O Brasil ainda não é Sodoma e Gomorra

Uma das histórias mais conhecidas da Bíblia é a de Sodoma e Gomorra. Dizem as escrituras que essas duas cidades chegaram a um nível tão grande de depravação moral, maldade e vileza que Deus resolveu destruí-las por completo. Antes, porém, de concretizar seus planos, Ele avisa a Abraão para que este tenha tempo de tirar de lá sua família – seu sobrinho Ló, sua esposa e filhas.

Uma parte muito interessante da narrativa bíblica é a conversa entre Deus e Abraão. Este, movido de compaixão pela iminente destruição das cidades, começa a indagar a Deus se Ele pouparia as cidades caso houvesse 50 justos morando nelas. Deus diz que sim, que as pouparia pelos 50. Abraão continua, e reformula a pergunta, agora com 30 justos. A resposta de Deus continua a mesma. Ele insiste mais uma vez, baixando o número para 20, e obtém a mesma resposta. Por último, já se desculpando por ser tão chato, ele pergunta a Deus se Ele pouparia as cidades caso houvesse 10 justos nelas. Deus responde novamente que sim, que não as destruiria por causa desses dez. A narrativa deixa claro que não havia nem dez justos em Sodoma e Gomorra – depois que Abraão tira Ló e sua família de lá as cidades são destruídas com fogo que cai dos céus, e todos ali perecem.

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O Brasil não está longe de ser Sodoma e Gomorra. A maldade e a corrupção tomaram o país de uma forma tão completa e avassaladora que as pessoas de bem, as que lutam por princípios de justiça e verdade, sentem-se presas, sufocadas, desesperadas em meio a tantos escândalos, mortes, assassinatos, injustiças e mentiras. O sentimento geral é de desânimo e cansaço, de basta, de chega, de não aguentamos mais. Sim, estamos perto de uma falência completa, tanto financeira como moral, estamos por um fio. Vemos a nossa pátria sendo afundada e destruída por esse partido canalha que se apossou do poder, e lutamos do jeito que podemos para tentar salvar nossa terra.

Mas o Brasil ainda não é Sodoma e Gomorra! Longe de mim dizer que sou um justo, na concepção de justiça divina. Não, não sou. Sou um homem que falha e erra, como todos os outros. Mas de forma alguma sou como esses psicopatas e criminosos que ocupam desde a Presidência da República até os cargos mais baixos do governo petista. Eles são o que já vimos de pior num ser humano: vis, invejosos, assassinos, ladrões, mentirosos, cheios de ódio; lutam ao lado da injustiça, não se cansam de fazer o mal e de faltar com a verdade. Se o Brasil fosse inteiro como eles, já teríamos deixado Sodoma e Gomorra para trás há muito tempo.

Hoje é um dia histórico. O povo brasileiro que ainda acredita no Brasil está nas ruas neste momento. Mais de um milhão de pessoas já estão na Av. Paulista, em São Paulo, onde acontece o maior de todos os movimentos marcados para 15 de março. Em outros lugares a coisa aconteceu de forma semelhante, em menor volume, mas com a mesma mensagem: não suportamos mais o PT e Dilma Rousseff. É o clamor das pessoas de bem, dos trabalhadores verdadeiros, das famílias; é o clamor de brasileiros e brasileiras que vestem o verde, o amarelo, o azul e o branco, e repudiam com todas as suas forças o vermelho do PT, do comunismo e da morte. Nossa cor é a da bandeira, nossa inspiração é a Pátria, nossa voz é a do povo.

Não queremos ser Sodoma e Gomorra, nem Venezuela, e nem PT. Queremos ser Brasil. E, ainda que Deus não seja brasileiro, queremos mostrar para Ele que somos milhões de razões para que Ele nos poupe do pior dos destinos.

À luta, Brasil!

Flavio Quintela é escritor e tradutor de obras sobre política e filosofia, e autor dos livros “Mentiram (e muito) para mim” e “Mentiram para mim sobre o desarmamento“.

 

 

República

lindissima-bandeira-do-brasil-147-x-090-cm-imperdivel-505-MLB4698382047_072013-FQuinze de novembro é a data em que comemoramos a proclamação da república. Mas 15 de novembro de 2014 é a data que ficará marcada com a indignação dos brasileiros contra o governo que mais afrontou a república. O governo petista desrespeitou TODOS os valores republicanos, e é por isso que precisa ser investigado, condenado, e terminado.

Ser republicano é respeitar as leis – não preciso escrever muito para mostrar que esse governo e seu partido não têm o menor respeito pelas leis. A prova máxima disso é a postura que assumiram para com os criminosos do mensalão, que mesmo condenados e presos são tratados como heróis. O petrolão trará mais uma leva desses “heróis” à tona, e podemos esperar mais desse comportamento bandido por vir.

Ser republicano é respeitar o bem público – o que o PT fez com as instituições públicas brasileiras é algo único e provavelmente jamais superável na história brasileira. A destruição da Petrobrás coroa o modo de operação do governo mais corrupto e cruel da república brasileira. Nunca o bem público foi tão desrespeitado e vilipendiado como no governo petista.

Ser republicano é prestar contas responsavelmente – vivemos num tempo em que o acesso à informação é incomparavelmente maior do que em qualquer outra época. Mas com o PT isso não se aplica, pois a transparência do governo só tem diminuído, e a prestação de contas tem sido ignorada ou maquiada pelo governo de Dilma Rousseff. Gastam irresponsavelmente e mentem quando perguntados sobre como gastaram. Esse é o jeito petista de governar.

Ser republicano é respeitar a máxima de que governados e governantes são iguais perante a lei – esse valor, que nunca foi o forte da república brasileira, encontra-se ainda mais soterrado debaixo da empáfia petista. Lula, Dilma e seus companheiros de partido são o exemplo máximo de desprezo pelo cidadão. Nenhum de nossos direitos e deveres parece se aplicar a eles. Na verdade, parece que a nós só cabem os deveres, e a eles os direitos.

O Brasil é maior do que esse partido, é maior do que Lula e Dilma. O Brasil é verde e amarelo, e nunca vermelho. O Brasil é república, e não ditadura. A hora é agora, o dia é hoje, a ação é nossa. Que seja um dia que entre para a história, e que o 15 de novembro ganhe mais um motivo para ser comemorado: o dia em que a República Brasileira voltou a existir.

 

Flavio Quintela é escritor e tradutor de obras sobre política e filosofia, e autor do livro “Mentiram (e muito) para mim”.