Lambendo as botas do islã

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A mulher da foto é Kathleen Wynne. Ela é uma política do Canadá – ocupa atualmente o cargo de primeira-ministra da província de Ontário – e sua orientação ideológica é de esquerda. Kathleen é gay declarada, e suas posições políticas são marcadas pelo ativismo nessa área, incluindo a aprovação de uma legislação que encorajou as escolas públicas a comprar materiais didáticos que mostrassem a presença das famílias homossexuais no cotidiano da sociedade canadense.

Pouco mais de duas semanas atrás, Kathleen foi a uma mesquita na cidade de Toronto para falar sobre a importância da igualdade na sociedade canadense. Ela disse, em seu pequeno discurso:

Não deve haver medo na adoração ao seu Deus, nosso Deus, em Ontário ou no Canadá.

Obrigada por me receberem em sua casa, em seu lar.

Nosso governo está do lado de vocês. Não somos diferentes. Somos iguais. Somos todos canadenses.

O “pequeno” detalhe é que a primeira-ministra foi obrigada a esperar sentada num canto da parte de trás da mesquita enquanto os homens faziam suas orações, já que nesse momento não é permitida a presença de mulheres no salão principal. Mais ainda, o imã Wael Shehab, responsável pela mesquita em questão, é abertamente anti-gay, como todo muçulmano que se preze. Ele segue a orientação do Conselho Fiqh da América do Norte, que diz o seguinte:

Devemos considerar os homossexuais como pessoas que se engajam em atos pecaminosos. Devemos tratá-los da mesma maneira que tratamos qualquer pessoa envolvida com o alcoolismo, o vício em jogos ou o adultério. Devemos ter uma repugnância profunda pelos seus atos, lembrá-los e avisá-los disso.

A esquerda tem um relacionamento de mulher de cafajeste com o islamismo. Mesmo com toda a repulsa e condenação que os muçulmanos tem para com as feministas e os homossexuais, os ativistas desses grupos vivem lambendo suas botas. Na hora de protestarem contra alegadas discriminações, picham igrejas cristãs e enfiam crucifixos em seus ânus e vaginas; quando numa mesquita, sentam-se quietinhos num canto esperando permissão para falar.

Deixo meus parabéns à primeira-ministra por mostrar de forma tão clara como funciona a cabeça desorientada de uma ativista de esquerda. Só é possível entender algo esdrúxulo assim com um exemplo real, pois a mente normal não consegue conceber esse tipo de raciocínio.

Família é tudo

Artigo publicado na Gazeta do Povo de Curitiba, seção Opinião, coluna Flavio Quintela, em 19 de novembro de 2015.

Uma das metas principais dos movimentos e doutrinas de esquerda é acabar com a família – aquela em que um homem se casa com uma mulher e os dois têm um ou mais filhos – através das mais diversas intervenções de engenharia social. Essas intervenções são feitas sempre sob a justificativa da “modernização”, e incluem o feminismo, a revolução sexual, a banalização do divórcio e o gayzismo. O método de abordagem é sempre o mesmo: em nome de uma suposta luta por justiça, todos os paradigmas são quebrados e rompe-se de forma irreconciliável com a tradição histórica; esses rompimentos são cada vez mais constantes, para tradições cada vez menos sedimentadas.

familia-12No feminismo, a suposta luta inicial era contra os abusos de uma sociedade patriarcal, em que as mulheres eram supostamente infelizes e levavam uma vida supostamente sem sentido. Quando digo “supostamente”, é porque nenhuma fundamentação filosófica do feminismo tomou como base a observação da realidade – não há uma pensadora feminista sequer que tenha conseguido demonstrar que a maioria das mulheres vivia infeliz, embora muitas tenham tentado enganar o mundo com pesquisas forjadas, dados manipulados e uma prática comum de tentar explicar suas frustrações particulares com teorias generalistas.

De maneira semelhante veio a revolução sexual. A base desta foi o Relatório Kinsey, um dos trabalhos mais fraudulentos e mentirosos já feitos na história da ciência. Kinsey, um homem extremamente depravado, adepto de práticas que ainda hoje são consideradas absurdas, queria provar que a maioria das pessoas era como ele, e que a liberação sexual completa era a única maneira de livrá-las de uma existência frustrada e desprovida de satisfação. Mesmo tendo seu trabalho posteriormente desmascarado, fez um estrago enorme na sociedade ocidental, elevando a importância da sexualidade na vida humana a um nível tal que nos fez parecer animais irracionais, que simplesmente não conseguem refrear seus desejos com o intelecto.

A banalização do divórcio foi, por assim dizer, um golpe de misericórdia na família. Com o feminismo posto em prática e a revolução sexual em pleno andamento, faltava uma maneira fácil de se acabar com o casamento civil, algo que não exigisse o trabalho de se provar a infidelidade ou a violência do cônjuge. Um a um, os países foram reformando suas leis e passando a permitir o divórcio de maneiras cada vez mais fáceis – casem-se quando, como e quantas vezes quiserem; vivemos para ser felizes e não é um marido ou uma esposa que vão acabar com isso: esta é a mensagem do casamento moderno e do mundo moderno, onde esforço, luta e resiliência são palavras sem conexão com a vida real.

Por último, veio o movimento gayzista, que prega a vida homossexual como a vanguarda do desenvolvimento humano, e o faz contrariando nove em cada dez homossexuais, que querem somente viver em paz e sem ninguém para julgá-los, sem a menor intenção de impor sua sexualidade sobre o restante do mundo.

Mas voltemos à família. A intenção inicial deste texto era simplesmente exaltar essa instituição fantástica que sustenta a presença humana neste planeta. Até recentemente eu não tinha formado minha nova família nuclear; estava casado, mas sem filhos. Com o nascimento de meu primogênito, pude finalmente entender plenamente o que é ter família. E, ao entender isso, me entristeci ainda mais com um mundo que parece buscar somente o pior, que mata bebês sem remorso, que despreza o laço matrimonial e que considera o homem apenas mais um animal selvagem vagando sobre a terra. Ainda bem que nesses momentos tenho a minha família. Eles são um pequeno paraíso ao meu redor.

Flavio Quintela é escritor, jornalista e tradutor. É autor dos livros “Mentiram (e muito) para mim” e Mentiram para mim sobre o desarmamento”.

Vamos boicotar

Artigo publicado na Gazeta do Povo de Curitiba, seção Colunistas, edição de 14 de junho de 2015.

De 1985 a 1994 a Kalunga patrocinou o Corinthians. De 1985 a 1994 ninguém da minha família colocou os pés numa loja da Kalunga. Como bons palmeirenses, fizemos nosso boicote ao patrocinador do arquirrival.

O livre mercado, essa coisa tão desprezada e vilipendiada pela esquerda, eleva o cliente a patrão supremo, com base numa regra simples e básica: ninguém é obrigado a comprar o que não quer. E por isso cada cidadão pode fazer e promover o boicote que bem entender.

O recente episódio que ocupou a mídia por vários dias, envolvendo um comercial de O Boticário para o dia dos namorados, traz à tona dois aspectos bastante característicos da linha de pensamento de esquerda: desprezo pela liberdade de expressão e desigualdade de direitos.

Desde que a tropa de choque do politicamente correto começou a ocupar posições de destaque, a liberdade de expressão vem sendo cerceada, e qualquer manifestação contrária ao uso político das minorias para promover a agenda da esquerda é atacada com violência pelos hipócritas que se intitulam defensores da tolerância, mas que não toleram nenhum pensamento contrário ao seu. Em consequência disso são raros, hoje, espaços como este em que escrevo livremente.

Mas o comportamento da esquerda, que gosta de se chamar de progressista, é também o de total desrespeito pela igualdade de direitos. É o comportamento do se-você-faz-é-feio-mas-se-eu-faço-não-é. Boicote de religioso que não concorda com um comercial que faz menção a relacionamentos homossexuais, não pode. Mas boicote aos produtos da grife Dolce & Gabbana por conta da opinião dos estilistas a favor da família tradicional, pode (detalhe: Dolce e Gabbana são gays). Pode também boicote às massas Barilla e à rede de restaurantes Chick-fil-A, pois ambas se posicionaram contra a agenda esquerdista.

Essa mentalidade contamina as pessoas de tal forma que já há minorias desprezadas dentro das minorias. Gays que se declaram de direita, negros que são contra as cotas raciais, pobres que dão uma banana aos programas assistencialistas, são todos difamados e insultados por seus “semelhantes”; afinal, se você faz parte de uma minoria, mas não pensa como um desvalido, você é um pária. Traduzindo: se você se encaixa no estereótipo do vitimizado, mas pensa como um cidadão adulto e responsável, você está errado, é um boçal.

Não é de hoje que a esquerda reivindica o monopólio da virtude, e também não é de hoje que suas contradições são tão descabidas quanto absurdas. A lista de hipócritas é extensa, e inclui milionários pregando o socialismo de cima de suas coberturas tríplex, políticos pregando o desarmamento cercados de seguranças armados, artistas pregando a ecochatice de dentro de jatinhos queimadores de combustível fóssil, músicos pregando o respeito ao conteúdo nacional com os bolsos cheios pela Lei Rouanet, e assim por diante. Essa hipocrisia, que deveria ser enojante, desprezível, acaba encontrando lugar na mente de um povo infantilizado, mergulhado num oceano de vitimismo e falsos direitos.

Termino pedindo: por favor, boicote. Prefira as empresas que representam o seu pensamento, as suas preferências, os seus ideais, e com isso faça girar a máquina extraordinária do livre mercado. E se fulano reclamar do seu boicote, boicote-o também. Boicotemos os chatos e os hipócritas.

Flavio Quintela é escritor e tradutor de obras sobre política e filosofia, e autor dos livros “Mentiram (e muito) para mim” e Mentiram para mim sobre o desarmamento”.

Trocar o Cristianismo pelo Islamismo é um bom negócio?

religiaoCristianismo e Islamismo são sistemas religiosos com muitos pontos em comum: um deus único, onipotente, onipresente e onisciente, um rígido arcabouço moral, a crença da vida após a morte e de que as decisões da vida presente definem a vida pós-morte, entre outros. Dentro do arcabouço moral as similitudes continuam, e ambos condenam o aborto, a prática homossexual, a fornicação, o adultério, a eutanásia etc. Um estudo mais aprofundado revelará muitas outras semelhanças, mas também deixará claras as diferenças, das quais eu quero destacar duas de grande importância.

A primeira grande diferença entre o islamismo e o cristianismo, hoje, é a Jihad, ou guerra santa. Enquanto cristãos de todo o mundo professam sua fé sem pegar em armas, milhares de muçulmanos são membros ativos de grupos terroristas cujo único propósito de existência é assassinar os que trabalham contra sua fé, atacando pessoas inocentes para ferir seus “governos hereges” (como se isso fosse possível). Desafio o leitor a encontrar um grupo extremista cristão agindo hoje, em qualquer lugar do mundo, e logo depois tentar achar todos os grupos extremistas muçulmanos – nenhum dos desafios terá sucesso, o primeiro pela ausência desses grupos, e o segundo pela abundância dos mesmos.

A segunda grande diferença está na tolerância aos dissidentes de toda espécie. Em países de maioria cristã você pode não ser cristão e não respeitar os princípios do cristianismo, e nem mesmo o próprio cristianismo, sem nenhum medo de ser morto por isso. Assim, qualquer um pode ficar à vontade para falar mal do cristianismo, fazer piadas com Jesus e satirizar seus ritos e costumes, bem como para ser a favor do aborto, praticar atos homossexuais e professar outra religião. Experimente fazer qualquer destas coisas em um país de leis muçulmanas, e a questão da tolerância virá à tona imediatamente. Não se faz humor com o islamismo, nem piadas com Maomé, nem mesmo simples críticas à religião, e se sai impune. Quem não lembra de Salman Rushdie, escritor britânico que, após publicar o livro Versos Satânicos, foi acusado de blasfêmia pelos muçulmanos, a ponto de ter uma ordem de morte assinada pelo Aiatolá Khomeini, do Irã. Salman não morava em nenhum país muçulmano, mas mesmo assim teve que passar um bom tempo escondido para escapar da fúria assassina dos religiosos.

Mas enfim, qual é a razão de eu ter abordado esse assunto, neste blog? Se nosso tema principal é o desmascaramento da esquerda, por que falar sobre religião? Por um simples motivo: a esquerda tem sido constante e sistematicamente contra o cristianismo, bem como todas as minorias ativistas que lhe servem como massa de manobra, como feministas, gayzistas e abortistas. Eles retratam o cristianismo como um grande inimigo opressor, que os proíbe de ser felizes e plenos, e dedicam suas vidas a lutar contra esse “monstro terrível”, que em troca não lhes faz absolutamente nada. E é justamente por isso que é tão fácil bater nos cristãos: eles não revidam.

Alguns dias atrás uma mulher, ativista do Femen, entrou em uma igreja católica na França, com os seios descobertos, simulou um aborto e urinou no altar (veja artigo no G1). O padre fez somente o que a lei lhe permitia: registrar a ocorrência criminosa. Não houve retaliação por parte de nenhum grupo extremista cristão e nenhuma ameaça de morte. Aqui no Brasil houve alguma polêmica com o vídeo de natal do grupo humorístico Porta dos Fundos, onde toda a história do nascimento de Jesus é satirizada, e que causou indignação por parte de cristãos devotos, que no entanto não fizeram nada além de reclamar nas mídias sociais e em seus grupos de discussão.

Eu gostaria muito de ver a ativista do Femen entrando sem roupa numa mesquita para simular um aborto – ela não teria nem tempo de urinar, pois já teria sido impedida, e a caminho de um julgamento cujo resultado mais provável seria sua morte. Também gostaria muito de ver os comediantes do Porta dos Fundos fazendo um especial satirizando Maomé – passariam o resto de suas vidas se escondendo para continuarem vivos. É muito fácil protestar, agredir e satirizar quem não revida. Mas onde está a coragem da ativista do Femen e a independência humorística do Porta dos Fundos, quando o assunto é islamismo? Simplesmente não estão, não existem. E o mesmo se aplica aos gayzistas que investem contra as igrejas e às feministas que enfiam imagens de santos católicos em suas vaginas – estariam todos condenados se fizessem o mesmo contra os seguidores de Maomé.

Que as pessoas não se enganem: o mundo está muito longe de ser um lugar avesso à religião. Com a perseguição e destruição do cristianismo, o mais provável é que o islamismo tome cada vez mais seu lugar. E aí as liberdades individuais que tanto prezamos, e que permitem a esses “istas” sem noção se expressarem da maneira que bem entendem, serão suprimidas por algo muito mais rígido. O mundo do futuro próximo não parece nada desejável: ditaduras esquerdistas versus teocracias muçulmanas, ou, ser escravo do partido versus ser escravo da religião. É triste e trágico ver que os idiotas úteis que compõem a grande massa popular que nos cerca prefere destruir a religião mesma que lhes garante a liberdade, para então cair nas mãos de quem a odeia. Se isso não é ser muito burro, não sei o que é.