Deputado sem votos

Artigo publicado na Gazeta do Povo de Curitiba, seção Opinião, coluna Flavio Quintela, em 21 de abril de 2016.

No ano de 2010, o humorista, palhaço, cantor e compositor Francisco Everardo Oliveira Silva, mais conhecido como Tiririca, foi eleito deputado federal pelo estado de São Paulo. Não foram poucos os que classificaram sua eleição como uma das maiores vergonhas da política brasileira ou como a bizarra evidência de que o eleitor realmente não sabe votar. Tiririca teve a maior votação para o cargo de deputado federal do país naquela eleição, e a segunda maior da história das eleições brasileiras – seus 1.353.820 votos o colocaram atrás apenas de Enéas, que em 2002 conseguiu a marca recorde de 1.573.112 votos.

jeanwyllysNaquele mesmo ano, concorreu também um outro novato da política, um indivíduo cujo feito mais notável tinha sido a vitória na quinta edição do programa Big Brother Brasil, e que teve exatamente 13.018 votos. Graças à legislação eleitoral brasileira, e sua regra de proporcionalidade (esta, sim, uma bizarrice das grandes), Jean Wyllys de Matos Santos foi eleito deputado federal pelo estado do Rio de Janeiro com a menor votação entre todos os eleitos de seu estado, e com a menor votação proporcional do país.

Tremenda injustiça é apontar Tiririca como o grande absurdo das eleições de 2010. Está claro que é Jean Wyllys. Ele teve apenas 0,96% dos votos de Tiririca, ou seja, daria para eleger mais de 100 Jeans com a votação de um Tiririca. O total de votos para deputado estadual no Rio de Janeiro foi de 7.454.543; ou seja, Jean teve 0,17% do total de votos de seu estado (isso significa 17 indivíduos em cada 10 mil pessoas). A título de comparação, a média de votos para alguém se eleger vereador na cidade de São Paulo é de 44.065; dos 56 vereadores eleitos em 2012, 55 tiveram mais votos que os 13.018 de Jean. A quinta edição do programa Big Brother Brasil, da qual Jean foi vencedor, registrou audiência média de 47 pontos. Um ponto de audiência, de acordo com o Ibope, corresponde a 38.621 domicílios na região metropolitana do Rio de Janeiro. Considerando que em cada domicílio duas ou três pessoas estejam na idade de votar, e extrapolando os dados para o restante do estado, chegamos a uma estimativa de 150 mil pessoas assistindo ao programa e acompanhando as estripulias do então aspirante a político. Nem 10% delas quiseram votar no sujeito.

A votação de Jean foi tão baixa, mas tão baixa, que todos os seus eleitores caberiam no Templo da Glória do Novo Israel, da Igreja Universal do Reino de Deus, na cidade do Rio de Janeiro; é mais fácil encontrar uma pessoa com um olho de cada cor que um eleitor de Jean; o número de votos de Jean Wyllys está para o total de votos de seu estado assim como uma bola de gude está para uma bola de basquete; se você deitar os eleitores do Tiririca numa linha reta, pés de um na cabeça do outro, dá para ligar o Rio de Janeiro a Manaus; se fizer o mesmo com os eleitores de Jean, não dá para chegar nem a São João do Meriti.

Mas, infelizmente, a eleição desse deputado foi apenas o primeiro de uma série de episódios lamentáveis envolvendo sua pessoa. Uma vez diplomado, Jean trabalhou incessantemente para estabelecer uma agenda de ódio, seguindo à risca o modo de operação de seu partido, o PSol. Contradição ambulante que é, Jean apresentou projetos de lei absurdos como o 1.780/2011, em que propõe a obrigatoriedade do ensino da tradição islâmica nas escolas brasileiras. Como levar a sério uma pessoa que tacha qualquer opinião contra a homossexualidade como homofobia e, ao mesmo tempo, propõe a obrigatoriedade do ensino de uma cultura que assassina homossexuais pelo simples fato de o serem? Jean consegue ver a intolerância estampada em um pastor que diga que uma relação homossexual é pecaminosa, mas aplaude uma cultura que não só afirma isso, mas pune o “pecador” com a morte.

Parece que Jean não tem realmente a capacidade cognitiva para entender o mundo e a história. Ele é um conhecido admirador de Che Guevara, o messias da esquerda latino-americana, mesmo sabendo que Che odiava homossexuais. Em seu livro O Socialismo e o Homem de Cuba, Che propôs um modelo de perfeição viril que condenava por completo a homossexualidade, a bissexualidade e a transexualidade. Além disso, há diversos relatos de execuções de homossexuais sob seu comando, e diversos episódios descritos no livro Mea Culpa, de Guillermo Cabrera Infante. Um deles foi a visita de Che à embaixada cubana na Argélia: ao ver que o embaixador tinha uma obra do poeta Virgilio Piñera em sua estante, ele atira o livro na parede e diz “Como é que você pode ter o livro dessa bicha na embaixada?”. Uma outra parte do livro dá uma ideia precisa do que era ser gay na Cuba revolucionária: “Um departamento especial da polícia, chamado de Esquadrão da Escória, se dedicara a deter, à vista de todos, na área velha da cidade, todo transeunte que tivesse um aspecto de prostituta, proxeneta ou pederasta”.

Em seu trajeto de contradições e incitações ao ódio, Jean encontrou no deputado Jair Bolsonaro seu nêmesis. A estratégia de concentrar suas ações sobre alguém com muito mais notoriedade e muito mais votos deu resultado: Jean conseguiu multiplicar sua primeira votação pífia por um fator de dez quando se reelegeu em 2014. A cusparada em direção a Bolsonaro durante a votação do impeachment, no último domingo, corrobora esta tese. Fosse um ato de impulso, já seria condenável e absurdo. Premeditadamente, como mostra um vídeo disponível nas redes sociais, é certamente caso para o Conselho de Ética da Câmara.

Em tempo, o deputado Tiririca deu um dos 367 votos favoráveis ao impeachment de Dilma Rousseff e participou de 100% das sessões parlamentares. Mais importante: ele nunca exaltou ditadores assassinos e não precisou dos votos de outro candidato para se eleger. Por tudo isso, sou obrigado a dizer: mais Tiririca, menos Jean.

Flavio Quintela é escritor, jornalista e tradutor. É autor dos livros “Mentiram (e muito) para mim” e Mentiram para mim sobre o desarmamento”.

O problema de existir um PSOL

psol_devilEu tenho medo do PSOL. Dizem que a gente não pode ter medo das coisas, mas a verdade é que o medo preserva nossa integridade, quando ele é fundamentado. É por causa do medo que não estendemos a mão para acariciar uma cobra venenosa, não andamos no parapeito do trigésimo andar de um prédio e nem comemos maionese vencida há três meses. Enquanto o medo infundado geralmente paralisa a pessoa, o medo racional nos faz viver mais, adia a morte por quanto for possível. O medo que eu tenho do PSOL é fundamentado, é racional, é real: estamos diante de um partido que persegue os piores objetivos, cujo propósito principal é transformar o Brasil numa ditadura comunista.

Fundado em 15 de setembro de 2005, o PSOL é um partido que encontra sua primeira auto-contradição em seu próprio nome: Partido Socialismo e Liberdade. Qualquer pessoa que tenha vivido em regimes socialistas sabe, por experiência própria, que não existe liberdade dentro do socialismo. Tanto é que todos os países que vivem hoje num regime socialista impedem seus cidadãos de migrarem para outros lugares. É assim na Coreia do Norte e em Cuba, como foi no passado na União Soviética e na Alemanha Oriental. A afirmação é antiga e bem conhecida, mas não custa dizer novamente: os cubanos se lançam ao mar em jangadas improvisadas para fugir de seu país em direção à Flórida, mas não há notícia de que o contrário aconteça – ninguém quer voltar para o inferno socialista, onde tudo é controlado pelo Estado.

Mas divaguei demais. Voltemos ao PSOL. Se você, como eu, não gosta do PT, e acha que esse partido tem trabalhado ativamente para transformar nosso Brasil em uma república comunista bolivariana, respire fundo e leia o que o PSOL acha do PT (trecho retirado diretamente do site do partido).

A vitória de Luis Inácio Lula da Silva foi uma rejeição do modelo neoliberal lançado no governo Collor, mas consolidado organicamente nos dois mandatos de FHC. Seus 52 milhões de votos eram a base consistente para uma nova trajetória governamental.
Seu governo, no entanto, foi a negação dessa expectativa. Depois de quatro disputas, Lula entregou-se aos antigos adversários, e voltou as costas às suas combativas bases sociais históricas. Transformou-se num agente na defesa dos interesses do grande capital financeiro. Na esteira dessa guinada ideológica do governo, o Partido dos Trabalhadores foi transformado em correia de transmissão das decisões da Esplanada dos ministérios.

É isso mesmo: para o PSOL o PT é um partido praticamente de direita. Percebe alguma semelhança com a relação PT-PSDB? Lembremos que nas eleições em que Collor foi eleito presidente PT e PSDB estavam em aliança no segundo turno. Hoje são partidos arqui-inimigos, e não existe petista no mundo que não tache o PSDB de direitista. O PSDB deixou de ser esquerda? Não, jamais. O que aconteceu no Brasil foi um deslocamento do espectro político para a esquerda, de forma que o partido “menos esquerdista” acabou chamado de direita, o “mais ou menos esquerdista” de centro e o restante de esquerda propriamente dita. O PSOL quer deslocar esse espectro ainda mais, num movimento que busca a extinção das forças políticas conservadoras.

É claro que o pior ainda estava por vir. Escolhi 10 dos 21 pontos do programa de ação do partido, que em 2014 terá como candidato próprio à presidência o senador pelo Amapá, Randolfe Rodrigues, para exemplificar o tipo de insanidade a que estaremos sujeitos no caso desses lunáticos chegarem um dia ao poder:

  • Redução imediata da jornada de trabalho para 40 horas, sem redução dos salários – em outras palavras, vagabundagem. Trabalhar menos e ganhar o mesmo;
  • Reposição mensal da inflação – a brilhante ideia de trazer de volta a indexação que tanto ferrou conosco em períodos passados recentes;
  • Reforma agrária, essa luta é nossa. Apoio ao MST, MTL, CPT e todas as lutas pelas reivindicações camponesas. Prisão para os latifundiários que armam suas milícias contra o povo – apoio aos bandidos do MST e prisão para os responsáveis pela riqueza brasileira, os empresários do agronegócio. Realmente, uma ótima ideia…;
  • Por uma ampla reforma urbana. Moradia digna com condições dignas para todos – não basta permitir e incentivar a invasão de terras, querem também ferrar com o território urbano. Que tal incluir uma guerra civil como vigésimo-segundo ponto?
  • Ruptura com o FMI. Não ao pagamento da dívida externa. Não a ALCA. Auditoria da dívida externa e da dívida interna. Desmontagem e anulação da dívida interna com os bancos. Controle de câmbio e de capitais. Por um plano econômico alternativo – acho que esse pessoal fumou ou se picou antes de escrever isso. ALCA? FMI? Só faltou incluir o Saci e o Curumim neste ponto;
  • Abaixo as reformas reacionárias e neoliberais. Por reformas populares – quem é da direita, como eu, já viu que não tem futuro em um governo do PSOL. Reacionário vai queimar no inferno psolense;
  • Confisco dos bens e prisão dos corruptos e sonegadores – outra ideia de gênio, confiscar bens!
  • Democratização dos meios de comunicação – ninguém mais cai nessa. O que isso quer dizer é censura e supressão da liberdade de expressão;
  • Em defesa das minorias nacionais – a velha tática esquerdista de dividir para conquistar, jogando as tais minorias umas contra as outras;
  • Pela livre expressão sexual – sinônimo de putaria institucionalizada.

E para terminar, uma listinha breve de políticos dessa aberração partidária:

  • Randolfe Rodrigues – senador pelo Amapá, ex-petista, foi o responsável pela rejeição, na Comissão de Constituição e Justiça, de proposta de redução de maioridade penal;
  • Ivan Valente – deputado federal por São Paulo, ex-petista, me faz ter vergonha de ser engenheiro;
  • Chico Alencar – deputado federal pelo Rio de Janeiro, ex-petista, representante da esquerda católica, ligado à Teologia da Libertação;
  • Jean Wyllys – deputado federal pelo Rio de Janeiro, ex-petista, ex-BBB, detentor da vergonhosa marca de 13.016 votos, insuficientes até mesmo para eleger um vereador numa cidade pequena;
  • Marcelo Freixo – deputado estadual no Rio de Janeiro, em alta no momento pela suposta ligação com os grupos de black blocs que assassinaram o cinegrafista Santiago, da Band.

Não se engane: muitos, quando veem um partido como o PSOL, acham que estão lidando com radicais de esquerda sem nenhuma chance de ascensão ao poder. Isso é um engano! A mídia brasileira vem tratando o PSOL como um partido ético, vem protegendo seus políticos, exaltando seus feitos, e insinuando que é uma alternativa viável de poder para o Brasil. Assim como o PT já foi romantizado como um partido ético e virtuoso, assim está acontecendo com o PSOL. Não é hora de divisões no front direito da batalha – o inimigo da liberdade está se apresentando em diversas formas, angariando votos dos incautos e conquistando posições importantes no cenário político. Precisamos reagir, e logo.

Vergonha? Muito pelo contrário.

200470473-001Faz exatamente uma semana que escrevi um artigo que mudou o curso deste blog. Foram mais de 10 mil visualizações e dezenas de comentários, todos de pessoas que se identificaram com um sentimento comum: a solidão resultante da busca pela verdade. Mas o que eu não incluí naquele artigo foi um outro efeito colateral bastante comum, ainda mais em épocas de mídias sociais, onde nossas opiniões chegam a tantas pessoas em tão pouco tempo: a perda de amigos e conhecidos única e exclusivamente por conta de nossas opiniões manifestas publicamente.

Aqui em casa o fenômeno não é incomum. Já fomos eliminados do círculo social de inúmeras pessoas por causa de nossas opiniões, incluindo parentes, colegas de trabalho e “amigos” – entre aspas porque, para mim, um amigo verdadeiro não corta relações por causa de opiniões divergentes. Enfim, quem diz o que pensa, ainda mais quando pensa fora do ordinário ruminado pelas massas, acaba colhendo inimizades.

Mas aonde quero chegar? A um post que um bom amigo, sem aspas, publicou ontem. Disse ele assim:

Meu sincero agradecimento à “jornalista” Sheherazade e aos “justiceiros” do Flamengo. Nunca li tanta idiotice e hipocrisia no facebook desde os últimos acontecimentos.

Ser contra um partido corrupto é comigo mesmo. Ser contra a violência urbana, eu também sou. Mas ler amigos meus, com formação e educação, defendendo tipos como Ratinho e Bolsonaro, sendo a favor da tortura e conclamando os “bons tempos da ditadura” é demais! Há inúmeros problemas no nosso país e NENHUM deles será resolvido com barbárie e ignorância. Sinto muito, caros amigos, mas o comportamento de vocês (não é uma indireta, é uma DIRETA a todos que postaram apoio a tais atos e indivíduos) é VERGONHOSO.

Um pouquinho mais de consciência, por favor…

Embora ele não tenha me marcado no post, tenho certeza de que a direta foi para mim também. Afinal, quem olhar a linha do tempo de meu facebook vai encontrar todas as referências que ele fez: Rachel Sheherazade, Ratinho e Bolsonaro. Eu poderia responder a meu amigo ali mesmo no post dele, mas achei que seria muito oportuno escrever um artigo inteiro, dado que muitos dos leitores deste blog poderão tirar proveito desta experiência. E é sem nenhuma vergonha que o faço, muito pelo contrário.

  • Vergonhoso não é apoiar Rachel, e sim deixá-la sozinha sob uma torrente de críticos canalhas. Chamá-la de jornalista entre aspas, como se ela não o fosse, é unir forças com a mídia esquerdista, que trata Rachel como se ela fosse uma leprosa. A resistência aos ímpetos autoritários esquerdistas presentes hoje na imprensa brasileira está sendo feita, na televisão, por pouquíssimas pessoas, dentre elas a referida jornalista e Paulo Eduardo Martins, os que mais sofrem ataques. Além do mais, não deveria ser preciso repetir tantas vezes que ela jamais disse que os atos ocorridos no Rio eram justificáveis, mas sim compreensíveis. Tomar tal declaração como incitação ao crime configura ou falta de capacidade de interpretação ou intenção deliberada de sujar a imagem da mesma.
  • Vergonhoso não é aplaudir o senhor Carlos Roberto Massa por sua fala inspirada, onde prega em rede nacional que a polícia tome as rédeas contra os criminosos. Vergonhoso é descartar qualquer manifestação de uma pessoa simplesmente por achar que a mesma não é digna de ser ouvida. Ninguém é passível de ser julgado somente por seus atos maus. Se fosse assim, não poderíamos tirar proveito de nada do que foi dito ou escrito na história humana, pois mesmo os grandes filósofos também usaram sua cota de besteiras. Por outro lado, mesmo assassinos psicopatas como Lênin tiveram algo positivo na vida. Este, por exemplo, não pode ser recriminado por não ter se aproveitado, pessoalmente, das riquezas materiais que sua posição proporcionava, como o fazem nossos governantes, que se locupletam com o dinheiro público. Da mesma forma, seriam as palavras do Ratinho desprezíveis, somente porque em outras oportunidades ele possa ter agido fora do esperado? Não, se ele usou de sua influência, audiência e poder midiático para passar uma mensagem correta, eu o aplaudo. E quando ele diz em seu programa que “tem que baixar o pau nesses baderneiros”, não poderia ser mais correto: a polícia não pode, em hipótese alguma, tratar criminosos como gente do bem. É impossível combater o crime sem repressão, ainda mais em nosso Brasil de 50 mil mortes violentas por ano. Violência não se combate com amor e carinho.
  • Vergonha não é apoiar Jair Bolsonaro, uma das pouquíssimas vozes que se colocam abertamente contra o governo autoritário do PT. Vergonha é tachá-lo de torturador, sendo que o mesmo jamais participou de tais práticas, e tentar colar sua imagem à ditadura, como se a mesma tivesse sido o pior dos males da história brasileira. Bolsonaro é contra as cotas raciais? Eu também. Bolsonaro é contra a histeria e o circo montados sobre a homofobia? Eu também. A esquerda brasileira cumpre à risca todas as estratégias de desestabilização social, sendo a mais eficiente delas a divisão da população em grupos que se odeiem mutuamente – negros e brancos, gays e héteros, índios e colonizadores, pobres e ricos, sem terra e com terra, e assim por diante. Bolsonaro é contra isso? Eu também. Por isso não tenho vergonha de postar seus vídeos, especialmente este em questão, onde ele ataca o PT e defende a médica cubana que desertou do regime assassino Castrista. E por fim, vergonha é ter Jean Wyllys, atual nêmesis de Bolsonaro, como deputado; esse sim um canalha incitador de ódio, eleito com uma votação menor que a de um vereador de cidade pequena, devido à aberração que é o sistema político brasileiro.

Em qual país as pessoas pensam que estão vivendo? Falam da ditadura com o ranço esquerdista, se esquecendo que os mesmos vagabundos covardes que fugiram daqui fazem de tudo, nos dias de hoje, para tolher a liberdade de expressão, e se colocam ao lado de bandidos. Não é assim que faz Chico Buarque, quando luta contra a livre direito de se publicar biografias, e se veste de Black Bloc em flagrante apoio a tal “movimento”? Não houve, durante o período militar, um caso sequer de censura que chegasse aos pés do que vivemos hoje no Brasil. Hoje a situação é muito pior – naquela época as regras da censura eram claras, e hoje a censura se dá por meio de juízes esquerdistas que interpretam a lei a seu bel-prazer, certos de que, ao tomarem uma decisão anti-democrática, mas que vá ao encontro da ânsia petista por controle, manterão seus cargos vitalícios, e ainda serão aplaudidos e reconhecidos. Isso significa que eu seja a favor da censura? Jamais! Significa somente que não adianta ficar olhando para o acidente pelo vidro de trás do carro, e se esquecer da tragédia que se mostra à frente. O que vem por aí é muito pior do que qualquer coisa que tenhamos passado em nossa curta história como país independente.

Uma outra observação interessante é a de que os militares jamais aparelharam os órgãos públicos e a imprensa com os seus pares. Pelo contrário, deixaram abertas as posições mais importantes, as do setor educacional e midiático, para serem ocupadas por esquerdistas, que então montaram durante três décadas o que vivemos hoje. Esse foi um erro monumental, que deixou todo o aparato cultural brasileiro nas mãos da esquerda. Não preciso falar dos resultados dessa política suicida do general Golbery – estamos na maior crise intelectual e moral da história brasileira.

Para terminar a argumentação, quero citar Sófocles, sobre a consciência:

Não existe testemunha mais terrível – acusador mais poderoso – do que a consciência que habita em nós.

Não me envergonho de nada que escrevi, tanto que tudo continua no mesmo lugar, com os mesmos links, pelo menos até que a ditadura petista resolva começar a tirar os blogueiros e colunistas de direita do ar. Minha consciência não me acusou, mesmo tendo testemunhado, lido e relido tudo o que escrevi. Não creio que tenha perdido mais um amigo, pois já tive muitas discussões com esse que escreveu o texto lá de cima, e sempre conservamos a boa amizade. Mas a oportunidade que ele me deu de me questionar e escrever tudo isso é tal que cabe o agradecimento.

Merci, mon ami.

Homofobia? Não. O nome certo é mentira, histeria e falta de caráter.

histeriaA esquerda brasileira perdeu a noção de muitas coisas, se é que já teve alguma. Em sua ânsia desenfreada de controlar as chamadas “minorias” e dividir a sociedade em grupos que se odeiem mutuamente, “intelectuais” esquerdistas abusam do uso de palavras e termos completamente fora de seu significado original, num movimento constante em direção à histeria e à manipulação das massas.

A motivação deste post são os acontecimentos recentes relacionados à morte do adolescente Kaique Augusto Batista dos Santos. Vejamos o que aconteceu, cronologicamente:

  1. Na madrugada do dia 11 de janeiro o adolescente é encontrado morto na Av. Nove de Julho, em São Paulo. As notícias sobre o ocorrido saíram no dia 16, em diversos portais. Coloco aqui a notícia da Folha para quem quiser ler.
  2. Logo de início a polícia trabalha com a hipótese de suicídio, a qual é contestada pela família e pelos amigos. Aliás, um dos amigos chega a dizer, de acordo com artigo do portal G1, que “Pelo simples fato de ele ser gay, acho que foi crime homofóbico”. Um raciocínio bastante lógico, não é? Ora, se alguém é gay, e morre, então é crime homofóbico.
  3. Um dos “intelectuais” de esquerda mais obtusos do Brasil, Leonardo Sakamoto, publica em seu blog uma quantidade imensurável de asneiras sobre o ocorrido, ainda no dia 16. Neste artigo o referido “intelectual” mostra toda sua histeria, preconceito e falta de inteligência. É uma peça magistral da idiotice esquerdista, que merece ser lida, depois de um Engov. Não deixe de acessar o link, por mais que me doa recomendar um artigo desse sujeito.
  4. Ainda no mesmo dia, seguindo a linha de Sakamoto, o deputado Jean Wyllys, também famoso por disseminar besteiras e idiotices em seus artigos, tweets e posts, publica mais uma ode à idiotice em seu blog na revista Carta Capital. Novamente, por mais que me doa, vale a pena ler (aproveite o efeito do Engov tomado para o artigo anterior) o que esse sujeito escreveu, as alegações que fez, e o nível de mentira, manipulação e engano de seu texto.
  5. No dia 17 o portal G1 publica notícia com alegações da família de que Kaique havia sido vítima de homofobia. Veja o que diz a irmã do adolescente: “Arrancaram todos os dentes  e espancaram muito a cabeça dele. Ele foi vítima de homofobia. Nós acreditamos nisso. Não tem prova, mas a gente acredita que foi isso”. Repare que ela admite não haver provas, mas que continua acreditando que foi um ataque homofóbico (assim como Sakamoto e Wyllys).
  6. A Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República publica, em seu portal oficial, nota em repúdio ao “assassinato brutal” e “motivado pela homofobia”. Sim, leitor, é isso mesmo que você está lendo – antes que a polícia concluísse sua investigação, a SDH já emitia seu posicionamento, ao lado de Sakamoto e Wyllys, todos unidos no mesmo sensacionalismo histérico irracional.
  7. Ainda no dia 17, um protesto é organizado, contra a homofobia. Detalhes deste evento podem ser lidos nesse artigo do portal Estadão.
  8. A polícia, após investigar os fatos, através de câmeras que filmavam o local no momento da morte do rapaz, e também de mensagens de despedida encontradas em seu diário, conclui que Kaique se suicidou. Não há a menor hipótese de que tenha sido um assassinato, muito menos que tenha sido crime de ódio, motivado pela homofobia. A própria mãe do rapaz reconhece publicamente o ocorrido, dando razão à polícia e desmentindo todo o circo criado pelos mentirosos de plantão. Veja artigo do Estadão para referência.
  9. Leonardo Sakamoto, Jean Wyllys, a Secretaria de Direitos Humanos, e mais um punhado de esquerdistas que se pronunciaram veementemente contra o “crime brutal” sofrido pelo adolescente, pelo caráter de ódio e pela homofobia, enfim, todos os que contribuíram para um pré-julgamento equivocado do caso, estão calados diante do resultado das investigações, devendo explicações sobre como puderam ser tão obtusos, mentirosos e preconceituosos.

A esquerda brasileira está desesperada. Bastou que meia dúzia de oponentes intelectuais se levantassem para que a militância esquerdista entrasse em estado de alerta máximo: qualquer acontecimento que possa ser usado para alavancar, de forma inescrupulosa, as bandeiras e as lutas da esquerda, cai em uma rede de “intelectuais” formada por blogueiros, professores universitários e políticos, que prontamente tecem suas análises mentirosas sobre os fatos, despejando mais e mais lixo na mídia, principalmente na mídia eletrônica, devido à facilidade de publicação de artigos.

O fenômeno está se avolumando a cada dia. Nas últimas duas semanas foram duas ocorrências de grande porte: o caso dos rolezinhos e agora este, da morte de Kaique. Mas temos que ter em mente, para entender o que está acontecendo, um fato crucial: para o esquerdista militante não há vida fora da política; tudo, absolutamente tudo, tem que ser tratado politicamente, tem que ser inserido na mentira da luta de classes e da revolução. O(a) esquerdista militante não consegue nem cumprir suas obrigações conjugais na cama sem conectar o fato à política – seu maior orgasmo é pensar na revolução e em como atingi-la. É por isso que a história trágica de um adolescente em crise amorosa que decide dar fim à vida se torna um crime de ódio aos homossexuais na cabeça perversa dessa turma.

Caso algum desses artigos que mencionei for apagado, me coloco à disposição de meus leitores para enviar-lhes os prints de tela de cada um deles, que estão bem guardados aqui comigo.

A idiota útil do momento – Luisa Mell

Ontem, antes de dormir, li duas notícias que deixam claro o nível de imbecilidade e de retrocesso que estamos vivendo no Brasil. A primeira informa que o Instituto Royal, aquele dos beagles, vai fechar, por conta do ambiente hostil e de insegurança para suas pesquisas (veja notícia dO Globo). Quem acompanhou o caso viu uma personagem que tentou se destacar e ganhar visibilidade, a idiota útil do momento, Luisa Mell. O que me leva à segunda notícia que li, de que a tal idiota útil filiou-se ao PMDB três semanas antes dos acontecimentos com os beagles do Instituto Royal (veja notícia do R7).

Puxa, que coincidência, não é? O Instituto Royal vinha fazendo pesquisas com animais há anos, sem ninguém aparecer por lá para atrapalhá-los. Aí uma artista de segunda classe com um projeto político resolve que vai se candidatar a um cargo eletivo, filia-se a um partido, e três semanas depois essa mesma pessoa está lá, liderando uma marcha de zumbis tupiniquins a serviço da agenda esquerdista. Não, isso não é coincidência, por mais que a própria Luisa Mell tente mentir, quando diz que “Não pretendo me candidatar. Mas as grandes vitórias que eu tenho estão na política. A gente não muda um país sem ajuda dos políticos”. Na verdade, quando ela diz isso está repetindo o comportamento de todos os esquerdistas brasileiros: mentir com a certeza de que ninguém se lembrará, e caso alguém se lembre basta se justificar dizendo que as circunstâncias mudaram, e que o momento pede uma decisão diferente. Se você não consegue lembrar de exemplos, aqui vão dois: Lula demonizava Sarney, Maluf e Collor e agora os abraça e os afaga, e Serra dizia que não deixaria a prefeitura para concorrer a governador, e fez exatamente isso. Enfim, a esquerda é mentirosa desde o seu princípio.

Se eu tivesse saído da minha casa para ir atrás dessa Luisa Mell e depois descobrisse que foi tudo uma manobra para ganhar espaço na mídia e visibilidade eleitoral, eu ficaria muito bravo. Me sentiria um idiota, um bocó que foi usado para o plano de poder de outrem. Mas é claro que os idiotas úteis que seguiram a idiota-útil-mor não pensam assim, pelo simples fato de que o brasileiro tem sido sistematicamente educado para não pensar, mas para seguir mansamente o rebanho. E o adestramento do brasileiro vai além, com requintes alucinógenos: as pessoas se comportam exatamente como seus líderes manipuladores esperam, mas acham que estão se comportando como super-revolucionários das causas salvadoras do mundo. E isso vai se repetindo em níveis hierárquicos, onde o mais idiota está embaixo, e conforme vai se subindo no organograma infernal da esquerda, a idiotice torna-se em canalhice e vileza. Assim, um Lula, um Dirceu ou um Marco Aurélio Garcia têm plena consciência e poder decisório sobre a agenda revolucionária que pretende tornar o Brasil uma ditadura comunista. Outros como um Jean Wyllys, por exemplo, têm consciência desta agenda e trabalham por ela – são canalhas com menos poder nas mãos. Mas quando se chega ao nível de uma Luisa Mell, aí é que se encontram os militantes que pouco sabem sobre a agenda revolucionária, mas que compõem uma casta de futuros líderes para grupos de militantes alienados, prontos a defender qualquer causa que tão somente lhes pareça justa.

Não é difícil enxergar o futuro dessa apresentadora de TV e “defensora dos animais”. Bastam mais duas ou três palhaçadas como essa do Instituto Royal para que a candidatura de Luisa Mell esteja consolidada, e uma vez eleita podemos esperar projetos de lei imbecis que proibam quaisquer testes com animais no país, de cachorros a camundongos, e quem sabe alguma lei mais absurda ainda sobre o abate de animais para consumo, prática que a apresentadora, vegetariana, é contra. Afinal, se a Câmara Municipal de São Paulo conseguiu proibir o consumo de Foie Gras (veja notícia no G1), não seria nada exagerado imaginar um futuro em que nossos políticos iluminados nos proibam de comer qualquer proteína animal.

Nossa única esperança é resgatar os idiotas úteis de seu estado de dormência intelectual. Conto com você para isso, meu leitor. Imaginei agora um esquema desses de pirâmide, que as pessoas fazem para vender perfumes, shakes emagrecedores e produtos de limpeza, mas aplicado para a desidiotização dos brasileiros. A pessoa começa com um idiota sob sua responsabilidade, consegue desidiotizá-lo, aí recebe mais um idiota, enquanto que o seu primeiro ex-idiota agora recebe o seu próprio idiota e assim por diante. Que fantástico seria quando um membro da nossa Pirâmide Intelectual recebesse o título de Membro Diamante Master, por ter livrado mais de 100 idiotas úteis das garras da esquerda…