Fechando com muro de ferro

Artigo publicado na Gazeta do Povo de Curitiba, seção Opinião, coluna Flavio Quintela, em 9 de setembro de 2015.

Diz-se quando se termina algo muito bem, acima do esperado, que se fechou com chave de ouro. Por falta de exemplos na política brasileira, a opção que sobra é a do esporte: depois de cinco partidas de um futebol eletrizante e envolvente, a seleção de 1970 venceu a final com a Itália por 4 a 1, fechando com chave de ouro uma Copa do Mundo que permanece até hoje como a melhor já jogada pelo Brasil, mesmo para alguém de minha geração, que nem era nascido nessa época.

Quanto à chave ser de ouro, nenhuma novidade. Desde épocas muito antigas da história humana o ouro é sinônimo de nobreza, daquilo que não se mistura, do metal mais precioso. Por ser um metal “mole”, nunca foi e nem poderia ser usado para fins mais rudes e prosaicos, papel geralmente reservado ao ferro e sua evolução contemporânea, o aço. O fato é que ninguém quer fechar nada importante com chave de ferro – qualquer um tem uma chave de ferro em casa. Até a tapera mais simples e o carro mais enferrujado abrem e fecham com chaves de ferro.

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Mas voltemos à política brasileira. Fechar um governo com chave de ouro seria pedir demais, pelo menos nos últimos 500 anos. Mas nossa capacidade de superação inversa, ou seja, aquele talento de conseguir piorar o que já é ruim, atingiu seu ápice no atual governo, do qual se pode finalmente dizer: acabou. Ainda não é possível saber se Dilma terminará ou não seu segundo mandato, mas os últimos seis meses de notícias ruins ininterruptas, de recrudescimento da crise econômica e de recordes negativos quase diários só precisavam de um evento simbólico para marcar o dia a ser colocado na lápide petista.

O dia da Independência deste ano ganhou ares de ditadura africana com a adoção de tapumes metálicos altos para impedir que o tradicional desfile de Brasília – que existe para ser visto – fosse visto pelo povo. O obstáculo à visão do populacho teve um objetivo claro, o de restringir o evento apenas aos que se assentariam nas arquibancadas, garantindo assim um público bem adestrado com cargos públicos, mortadela e propina. O raciocínio, se é que essa palavra cabe à nossa confusa presidente, é que manifestação popular boa é aplauso; o resto se combate ou se evita. Melhor mesmo é garantir a diversão e o aplauso dos 7% no 7 de Setembro, e aproveitar esta coincidência numérica cabalística que não deve se repetir, a continuar a queda de aprovação popular em pesquisas futuras.

Mas, como tudo na vida tem um lado bom, essa atitude quase norte-coreana marcou o tão esperado fim do governo Dilma. Se faltava um símbolo para o seu extraordinário fracasso, nada melhor que o reconhecimento público de que não há mais evento, lugar, palanque ou aparição segura para a presidente, e que as vaias a seguem mais de perto do que o serviço secreto tupiniquim. O governo que não governa não tem mais legitimidade nem mesmo para não governar. A imagem que vem à mente é a de um grande navio sem comando, em que a tripulação procura roubar tudo o que pode dos passageiros para naufragar com mais anéis nos dedos, ainda que lhes falte o mindinho.

Seja daqui a alguns meses ou no início de 2018; seja por impeachment, por impugnação eleitoral ou por uma simples derrota nas urnas; seja eternizada nos livros de história como a pior presidente que já repousou as nádegas no Planalto ou a primeira presidente mulher a ir em cana na história deste país, Dilma Rousseff poderá dizer, sem pestanejar: fechei com muros de ferro.

Flavio Quintela é escritor, jornalista e tradutor. É autor dos livros “Mentiram (e muito) para mim” e Mentiram para mim sobre o desarmamento”.

 

Mentiram para mim sobre o desarmamento

CapaMentiramDesarmamentoLogo mais, no mês que vem, estarei no Brasil para lançar meu segundo livro, desta vez em co-autoria com o grande amigo e presidente do Movimento Viva Brasil, Bene Barbosa. O livro está muito bom, cheio de referências e argumentos para acabar com as falácias dos desarmamentistas. Nesta semana já começou a pré-venda nas lojas virtuais da Saraiva e Cultura, e em breve divulgaremos a lista de cidades que receberão um evento de lançamento.

Como no livro que deu origem a esta série, o Mentiram (e muito) para mim, as informações falsas e mentirosas que são divulgadas pela mídia,pelo governo e pelas organizações desarmamentistas são refutadas uma a uma no corpo de cada capítulo. Desta vez o tema principal é nada menos que um dos direitos fundamentais do indivíduo: o de defender a si mesmo e sua família. Num país como o Brasil, onde morrem 60 mil pessoas por ano assassinadas, esse direito é mais do que apenas importante, é imprescindível.

Confira os títulos de cada capítulo:

CAPÍTULO I – Mentira: o governo quer desarmar as pessoas porque se preocupa com elas

CAPÍTULO II – Mentira: as armas matam

CAPÍTULO III – Mentira: países desarmados são mais seguros

CAPÍTULO IV – Mentira: as armas dos criminosos vêm das mãos dos cidadãos de bem

CAPÍTULO V – Mentira: as armas são produzidas apenas para matar

CAPÍTULO VI – Mentira: armas causam muitos acidentes caseiros e matam crianças

CAPÍTULO VII – Mentira: as armas precisam ser controladas para facilitar a solução de crimes

CAPÍTULO VIII – Mentira: o desarmamento tem diminuído a criminalidade no Brasil

CAPÍTULO IX – Mentira: qualquer cidadão de bem pode comprar e possuir armas no Brasil

CAPÍTULO X – Resumindo as verdades

APÊNDICE 1 – PNDH: um plano ditatorial travestido de justiça

APÊNDICE 2 – Estatuto do Desarmamento versus Referendo de 2005

Gostou? Então fique ligado! Siga minha página pessoal do Facebook (clique aqui para acessá-la) e a página do Bene (clique aqui para acessá-la) para receber as novidades sobre os lançamentos e eventos de autógrafos.

 

Convite para o lançamento do livro “Mentiram (e muito) para mim”

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Convido você para um dos eventos de lançamento do meu livro, “Mentiram (e muito) para mim”, que acontecerão nos seguintes locais e datas (clique no nome da cidade para ter acesso ao evento no Facebook):

  • São Paulo – 1 de abril: a partir das 18h30 na Livraria da Vila do Shopping Pátio Higienópolis;
  • Rio de Janeiro – 3 de abril: a partir das 19h00 na Livraria Cultura do Fashion Mall;
  • Curitiba – 5 de abril: a partir das 15h00 na Livraria Danúbio, no Batel;
  • Campinas – 8 de abril: a partir das 19h30 na Livraria Cultura do Shopping Iguatemi Campinas.

Teremos ainda uma palestra online no dia 7 de abril, às 20h00, onde serão sorteados dois livros ao vivo. Para participar basta se cadastrar aqui, e no dia do evento acessar o site da Editora Vide para pegar o link da palestra.

Veja o texto da orelha do livro, escrito por Rodrigo Constantino:

Quem nunca teve um professor socialista na vida, que desde cedo difundiu mentiras tentando influenciar sua visão de mundo? Eu me lembro perfeitamente do meu, de história, chamado Guilherme. Foi o primeiro grande mentiroso que tentou me enganar com a ladainha marxista.

Flavio Quintela, neste pequeno grande livro, começa com sua própria experiência escolar para discorrer sobre as várias mentiras que escutou ao longo da vida: o conceito de “mais valia”, fazendo ricos se sentirem exploradores; a ideia de que não existem mais direita e esquerda, mentira que atende apenas aos interesses esquerdistas; a falácia de que o PSDB seria um partido de direita (aquela que nem existe mais, não custa lembrar); o ataque às intenções da direita, como se todos os conservadores fossem “fascistas”, “xenófobos” ou “homofóbicos”; a inversão de que o legado da civilização ocidental é a opressão do homem branco, em vez de a ampla liberdade conquistada com forte influência dos valores judaico-cristãos; a noção de que o nacional-socialismo de Hitler tem mais a ver com a direita conservadora do que com a esquerda revolucionária; a visão de que todo bandido é uma vítima da sociedade; etc.

Enfim, é mentira “a dar com o pau”. Como lutar contra tantos falsários? Ora, fazendo isso que o Flavio está fazendo. Afinal, como o autor reconhece, o indivíduo faz diferença. E se os honestos se calarem, os mentirosos terão o caminho livre para disseminar mais e mais mentiras. Isso não podemos permitir!

E também o prefácio, escrito por Paulo Eduardo Martins:

Na Era da Mediocridade, onde se vê a consagração dos idiotas e a supremacia dos cretinos, a busca pela verdade por aqueles que se recusam a fazer parte do time supracitado requer não apenas autonomia intelectual, percepção e sensibilidade, essas coisas todas que fazem a pessoa enxergar os fatos como eles são. Requer além de tudo coragem para dizê-la.

Coragem é um pressuposto para fazer de alguém um lutador, e na tal Era da Mediocridade dizer a verdade é entrar numa luta. O que deveria ser motivo de aplauso é encarado pela mentalidade predominante como uma afronta, um escárnio.

Acostumados a pregar sem encontrar contestação, ficam atordoados quando se deparam com a argumentação da nova intelectualidade que começa a surgir no país, resultado direto do trabalho do professor Olavo de Carvalho.  É um grupo ainda pequeno, mas bem treinado e que bate forte com a mão direita.

A reação do establishment esquerdista é duríssima e conta com um repertório de golpes que não observa nenhum tipo de regra e persegue simplesmente o seu objetivo: destruir completamente aquele que ousou desmontar a sua fraude intelectual. É isso: o cenário cultural brasileiro foi transformado em um ringue.

Flavio Quintela é um desses jovens que resolveram entrar no ringue e lutar. Apresenta-se ao público muito bem preparado com o seu Mentiram (e muito) para mim, obra em que, como o leitor verá em seguida, ataca diversas das mentiras fundamentais cravadas na mente do brasileiro, ao longo de décadas, pelo festejado trio formado por medíocres, idiotas e cretinos.

Em um dos capítulos, Quintela trata de acabar com a mentira fundamental que serve de pilar de sustentação para todas as outras, aquela que diz que “a verdade não existe”. De forma rápida e direta, a relativização da verdade é esmigalhada, e assim o autor convida o leitor a ocupar um local da platéia em que ele consegue ver a luta do melhor ângulo possível. Nesse ambiente, torna-se um VIP.

A verdade não está na cabeça de cada um e o PSDB é um canhoteiro com classe.  É assim! Flavio golpeia e desmonta as principais falácias estabelecidas com tamanha precisão e impiedade que chega a cometer um breve deslize: as divisões do livro são chamadas de capítulos, quando seria mais adequado chamá-las de rounds.

De nocaute em nocaute, Mentiram (e muito) para mim é daquelas obras que estabelecem um marco; um antes e depois na vida de quem se dispõe a sair de sua cômoda convivência com as mentiras estabelecidas para confrontá-las com a verdade, sem medo de descobrir qual é o seu próprio papel nessa história.  É um trabalho capaz de fazer o sujeito tirar o sorvete da testa ou até parar de babar na gravata. Pegue o lenço e boa leitura.

E por último, veja a lista de capítulos da obra:

CAPÍTULO I – COMEÇAM A MENTIR DESDE MUITO CEDO PARA NÓS: A MAIS-VALIA

CAPÍTULO II – A MENTIRA MAIS VORAZ: A DE QUE A PRÓPRIA VERDADE NÃO EXISTE

CAPÍTULO III – MENTIRAM DE NOVO: A FESTA DA DEMOCRACIA BRASILEIRA

CAPÍTULO IV – MENTINDO SOBRE IDEOLOGIA: NÃO EXISTE MAIS DIREITA OU ESQUERDA

CAPÍTULO V – MENTIRINHA: O PSDB É UM PARTIDO DE DIREITA

CAPÍTULO VI – AMPLAS MENTIRAS: A MALDADE DA DIREITA

CAPÍTULO VII – MENTINDO SOBRE HITLER: O NAZISMO É DE EXTREMA DIREITA

CAPÍTULO VIII – MENTIRA DE LOBO MAU: NEM TODA ESQUERDA QUER O COMUNISMO

CAPÍTULO IX – CÍNICOS MENTIROSOS: O COMUNISMO AINDA NÃO EXISTIU NA TERRA

CAPÍTULO X – A MENTIRA DO BONZINHO: O ESQUERDISTA SE PREOCUPA COM OS POBRES E OPRIMIDOS

CAPÍTULO XI – MENTIRA QUE NINGUÉM MAIS AGUENTA: BANDIDO É VÍTIMA DA SOCIEDADE

CAPÍTULO XII – NEM O DIABO ACREDITA NESTA MENTIRA: SOU UM CRISTÃO SOCIALISTA

CAPÍTULO XIII – A MENTIRA MAIS CONTADA DE TODAS: O GOLPE MILITAR DE 1964

CAPÍTULO XIV – AUTOENGANO OU MENTIRA PROPOSITAL: A MÍDIA É DIREITISTA

CAPÍTULO XV – ALGO QUE EXALA MENTIRA: O SISTEMA EDUCACIONAL BRASILEIRO

CAPÍTULO XVI – MENTIRA EM LETRAS GÓTICAS SOBRE PELE DE CARNEIRO: DIPLOMA

CAPÍTULO XVII – MENTIRAS QUE ATRAVESSAM GERAÇÕES: DÍVIDA HISTÓRICA

CAPÍTULO XVIII – MENTIRA TRIPLA: O BOLSA-FAMÍLIA FOI CRIADO PELO PT, É BOM E TIRA AS PESSOAS DA MISÉRIA

CAPÍTULO XIX – MENTIRA BOBA? NEM TANTO: DEUS É BRASILEIRO

CAPÍTULO XX – VERDADES

Espero por você para nos conhecermos pessoalmente e para autografar seu exemplar.

Forte abraço,

Flavio

 

 

Lançamento do livro “Mentiram (e muito) para mim” de Flavio Quintela

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É com muita alegria que compartilho com vocês, leitores deste blog, uma boa notícia: o lançamento de meu primeiro livro, Mentiram (e muito) para mim.

A obra expõe numa linguagem simples e clara dezenove mentiras comuns ouvidas e lidas nas escolas, universidades, jornais, revistas e programas de televisão, e que estão na boca das pessoas, dos “intelectuais”, dos políticos e de muitos manipuladores de opinião. O leitor encontrará nesta obra argumentos para desenvolver uma visão de mundo mais crítica, sem precisar para isso de uma bagagem filosófica e política prévia. É um livro para iniciantes na política, mas ao mesmo tempo um compêndio valioso para aqueles que já estudam o assunto. No lugar da vigésima mentira o livro é finalizado com algumas importantes verdades.

O prefácio do livro foi escrito pelo jornalista Paulo Eduardo Martins, do SBT do Paraná, que estará presente no evento de Curitiba, e a orelha por Rodrigo Constantino, presidente do Instituto Liberal e colunista da revista Veja.

Deixo a todos vocês o convite para nos encontrarmos em um dos lançamentos, onde estarei autografando os livros e conhecendo pessoalmente muitas pessoas que têm lido meus textos e contribuído com seus comentários e com a divulgação deste trabalho. As datas e locais estão acima, no banner.

Vocês são muito importantes.

Grande abraço,

Flavio Quintela