manifestação de domingo teve “menos lenha” para queimar. Só que a presidente não poderá manter seu silêncio até 2018 e, mantendo-se seu histórico, basta que abra a boca para que as panelas voltem a bater.

Outro ponto importante é a relação numérica entre as manifestações a favor e contra o governo. Mesmo com menos gente na rua, o número de pessoas que clamaram pela saída de Dilma e do PT foi mais de 100 vezes maior que o número de pessoas a defendê-los, isso sem levar em consideração que estes recebem transporte, lanche e gratificação monetária para tomar as ruas num dia de semana, enquanto aqueles o fazem por conta própria, pagando sua passagem e sacrificando seu tempo de lazer, a fim de não penalizar os centros urbanos em dias de trabalho. Esta palavra, aliás, define bem a diferença entre os dois grupos: mamadores das tetas governamentais de um lado e trabalhadores de verdade do outro.

Em algum lugar das redes sociais foi dito que uma vitória por 5 a 1 na sequência de uma por 7 a 1 é algo a se comemorar, e essa parece ser uma metáfora futebolística bastante verdadeira. Não é coerente, neste momento, sepultar o grande movimento popular da atualidade por causa de um bom resultado, apenas porque não foi excepcional. Esse é o raciocínio que o Planalto deseja que tenhamos, e uma coisa é certa: tudo o que eles desejam é o oposto do que devemos fazer. Dilma e o PT são a antítese de um Brasil decente, e eles têm de cair.

 

Flavio Quintela é escritor e tradutor de obras sobre política e filosofia, e autor dos livros “Mentiram (e muito) para mim” e Mentiram para mim sobre o desarmamento”.

O Brasil ainda não é Sodoma e Gomorra

Uma das histórias mais conhecidas da Bíblia é a de Sodoma e Gomorra. Dizem as escrituras que essas duas cidades chegaram a um nível tão grande de depravação moral, maldade e vileza que Deus resolveu destruí-las por completo. Antes, porém, de concretizar seus planos, Ele avisa a Abraão para que este tenha tempo de tirar de lá sua família – seu sobrinho Ló, sua esposa e filhas.

Uma parte muito interessante da narrativa bíblica é a conversa entre Deus e Abraão. Este, movido de compaixão pela iminente destruição das cidades, começa a indagar a Deus se Ele pouparia as cidades caso houvesse 50 justos morando nelas. Deus diz que sim, que as pouparia pelos 50. Abraão continua, e reformula a pergunta, agora com 30 justos. A resposta de Deus continua a mesma. Ele insiste mais uma vez, baixando o número para 20, e obtém a mesma resposta. Por último, já se desculpando por ser tão chato, ele pergunta a Deus se Ele pouparia as cidades caso houvesse 10 justos nelas. Deus responde novamente que sim, que não as destruiria por causa desses dez. A narrativa deixa claro que não havia nem dez justos em Sodoma e Gomorra – depois que Abraão tira Ló e sua família de lá as cidades são destruídas com fogo que cai dos céus, e todos ali perecem.

brasil1_1

O Brasil não está longe de ser Sodoma e Gomorra. A maldade e a corrupção tomaram o país de uma forma tão completa e avassaladora que as pessoas de bem, as que lutam por princípios de justiça e verdade, sentem-se presas, sufocadas, desesperadas em meio a tantos escândalos, mortes, assassinatos, injustiças e mentiras. O sentimento geral é de desânimo e cansaço, de basta, de chega, de não aguentamos mais. Sim, estamos perto de uma falência completa, tanto financeira como moral, estamos por um fio. Vemos a nossa pátria sendo afundada e destruída por esse partido canalha que se apossou do poder, e lutamos do jeito que podemos para tentar salvar nossa terra.

Mas o Brasil ainda não é Sodoma e Gomorra! Longe de mim dizer que sou um justo, na concepção de justiça divina. Não, não sou. Sou um homem que falha e erra, como todos os outros. Mas de forma alguma sou como esses psicopatas e criminosos que ocupam desde a Presidência da República até os cargos mais baixos do governo petista. Eles são o que já vimos de pior num ser humano: vis, invejosos, assassinos, ladrões, mentirosos, cheios de ódio; lutam ao lado da injustiça, não se cansam de fazer o mal e de faltar com a verdade. Se o Brasil fosse inteiro como eles, já teríamos deixado Sodoma e Gomorra para trás há muito tempo.

Hoje é um dia histórico. O povo brasileiro que ainda acredita no Brasil está nas ruas neste momento. Mais de um milhão de pessoas já estão na Av. Paulista, em São Paulo, onde acontece o maior de todos os movimentos marcados para 15 de março. Em outros lugares a coisa aconteceu de forma semelhante, em menor volume, mas com a mesma mensagem: não suportamos mais o PT e Dilma Rousseff. É o clamor das pessoas de bem, dos trabalhadores verdadeiros, das famílias; é o clamor de brasileiros e brasileiras que vestem o verde, o amarelo, o azul e o branco, e repudiam com todas as suas forças o vermelho do PT, do comunismo e da morte. Nossa cor é a da bandeira, nossa inspiração é a Pátria, nossa voz é a do povo.

Não queremos ser Sodoma e Gomorra, nem Venezuela, e nem PT. Queremos ser Brasil. E, ainda que Deus não seja brasileiro, queremos mostrar para Ele que somos milhões de razões para que Ele nos poupe do pior dos destinos.

À luta, Brasil!

Flavio Quintela é escritor e tradutor de obras sobre política e filosofia, e autor dos livros “Mentiram (e muito) para mim” e “Mentiram para mim sobre o desarmamento“.

 

 

Monopólio da cidadania

Artigo publicado no Correio Popular de Campinas, seção Opinião, edição de 22 de novembro de 2014.

A esquerda sempre teve um cacoete muito grave: o de se enxergar como detentora do monopólio das virtudes. Os pensadores e filósofos que construíram o socialismo e suas vertentes o fizeram de suas casas amplas e aristocráticas, amparados pela riqueza de suas famílias. O mundo dos pobres e dos desfavorecidos nunca lhes foi nada além de um mundo imaginado, de uma realidade extremamente distante, razão pela qual suas soluções para os problemas de desigualdade social sempre geraram cada vez mais pobreza em todos os lugares onde foram implementadas.

Mas, a despeito do fracasso prático dessas soluções e ideias, o simples fato de declararem uma preocupação para com os mais pobres parece ser mais que suficiente para inflar o ego de grande parte dos militantes de esquerda. Aqui no Brasil o fenômeno é facilmente identificável entre os membros do partido governista, o PT, desde o seu surgimento até os dias de hoje. Sua fundação foi auto-aclamada como a de uma agremiação até então jamais vista, composta de “salvadores da pátria”, gente que iria injetar uma dose cavalar de ética e honestidade na política brasileira. Muitos que participaram desse início dificilmente poderiam ser considerados representantes dos trabalhadores que se propunham defender; os que o poderiam fazer com alguma legitimidade, caso do próprio Lula, se transformaram, durante os muitos anos no poder, em exemplos máximos da nova aristocracia brasileira, vivendo um estilo de vida que nem os homens mais bilionários do planeta costumam viver. Cruzam o país em jatos particulares, bebem garrafas de vinho mais caras que um automóvel, e continuam dizendo que são do povo, e contra a elite.

10440881_777674288965547_6581333518419269053_n

Do alto de sua pseudo-humildade megalômana acusam todos os que não concordam com suas posturas, ideias e ações de serem contra os pobres, transformando-os em bodes expiatórios da nação. Sim, todos aqueles que não querem o governo do PT e que estão se manifestando contra ele nas ruas estão sendo difamados e caluniados pela liderança petista. Manifestantes que marcam suas passeatas no final de semana, pois não podem se dar ao luxo de perder um dia de trabalho, que não vandalizam o patrimônio público e nem o privado, que não colocam máscaras para esconder seus rostos, que não colocam fogo em pneus para bloquear estradas, esses são chamados de golpistas, de antidemocráticos, de elite branca, de burguesia inconformada. A diferença entre o discurso e a realidade é tão gritante que chega a ser ofensiva à inteligência. Quando o MST invade os gramados de Brasília e agride policiais, a presidente da república os chama para dialogar. Quando milhares de pessoas tomam pacificamente as avenidas de São Paulo num sábado à tarde, o partido da presidente da república os chama de golpistas, fascistas e reacionários.

O que nos resta? A quem não faz parte das minorias agraciadas pelo PT foi reservada uma categoria diferente: a de cidadão de segunda classe. Os que não se qualificam para nenhuma bolsa, para nenhuma ajuda governamental, que não se beneficiam por conta de seus antepassados negros ou indígenas, que não são filiados ao partido, que não têm cargos comissionados na máquina estatal petista, esses todos, que compõem a maioria dos brasileiros, não podem sequer exercer seu direito de expressão, pois qualquer opinião ou ação contra o governo é rapidamente classificada como quase criminosa, como um atentado à democracia. Não que isso seja algo espantoso – o PT sempre deixou claro em seus documentos e congressos que tinha como objetivo a hegemonia, e isso significa massacrar toda e qualquer oposição, mesmo a de ideias. O próprio Lula já comemorou em público a ausência de candidatos de direita nas eleições presidenciais, como se isso fosse a coisa mais saudável do mundo. Pluralidade não é uma palavra muito querida por ele e seus companheiros de partido, a não ser quando aplicada a reais, dólares ou euros.

Já passou de hora de desmascarar esses “homens do povo”. É isso que nos resta, expor suas contradições, sua hipocrisia e suas mentiras. Eles têm o poder do estado e do dinheiro farto, mas não têm ao seu lado a verdade. Enquanto houver espaços a ocupar onde se possa falar a verdade, ela acordará pessoas e libertará mentes. Assim eu espero.

 

Flavio Quintela é escritor e tradutor de obras sobre política e filosofia, e autor do livro “Mentiram (e muito) para mim”.

Manifestante pacífico uma ova! Criminoso assassino, isso sim.

murderEste texto é minha homenagem ao cinegrafista Santiago Andrade, e um protesto enojado contra esse grupo assassino que tomou conta do Brasil, e que inclui políticos, black blocs, a mídia esquerdista, os “filósofos” vermelhos e toda a militância comunista, que hoje dominam o nosso país, e que nos têm garantido a posição de nação mais violenta do mundo.

Quem acompanhou a história recente de Santiago Andrade sabe do que estou falando: alvejado por um rojão aceso por um “manifestante pacífico”, foi parar nas manchetes dos telejornais e da mídia impressa e eletrônica como vítima de uma ação policial. Esta versão da história, exibida inclusive pela GloboNews em horário nobre, foi desmentida pelo registro em vídeo do ocorrido, num dos episódios mais lamentáveis da história recente da imprensa brasileira. O colunista Reinaldo Azevedo resumiu bem os fatos em um de seus textos.

A verdade é que Santiago foi morto por um criminoso, por um assassino. Aliás, criminosos são todos os “manifestantes pacíficos” que vêm tomando as ruas das cidades brasileiras desde o ano passado, com seus rojões, coqueteis Molotov, bombas caseiras, pedras, paus, tacos e tantos outros armamentos. A nossa imprensa, esquerdista até a medula, sempre chamou, e continua chamando esses bandidos de “manifestantes pacíficos”. E não só isso, mas neste caso específico teve a pachorra de culpar o Estado do Rio de Janeiro e a Rede Bandeirantes pelo ocorrido, numa nota indecente publicada pelo Sindicato dos Jornalistas do Rio de Janeiro no último dia 7, e não mencionar, nem de passagem, o verdadeiro responsável. Vale a pena acessar o link para se ter ideia do nível de insanidade a que chegamos. Como dizia um amigo meu, estamos diante de uma “horda de possessos”.

Pois esta “horda” não se cansa de despejar lixo, diariamente, em nossas casas, seja pela televisão, pelo rádio ou pelo computador. Se você viveu no Brasil nos últimos 12 meses, vai se lembrar, com certeza, do que passamos durante o ano passado. Todas as manifestações eram cobertas pela mídia como “manifestações pacíficas que acabaram em violência”. Ora, que eufemismo nojento! Se a manifestação tem violência, seja no início, no meio ou no fim, ela é violenta. Mas é claro que, para cumprir seu papel de agente ativo da subversão cultural, nossa mídia sempre noticiou os protestos pintando os manifestantes como seres iluminados e bonzinhos e os policiais como monstros repressores crueis.

Não posso dizer aqui que todos os manifestantes buscavam a violência – pelo contrário, a maioria das pessoas que lá estavam não tinha intenção nenhuma de tocar o terror. Mas isso não muda o fato de que os protestos eram sim violentos, e que só não acabaram no pior por causa da atuação positiva da polícia. Abaixo você encontrará um resumo das manifestações de 2013, e poderá constatar que a polícia, mesmo tendo lidado com mais de 3 milhões de manifestantes, não deixou sequer um ferido em estado grave, e nenhuma vítima fatal, em decorrência de suas ações.

  • Porto Alegre – protestos contra o aumento da passagem de ônibus eclodem no final de março de 2013. Centenas de manifestantes, vários deles empunhando bandeiras do PSOL e PSTU, depredaram o patrimônio público, quebraram vidraças, picharam o prédio da Prefeitura, quebraram ônibus, semáforos e placas de trânsito, e criaram um clima de guerra a arruaça. A polícia dispersou os manifestantes com bombas de efeito moral, e ninguém saiu ferido. Uma vereadora do PSOL, Fernanda Melchionna, saiu, como sempre, em defesa dos baderneiros, tentando se aproveitar da situação.
  • Goiânia – as manifestações começaram no início de maio de 2013, sendo que a mais violenta delas aconteceu no dia 28, na Praça da Bíblia. Os manifestantes atearam fogo em vários ônibus, destruindo cinco veículos. Nesta “manifestação pacífica” foram utilizados coqueteis Molotov, inclusive numa agência bancária incendiada pelos “manifestantes inocentes”. A polícia interveio, usando até a tropa de choque, e dispersou os manifestantes, prendendo 24 pessoas e deixando nenhum ferido.
  • São Paulo – diversas manifestações ocorreram durante o mês de junho na capital paulista, lideradas pelo Movimento Passe Livre, que se diz apartidário mas que luta ao lado da esquerda radical do PSOL e PSTU principalmente. Durante o mês inteiro o que se viu foi um abuso sistemático do direito à livre manifestação – os paulistanos enfrentaram o pior mês de suas vidas, com ruas, avenidas e até estradas interditadas quase que diariamente. O vandalismo, voltado principalmente ao patrimônio público, mas também a agências bancárias, ônibus e supermercados, deixou um prejuízo monstruoso para os cofres públicos e para os empresários. A polícia teve que agir em praticamente todas as manifestações, tanto com bombas de efeito moral como com balas de borracha. A mídia, à medida em que os protestos de intensificavam e cresciam em tamanho, começou a demonizar a ação policial, principalmente depois que alguns jornalistas acabaram feridos enquanto faziam a cobertura jornalística dos eventos. Apesar de toda a violência, dos black blocs, das depredações e da presença de mais de 100 mil pessoas nas ruas de São Paulo, a polícia não infligiu ferimentos graves a nenhum manifestante.
  • Rio de Janeiro – as manifestações ocorreram nos mesmos moldes das de São Paulo, chegando a reunir mais de 300 mil pessoas no dia 20 de junho de 2013. Depredações, incêndios, enfrentamentos com a polícia, queima de veículos particulares e ônibus, pichações e outros tipos de vandalismos foram prática constante dos “manifestantes pacíficos”. A polícia fez diversas prisões e utilizou armas não letais para controlar os protestos, como por exemplo bombas de efeito moral, balas de borracha e spray de pimenta. Novamente, como em todos os outros locais, não houve feridos graves em função da ação da polícia.
  • Restante do Brasil – diversas outras cidades tiveram manifestações semelhantes, todas durante o mês de junho. Quem estava no Brasil vai se lembrar de que todo dia era dia de manifestação. No entanto, em todas elas, sem exceção, a polícia, apesar de todo o aparato midiático que se posicionou contra, não deixou para trás um ferido em estado grave sequer. E as vítimas fatais se resumiram a um cidadão que caiu de um viaduto, um outro que morreu atropelado, e uma senhora que sofreu um infarto fatal, por causa de uma bomba jogada por manifestantes.

E agora, depois de tantos crimes que ficaram impunes, tantas depredações, tantos veículos queimados, finalmente aconteceu o pior: uma vida foi tirada, um assassinato foi cometido. Santiago Andrade soma-se às mais de 50 mil mortes violentas que acontecem todos os anos no Brasil. Embora sua vida não seja mais importante que as outras dezenas de milhares que são ceifadas a cada ano, sua morte tem um significado a mais: ela representa o triunfo da maldade e da torpeza desse governo sobre a nação brasileira.

Estamos há quase um ano nessa onda de manifestações, que têm acontecido por qualquer motivo, principalmente pelos menos relevantes possíveis – sai-se às ruas por causa de uma passagem de ônibus vinte centavos mais cara, mas não se sai por causa das centenas de milhões de nosso dinheiro de impostos gastos em Cuba pela senhora Dilma Roussef. Estamos há quase um ano vendo a polícia ser difamada diariamente, seja nestes protestos, seja na Cracolândia, ou nos rolezinhos. Estamos há quase um ano assistindo à deterioração da ordem social, patrocinada diretamente por esse grupo assassino que já mencionei no início do artigo, com o único objetivo de jogar o Brasil num caos tão grande que só reste ao governo se utilizar de poderes autoritários para restabelecer a ordem. Acha que estou sendo louco, ou adepto de teorias conspiratórias? Não fui eu quem recentemente assinou a “Garantia de Lei e Ordem“, autorizando a ação do exército nas ruas sob o comando do governo federal (leia-se PT). Foi a senhora Dilma Roussef, ex-integrante de uma organização terrorista, muito bem treinada para a guerrilha urbana. Não fui eu quem incitou a militância partidária a ir às ruas pedir a cabeça do governador de São Paulo. Foi Rui Falcão, presidente do PT, tão ou mais bem treinado que Dilma. São essas pessoas, que pegaram em armas, mataram, sequestraram, explodiram, enfim, que usaram o terror como instrumento de luta, que comandam hoje nosso país.

Foi para esse tipo de gente que entregamos a nossa riqueza produzida, os impostos arrecadados, nossas instituições democráticas e o pouco que restava de grandiosidade neste Brasil. Estamos prestes a entregar os últimos e mais importantes bens de nossa existência: nossas liberdades e nossa vida. Que Deus nos ajude.