Conselhos para Dilma

Artigo publicado na Gazeta do Povo de Curitiba, seção Opinião, coluna Flavio Quintela, em 31 de dezembro de 2015.

Pensei muito sobre o que escrever na última coluna de 2015. Pensei em ignorar o tema óbvio de fim de ano e introduzir um assunto completamente diverso das retrospectivas e análises tão comuns desta época. Não consegui – parece que a proximidade com o fim de um ciclo traz consigo a necessidade de relembrar o que aconteceu, reforçar o que deu certo e aprender com o que deu errado.

Sendo assim, preparei uma lista de sugestões para a presidente da República, já que os erros dela são os que afetam mais gente ao mesmo tempo.

Para Dilma Rousseff:

dilma-óculosNão confie mais no Lula – eu sei que foi ele que a colocou aí na Presidência, e que sem ele você não seria nada além de uma empresária mal sucedida do 1,99. Mas o fato é que ele não gosta de você de verdade. Se ainda não percebeu, ele passou a jogar contra você. Na verdade, ele nunca jogou a favor – Lula é o tipo de pessoa que só faz as coisas por interesse próprio, um grande egoísta. Faça como os brasileiros de caráter e evite esse tipo de amizade. Não faz bem andar por aí na companhia de gente desse tipo.

Não escolha novos ministros do STF – suas escolhas são muito ruins. Sei que lhe parecem boas, mas você tem de entender que o que é bom para você geralmente é ruim para os brasileiros. Evite escolher novos ministros no futuro. Quando chegar a hora de escolher algum, invente alguma história, diga que está com dor de barriga ou que sua avó morreu. Faça o que for preciso para não cometer esse erro de novo.

Não escolha ministros de governo – quem não sabe escolher para o STF também não sabe escolher para o governo. É hora de se conformar com isso e deixar esse tipo de decisão para pessoas competentes. Tudo bem, sei que vai dizer que não tem ninguém competente em seu governo para tomar essas decisões. Mesmo assim, é melhor não decidir nada do que decidir errado.

Não fale mais em público – você não tem capacidade para discursar, muito menos de improviso. Evite entrevistas, aparições em eventos, palanques, púlpitos, microfones, câmeras de televisão e situações similares. Quando sentir aquela necessidade incontrolável de falar sobre coisas sem sentido como a importância da mandioca e os cachorros ocultos, tampe os dois ouvidos com os dedos e repita, baixinho, “mandioca, cachorro, mandioca, cachorro, mandioca, cachorro” até passar a vontade.

Não se comunique – toda vez que você usa telefone, e-mail, correio, WhatsApp, bilhetinho, Skype ou sinais de fumaça, alguma coisa ruim acontece. Evite se comunicar. Pense na possibilidade de uma temporada monástica no Himalaia, uma experiência única em que você poderia aprender a comunicar-se consigo mesma e a crescer interiormente. Lembre-se de que esse tipo de experiência não costuma funcionar a menos que dure quatro ou cinco anos. É importante ter perseverança nessas horas e não desistir. Na dúvida, rasgue o passaporte.

Não assine mais nada – tudo o que você assinou prejudicou os brasileiros e piorou suas vidas. Evite canetas, lápis, carimbos, teclados, mouses e outros dispositivos que possam transformar o que lhe vem à mente em ações concretas. Se colocarem algo em sua frente para assinar, finja que não viu, derrame café em cima da folha ou faça aviõezinhos e jogue-os pela janela. Só não assine nada.

Não presida mais nada – sua experiência presidindo as coisas só causou transtorno e falência. Você conseguiu afundar uma das maiores economias do mundo e transformar um país como o Brasil em motivo de lamento. Evite ficar em Brasília. Na verdade, evite o Brasil. Evite-o como o alcóolatra deve evitar a bebida, como o viciado deve evitar as drogas. Sugiro China, Japão, Austrália ou Nova Zelândia como locais para passar uma longa temporada. Sei que gosta de Cuba, mas é perto demais.

Tenho certeza de que, se seguir os meus conselhos, o Brasil terá um 2016 muito melhor. Feliz ano novo.

Flavio Quintela é escritor, jornalista e tradutor. É autor dos livros “Mentiram (e muito) para mim” e Mentiram para mim sobre o desarmamento”.

Deboche presidencial

Artigo publicado na Gazeta do Povo de Curitiba, seção Opinião, coluna Flavio Quintela, em 22 de outubro de 2015.

As mulheres – ao menos as que eu conheço – costumam dizer que só é possível manter um marido fiel no casamento se o sujeito tiver algum medo de perder a esposa. Ou seja, quem perdoa todo e qualquer deslize tem grandes chances de acumular uma verdadeira galhada na cabeça.

No casamento da sociedade com os políticos, esse que dura no mínimo quatro anos, os brasileiros são o caso clássico da “mulher de malandro”. Só assim para explicar o comportamento irracional de eleger e reeleger gente mentirosa e traidora de nossa confiança. Para as mulheres que sofrem nas mãos de parceiros canalhas e têm dificuldades de terminar o relacionamento, há instituições como o Mada – Mulheres que Amam Demais Anônimas –, onde o compartilhar coletivo das experiências ruins abre espaço para a cura individual. Pena que não exista o AGA (Adoradores do Governo Anônimos) e nem o Cerca (Cidadãos Enganados que Reelegem Corruptos Anônimos) para tratar nosso povo.

Uma das mentiras mais famosas e lendárias da política brasileira recente foi dita por Paulo Maluf, quando, em meio a investigações sobre suas contas bancárias no exterior, disse a pérola “a assinatura é minha, mas não fui eu quem assinou”. A presidente Dilma Rousseff, reeleita mesmo depois de contar a maior sequência de mentiras já registradas numa campanha eleitoral, segue firme em sua sanha falsária, e finalmente conseguiu superar o feito de Maluf ao dizer que “o meu governo não está envolvido em nenhum escândalo de corrupção”.

Se não estivéssemos falando do governo que proporcionou ao Brasil o recorde de maior escândalo de corrupção entre todas as democracias mundiais, de todos os tempos, a situação poderia até ser cômica. Não é o caso. As quantias roubadas durante os governos do PT seriam suficientes para alavancar a economia brasileira; é dinheiro que saiu de cidadãos e empresas para o ralo do governo, e de lá foi redistribuído para os ratos que vivem de parasitar o Estado. Dinheiro que seria gasto em máquinas, produção, diversão, comida, imóveis, automóveis, roupas, propaganda, cultura, educação, e que em vez disso 22102015-ILUSTRA-Quintelaestá guardado em contas secretas no exterior, das quais apenas uma pequena minoria foi descoberta pela Polícia Federal em suas operações. E, como boa mulher de malandro que é o povo brasileiro, os ratos continuam saqueando nossas dispensas com a bênção do voto popular.

Não bastasse a natureza criminosa da corrupção e suas consequências funestas para a vida de cada brasileiro honesto, a atitude da presidente é também um deboche, um verdadeiro bullying estatal. Se estivéssemos num filme de adolescentes americanos, seria o equivalente a termos a cueca puxada até a cabeça e depois sermos trancados no armário. Deixamos que o governo se tornasse um valentão covarde, e ele nos tira quase metade da merenda. E ainda por cima senta-se na cadeira do diretor.

O que fazer? A nova geração de adultos, aqueles que agora entraram na terceira década de vida, é formada por uma maioria de jovens intelectualmente paupérrimos, “educados” por um sistema que coloca seus estudantes entre os piores do mundo. A escola brasileira contemporânea ocupa-se mais em perverter menores sexualmente e ideologicamente do que em ensinar Língua Portuguesa, Matemática e Ciências. São eles que ocuparão as vagas de trabalho (as poucas que ainda sobrarem) e as filas do assistencialismo estatal. São eles que votarão, são eles que formarão a nova massa não pensante. Precisamos urgentemente de uma revolução intelectual. Que comece por mim e por você.

Flavio Quintela é escritor, jornalista e tradutor. É autor dos livros “Mentiram (e muito) para mim” e Mentiram para mim sobre o desarmamento”.

Perdeu, PT

Artigo publicado no jornal O Coyote, edição de março/abril de 2015, página 6.

Quando se diz a palavra vida, algumas coisas costumam vir à mente: movimento, dinamismo, mudança constante. Algo que não combina muito com a vida é a estagnação. Temos uma certa repulsa por ela, pois o que está parado, acomodado, imóvel, parece não combinar com a dinâmica que esperamos viver. E é fato que os que se acomodam vão morrendo lentamente, qualquer que seja o foco da acomodação. Se nos acomodamos no emprego, acabamos ficando para trás e, eventualmente, trocados por alguém mais dinâmico. Se nos acomodamos em nosso casamento, as coisas ficam sem graça, o relacionamento vai murchando, e corremos o risco de passar por uma separação ou divórcio. Se nos acomodamos em nosso físico, o corpo vai engordando, ficando lento, os músculos ficam flácidos, e tudo se torna mais difícil.

No âmbito governamental a acomodação também tem resultados muito ruins. Nós mesmos vivemos hoje sob um governo de esquerda porque houve uma acomodação excessiva por parte dos governos militares, que “empurraram com a barriga” a questão do aparelhamento cultural, e uma acomodação sem precedentes da elite intelectual brasileira, que desengajou-se politicamente, deixando caminho livre para que chegássemos à situação de hoje, onde não há sequer um partido de direita disputando eleições no Brasil.

perdeuPTFelizmente, a acomodação não é exclusividade de ninguém. E doze anos no poder foram suficientes para que o PT e seus militantes se acomodassem também. Isso ficou muito claro nos dias 13 e 15 de março de 2015, quando duas manifestações opostas aconteceram em todo o território brasileiro. Diante de uma mobilização sem precedentes nas redes sociais, que chamavam as pessoas descontentes com o governo atual para um grande e pacífico protesto no dia 15, a militância petista tentou se articular rapidamente para produzir um contra-movimento dois dias antes. A tentativa não poderia ter dado mais errado, e ter sido mais ridícula: mesmo dando comida, transporte, roupa, balões e dinheiro para seus “manifestantes”, o total de pessoas presentes em todo o Brasil não chegou a 40 mil. Dois dias depois, 2 milhões de pessoas (mais de 50 vezes o público do dia 13) tomaram as ruas de dezenas de cidades brasileiras para mostrar que o PT não tem mais o monopólio da mobilização popular.

A acomodação da militância petista chegou a tal ponto que transformou-se em arrogância cega: seus manifestantes mercenários saem vestidos de vermelho dos pés à cabeça, com bandeiras e balões também vermelhos, ignorando que nossa pátria jamais adotou essa cor. Estão tão cegados por seu projeto de poder que já não percebem mais o patriotismo do brasileiro: quando vestimos o verde e amarelo ao lado de nossos irmãos de pátria, nosso coração bate mais forte e as esperanças de mudança são renovadas. O vermelho opressor do comunismo só traz incômodo e desespero, e é repudiado por mais de 90 por cento da população. Aliás, é repudiado até mesmo pelos que empunharam as bandeiras da CUT e do PT, já que uma pesquisa feita pelo Datafolha com os “manifestantes” do dia 13 mostraram que a maioria acredita que Dilma Rousseff sabia de tudo o que estava acontecendo na Petrobrás, e apenas um terço deles acha que ela está fazendo um bom governo.

Dilma Rousseff é praticamente uma unanimidade no Brasil de hoje. Seu governo tem destruído o pouco que havíamos construído no início da Nova República, e sua capacidade de mentir não tem mais lastro na ingenuidade do povo. Os poucos apoiadores que ainda restam dividem-se em dois grupos, o dos corruptos, que se beneficiam pessoalmente com o governo, e o dos seguidores irracionais, que se assemelham aos fanáticos religiosos, dispostos a se explodir em troca de benesses no além. A diferença é que os fanáticos religiosos têm coragem; os fanáticos petistas são covardes.

Perdeu, PT.

Flavio Quintela é escritor e tradutor de obras sobre política e filosofia, e autor dos livros “Mentiram (e muito) para mim” e Mentiram para mim sobre o desarmamento”.

Desmentidos pelo Tempo

Artigo publicado no Correio Popular de Campinas, seção Opinião, edição de 28 de janeiro de 2015.

Muitas pessoas sofrem com um hábito difícil de se vencer, a procrastinação. Quem deixa para amanhã as obrigações de hoje está se apossando de um tempo que não lhe pertence, por assim dizer. A partir do momento em que assumimos responsabilidades em nossas micro-comunidades – a família, o lugar onde trabalhamos, a igreja que frequentamos, a instituição onde nos dispomos a contribuir – estamos doando parte de nosso tempo para cada uma das pessoas que conosco se relacionam, sempre em busca de um resultado que seja benéfico a todos os envolvidos.

A procrastinação também costuma ser muito comum na esfera governamental, tanto individualmente como numa forma mais coletiva, onde o chefe do executivo encabeça as responsabilidades, não podendo culpar ninguém abaixo de si por faltas ou falhas, já que a premissa de se presidir qualquer empreendimento é justamente ter a capacidade de gerenciar equipes e garantir que seus esforços estejam dentro das metas.

Os procrastinadores conseguem se dar bem por um tempo, enquanto for possível ludibriar seu “supervisor” imediato. Refiro-me aqui tanto ao supervisor no trabalho, que pode ser um gerente, diretor ou presidente, como ao supervisor na família, como um cônjuge que cobra do outro algo que havia sido prometido ou um pai que cobra o filho de sua lição de casa; mas também ao supervisor maior de todos os políticos, que é o pBroken-hourglassovo. Ora, a procrastinação só pode acontecer dentro de um governo se for possível ludibriar e enganar o povo por algum tempo. E depois desse tempo há apenas duas possibilidades de acontecimento:

  1. O procrastinador resolve se mexer: faz suas “horas-extras”, deixa de dormir, corre o quanto for preciso, e dá um jeito de entregar o prometido; ou
  2. O procrastinador é desmascarado.

Estamos diante da segunda situação no tocante ao governo federal brasileiro. Num curto espaço de tempo, de pouco mais de uma década, conseguiram deixar de cumprir quase todas as responsabilidades que se espera de um governo minimamente competente. Os comportamentos irresponsáveis de Lula e de Dilma nos trouxeram à situação calamitosa de hoje: dívida pública galopante, balança comercial deficitária, Petrobrás em descrédito, escândalos de corrupção sem precedentes, achatamento da classe média, aumento da carga tributária, crise energética, descumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal, fuga em massa de investimentos externos, inflação alta e camuflada por congelamentos artificiais de alguns preços, aumento acentuado da máquina estatal, falta de investimentos em infraestrutura etc., e a lista poderia continuar.

Enquanto a situação de seu entorno é favorável, o procrastinador consegue ganhar tempo; mas quando as coisas pioram para todo mundo, seu relaxo e sua falta de responsabilidade saltam aos olhos. Os governos petistas aproveitaram-se de um momento único na história mundial, de crescimento econômico acentuado, e de um país que lhes foi entregue com boa parte das contas em dia, pronto para qualquer governo que estivesse disposto a fazer um trabalho apenas mediano – não era preciso o maior estadista da história para continuar o trabalho anterior, mas apenas um estadista. Quando os brasileiros optaram por um político inescrupuloso como Lula, e depois por uma incompetente desconhecida como Dilma, abriram mão de ter alguém qualificado para lidar com as necessidades que tínhamos.

O tempo, grande vilão dos procrastinadores, está agora cobrando seu preço. O país ainda pode piorar muito e, a julgar pelos feitos do primeiro governo de Dilma Rousseff, essa possibilidade está entre as mais prováveis. As reformas necessárias para levar o Brasil de volta à normalidade são completamente incompatíveis com o tipo de governo que o PT consegue fazer. Esperar desse partido algo tão diferente é como esperar colher limões de mangueiras, é algo que não vai acontecer.

O povo brasileiro tem sido o pior supervisor possível. Deixou de demitir quando era preciso, e agora não sabe o que fazer. Mais quatro anos dessa administração pautada pela incompetência trarão resultados cada vez piores para o país. Resta saber se até lá não estaremos completamente mesmerizados por esse faz-de-conta mentiroso, ou se restará algum sangue correndo em nossas veias para quebrarmos o ciclo vicioso que está afundando o Brasil.

 

Flavio Quintela é escritor e tradutor de obras sobre política e filosofia, e autor do livro “Mentiram (e muito) para mim”.

A Copa das Copas

copa 2014-DILMAFaltam 15 dias para a Copa do mundo. A lembrança chega até mim pelo Facebook, já que aqui nos EUA a gente não vê notícia nenhuma sobre o torneio.

Nunca deixei de acompanhar uma Copa. A primeira lembrança que tenho é da copa de 1982, e é uma memória bem vívida do jogo Brasil x Itália. Eu tinha 6 anos de idade e estava em Santa Rosa de Viterbo, interiorzão de São Paulo, na casa de meus tios. Quando o Falcão empatou o jogo pela segunda vez nós saímos correndo para a rua de paralelepípedos, nós e todos os vizinhos, na maior alegria. Todo mundo sabe que essa alegria não durou nem 10 minutos, pois o Paolo Rossi estava inspirado naquela tarde e marcou três num jogo só. Foi o nosso “arrivederci”…

Quatro anos depois a família se reuniu em nossa casa, em São Bernardo do Campo. Alguém trouxe um daqueles telões engraçados, que você conectava na TV de tubo e tentava de alguma forma conseguir uma imagem decente através de uma lente gigantesca de acrílico. Seguindo a tendência da imagem, que ficou ruim o tempo todo, o jogo terminou triste, e todos os “especialistas” presentes afirmavam categoricamente que foi um absurdo deixarem o Zico cobrar aquele pênalti sem estar aquecido. Aliás, história que ficaria na boca do povo por mais alguns dias, até que o fiasco fosse finalmente esquecido.

Veio mais uma Copa, em 1990. Essa foi difícil de ver – meu pai havia sido transferido por um tempo para os Estados Unidos, e estávamos em uma cidade do interior de Illinois durante o torneio. Conseguimos ver somente as finais, pois a TV americana simplesmente não transmitia os jogos. O fato é que não perdemos muita coisa… O senhor Caniggia carimbou nossa passagem de volta para o Brasil.

Finalmente veio 1994. Eu tinha 18 anos de idade, e lembro que a final aconteceu no meio de um retiro espiritual onde eu estava com minha família. Não lembro muita coisa do retiro, mas lembro claramente que estávamos todos, mais de 100 pessoas, no salão principal, acompanhando a cobrança de pênaltis e o presentaço de Roberto Baggio para nós. Ufa! Depois de tantos anos de vida finalmente pude gritar “Brasil Campeão!”

Mais quatro anos se passaram e chegou 1998. A primeira e única Copa da época de faculdade. Foi muito legal ver os jogos com os grandes amigos que até hoje fazem parte da minha vida, mas não tão legal ver o chocolate que a França de Zidane deu no Brasil. E dá-lhe teoria da conspiração! Tinha pelo menos umas três que tentavam explicar o que aconteceu com o Ronaldo e a consequente derrota. Acho que até forças alienígenas foram cogitadas em uma delas…

E lá vamos nós! 2002 foi uma Copa que eu fiquei ansioso para ver. Sempre gostei do Felipão, e tinha muita esperança que ele faria um bom trabalho. Lembro que vi a final na chácara de meus pais, em São Pedro, ao lado do meu querido pai. Aliás, foi a última final de Copa que vimos juntos, antes do acidente que lhe tirou a vida. Foi um tremendo de um jogo, e essa eu comemorei muito. Merecida!

A Copa de 2006 foi tão ridícula para o Brasil que não dá vontade nem de comentar. A eliminação logo nas quartas de final foi de doer. E nesse caso não tinha teoria conspiratória que conseguisse explicar. Enfim, dessa vez foi “Au revoir!”

E chegamos a 2010. Mais uma Copa digna de ser esquecida, num ano que marcou o início do pior governo que o Brasil já teve. Aliás, 2010 foi um dos piores anos da minha vida. A verdadeira urucubaca-mor. E logo nas quartas de final ouviríamos bem alto, vindo dos Holandeses, “Afscheid!”

E estamos em 2014, próximos do início daquela que é chamada pela monstra que ocupa a presidência de “A Copa das Copas”. E pela primeira vez na história deste país ela pode estar certa. Esta pode ser “A Copa das Copas”, porque de todas as Copas esta é a que tem a maior possibilidade de influenciar o destino de nosso país.

A Copa sempre acontece em Junho-Julho, e as eleições sempre são em Outubro. Desde 1994 elas coincidem com o ano em que é disputada a Copa do Mundo. Muita gente fala que o resultado da Copa influencia o resultado das eleições, mas isso não é verdade. O período entre os dois eventos, de 3 meses, é suficiente para dissipar qualquer empolgação ou desânimo que possa ter sido gerado pelo torneio. Basta olhar para 2002 e 2006: Lula conseguiu se eleger depois de duas Copas totalmente diferentes, e na segunda ele ainda enfrentava as dificuldades com o estouro do Mensalão. A Copa não nos ajudou em nada… Quem nos dera o povo tivesse ficado tão chateado a ponto de enfim enxergar que estava sendo governado por criminosos.

Mas por que a Copa deste ano pode ser diferente? Não são os mesmos 3 meses entre eventos? Não é a mesma situação das últimas 5 Copas? Não são os mesmos partidos na disputa? Para mim, e deixo claro que essa é somente minha opinião, não. Nada é igual. Tudo é diferente nesta Copa. É uma Copa no Brasil, e não fora dele. É uma Copa trazida pelo PT, pelo ex-presidente Lula, e adotada pela atual mandatária. É uma Copa que acontece em meio a protestos, em meio a uma quantidade inédita de críticas ao governo petista, na internet, na mídia impressa e em diversas obras publicadas nos últimos 15 meses, que têm batido recordes de venda a cada semana. É uma Copa em que se gastou o suficiente para 3 Copas, e cujo resultado não é satisfatório nem para meia. É uma Copa desunida, uma que o povo brasileiro não está querendo para si.

Por isso, eu vejo duas possibilidades para essa Copa:

  1. Tudo acontece da melhor forma possível, o povo esquece de todas as lambanças do governo, nenhum protesto atrapalha os jogos, os aeroportos dão conta do movimento, o caos passa longe das cidades-sede, a seleção brasileira joga bem e o povo sai feliz. Será a Copa das Copas para o PT.
  2. A lei de Murphy não dá tréguas e as coisas não acontecem como esperado. As cidades-sede sofrem com a falta de infraestrutura, os jogos são afetados por protestos, muitos lugares experimentam o caos urbano, turistas são assaltados, os sistemas de transporte pedem água, os aeroportos ficam entupidos, e a seleção brasileira joga o que tem jogado, o suficiente para passar das quartas, mas não para ser campeã. Com toda essa conta no bolso, mais a tendência atual de queda de popularidade, e há uma chance de que Dilma Rousseff não se reeleja. Seria a Copa das Copas para o Brasil.

Prefiro nunca mais ver nossa seleção ganhar uma Copa do Mundo a ver o PT ganhando mais uma eleição presidencial. Não escondo de ninguém: não torcerei nesta Copa, não quero que tudo dê certo e não quero que o mundo olhe para o Brasil e diga “nossa, que Copa maravilhosa eles organizaram”. Quero que essa bandida receba o pior legado possível desse evento, e que seja um ônus tão grande a ponto de lhe tirar a reeleição. Somente assim poderei chamar essa Copa de “A Copa das Copas”, e quem sabe, daqui a alguns anos, colocar em minha lista: 2014 foi a melhor Copa de todas.

 

Flavio Quintela é autor do livro “Mentiram (e muito) para mim”

Imagem: blog do Planalto

 

Manifestante pacífico uma ova! Criminoso assassino, isso sim.

murderEste texto é minha homenagem ao cinegrafista Santiago Andrade, e um protesto enojado contra esse grupo assassino que tomou conta do Brasil, e que inclui políticos, black blocs, a mídia esquerdista, os “filósofos” vermelhos e toda a militância comunista, que hoje dominam o nosso país, e que nos têm garantido a posição de nação mais violenta do mundo.

Quem acompanhou a história recente de Santiago Andrade sabe do que estou falando: alvejado por um rojão aceso por um “manifestante pacífico”, foi parar nas manchetes dos telejornais e da mídia impressa e eletrônica como vítima de uma ação policial. Esta versão da história, exibida inclusive pela GloboNews em horário nobre, foi desmentida pelo registro em vídeo do ocorrido, num dos episódios mais lamentáveis da história recente da imprensa brasileira. O colunista Reinaldo Azevedo resumiu bem os fatos em um de seus textos.

A verdade é que Santiago foi morto por um criminoso, por um assassino. Aliás, criminosos são todos os “manifestantes pacíficos” que vêm tomando as ruas das cidades brasileiras desde o ano passado, com seus rojões, coqueteis Molotov, bombas caseiras, pedras, paus, tacos e tantos outros armamentos. A nossa imprensa, esquerdista até a medula, sempre chamou, e continua chamando esses bandidos de “manifestantes pacíficos”. E não só isso, mas neste caso específico teve a pachorra de culpar o Estado do Rio de Janeiro e a Rede Bandeirantes pelo ocorrido, numa nota indecente publicada pelo Sindicato dos Jornalistas do Rio de Janeiro no último dia 7, e não mencionar, nem de passagem, o verdadeiro responsável. Vale a pena acessar o link para se ter ideia do nível de insanidade a que chegamos. Como dizia um amigo meu, estamos diante de uma “horda de possessos”.

Pois esta “horda” não se cansa de despejar lixo, diariamente, em nossas casas, seja pela televisão, pelo rádio ou pelo computador. Se você viveu no Brasil nos últimos 12 meses, vai se lembrar, com certeza, do que passamos durante o ano passado. Todas as manifestações eram cobertas pela mídia como “manifestações pacíficas que acabaram em violência”. Ora, que eufemismo nojento! Se a manifestação tem violência, seja no início, no meio ou no fim, ela é violenta. Mas é claro que, para cumprir seu papel de agente ativo da subversão cultural, nossa mídia sempre noticiou os protestos pintando os manifestantes como seres iluminados e bonzinhos e os policiais como monstros repressores crueis.

Não posso dizer aqui que todos os manifestantes buscavam a violência – pelo contrário, a maioria das pessoas que lá estavam não tinha intenção nenhuma de tocar o terror. Mas isso não muda o fato de que os protestos eram sim violentos, e que só não acabaram no pior por causa da atuação positiva da polícia. Abaixo você encontrará um resumo das manifestações de 2013, e poderá constatar que a polícia, mesmo tendo lidado com mais de 3 milhões de manifestantes, não deixou sequer um ferido em estado grave, e nenhuma vítima fatal, em decorrência de suas ações.

  • Porto Alegre – protestos contra o aumento da passagem de ônibus eclodem no final de março de 2013. Centenas de manifestantes, vários deles empunhando bandeiras do PSOL e PSTU, depredaram o patrimônio público, quebraram vidraças, picharam o prédio da Prefeitura, quebraram ônibus, semáforos e placas de trânsito, e criaram um clima de guerra a arruaça. A polícia dispersou os manifestantes com bombas de efeito moral, e ninguém saiu ferido. Uma vereadora do PSOL, Fernanda Melchionna, saiu, como sempre, em defesa dos baderneiros, tentando se aproveitar da situação.
  • Goiânia – as manifestações começaram no início de maio de 2013, sendo que a mais violenta delas aconteceu no dia 28, na Praça da Bíblia. Os manifestantes atearam fogo em vários ônibus, destruindo cinco veículos. Nesta “manifestação pacífica” foram utilizados coqueteis Molotov, inclusive numa agência bancária incendiada pelos “manifestantes inocentes”. A polícia interveio, usando até a tropa de choque, e dispersou os manifestantes, prendendo 24 pessoas e deixando nenhum ferido.
  • São Paulo – diversas manifestações ocorreram durante o mês de junho na capital paulista, lideradas pelo Movimento Passe Livre, que se diz apartidário mas que luta ao lado da esquerda radical do PSOL e PSTU principalmente. Durante o mês inteiro o que se viu foi um abuso sistemático do direito à livre manifestação – os paulistanos enfrentaram o pior mês de suas vidas, com ruas, avenidas e até estradas interditadas quase que diariamente. O vandalismo, voltado principalmente ao patrimônio público, mas também a agências bancárias, ônibus e supermercados, deixou um prejuízo monstruoso para os cofres públicos e para os empresários. A polícia teve que agir em praticamente todas as manifestações, tanto com bombas de efeito moral como com balas de borracha. A mídia, à medida em que os protestos de intensificavam e cresciam em tamanho, começou a demonizar a ação policial, principalmente depois que alguns jornalistas acabaram feridos enquanto faziam a cobertura jornalística dos eventos. Apesar de toda a violência, dos black blocs, das depredações e da presença de mais de 100 mil pessoas nas ruas de São Paulo, a polícia não infligiu ferimentos graves a nenhum manifestante.
  • Rio de Janeiro – as manifestações ocorreram nos mesmos moldes das de São Paulo, chegando a reunir mais de 300 mil pessoas no dia 20 de junho de 2013. Depredações, incêndios, enfrentamentos com a polícia, queima de veículos particulares e ônibus, pichações e outros tipos de vandalismos foram prática constante dos “manifestantes pacíficos”. A polícia fez diversas prisões e utilizou armas não letais para controlar os protestos, como por exemplo bombas de efeito moral, balas de borracha e spray de pimenta. Novamente, como em todos os outros locais, não houve feridos graves em função da ação da polícia.
  • Restante do Brasil – diversas outras cidades tiveram manifestações semelhantes, todas durante o mês de junho. Quem estava no Brasil vai se lembrar de que todo dia era dia de manifestação. No entanto, em todas elas, sem exceção, a polícia, apesar de todo o aparato midiático que se posicionou contra, não deixou para trás um ferido em estado grave sequer. E as vítimas fatais se resumiram a um cidadão que caiu de um viaduto, um outro que morreu atropelado, e uma senhora que sofreu um infarto fatal, por causa de uma bomba jogada por manifestantes.

E agora, depois de tantos crimes que ficaram impunes, tantas depredações, tantos veículos queimados, finalmente aconteceu o pior: uma vida foi tirada, um assassinato foi cometido. Santiago Andrade soma-se às mais de 50 mil mortes violentas que acontecem todos os anos no Brasil. Embora sua vida não seja mais importante que as outras dezenas de milhares que são ceifadas a cada ano, sua morte tem um significado a mais: ela representa o triunfo da maldade e da torpeza desse governo sobre a nação brasileira.

Estamos há quase um ano nessa onda de manifestações, que têm acontecido por qualquer motivo, principalmente pelos menos relevantes possíveis – sai-se às ruas por causa de uma passagem de ônibus vinte centavos mais cara, mas não se sai por causa das centenas de milhões de nosso dinheiro de impostos gastos em Cuba pela senhora Dilma Roussef. Estamos há quase um ano vendo a polícia ser difamada diariamente, seja nestes protestos, seja na Cracolândia, ou nos rolezinhos. Estamos há quase um ano assistindo à deterioração da ordem social, patrocinada diretamente por esse grupo assassino que já mencionei no início do artigo, com o único objetivo de jogar o Brasil num caos tão grande que só reste ao governo se utilizar de poderes autoritários para restabelecer a ordem. Acha que estou sendo louco, ou adepto de teorias conspiratórias? Não fui eu quem recentemente assinou a “Garantia de Lei e Ordem“, autorizando a ação do exército nas ruas sob o comando do governo federal (leia-se PT). Foi a senhora Dilma Roussef, ex-integrante de uma organização terrorista, muito bem treinada para a guerrilha urbana. Não fui eu quem incitou a militância partidária a ir às ruas pedir a cabeça do governador de São Paulo. Foi Rui Falcão, presidente do PT, tão ou mais bem treinado que Dilma. São essas pessoas, que pegaram em armas, mataram, sequestraram, explodiram, enfim, que usaram o terror como instrumento de luta, que comandam hoje nosso país.

Foi para esse tipo de gente que entregamos a nossa riqueza produzida, os impostos arrecadados, nossas instituições democráticas e o pouco que restava de grandiosidade neste Brasil. Estamos prestes a entregar os últimos e mais importantes bens de nossa existência: nossas liberdades e nossa vida. Que Deus nos ajude.

Brasil, um país de (?)

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O logotipo oficial do governo petista tem em sua composição a frase “Brasil, um país de todos”. Era de se esperar que as mentiras desse governo começassem logo em seu logotipo, por isso não surpreende que hoje, debaixo das mãos de Lula e Dilma, o Brasil seja um país de qualquer minoria, mas jamais um país de todos.

A palhaçada em que consiste a defesa das minorias baseia-se num conceito absurdo, mas que é defendido pelos esquerdistas como se fosse pura lógica: a dívida histórica – olhar para situações passadas e buscar culpados no futuro, alegando que os mesmos têm o dever de reparar a injustiça feita pelos antigos. Para ilustrar esse enorme engodo eu peço que o leitor imagine uma situação em sua família: você chega a sua casa depois de um dia de trabalho e/ou estudos, ansioso por tomar um banho, sentar no sofá e espairecer um pouco em frente à televisão. Mas logo ao chegar percebe que há uma correspondência timbrada com algum símbolo do judiciário. Você abre o envelope e dentro encontra um aviso de execução: sua casa será tomada para venda em leilão por conta de uma dívida que seu bisavô contraiu e não pagou. A dívida ficou esquecida por duas gerações, mas o bisneto do credor de seu bisavô resolveu cobrá-la agora, e quem vai ter que pagar é você.

Esta situação é absurda, e não encontra respaldo em nossas leis, pois um homem, ao morrer, livra-se de todas as suas dívidas, e ninguém pode ser coagido a assumi-las. No entanto, com o propósito oculto de dividir a sociedade brasileira para assim dominá-la mais facilmente, o governo petista tem promovido a quebra sistemática dessa garantia legal que temos de não sermos cobrados por erros de nossos antepassados, já que cada pessoa é responsável por seu destino, e deverá responder individualmente por suas decisões, sejam elas acertadas ou erradas. Ao estabelecer sistemas de cotas, sejam os critérios quais forem, dividem a sociedade em grupos menores, fomentando o ódio entre eles, que passam então a confiar no “governo bonzinho que cuida de mim” como o único mediador justo para causas que, não fosse esse mediador diabólico, nem existiriam.

Tomemos o caso das cotas no sistema de ensino federal como exemplo. Em reportagem publicada hoje no website do Estadão aborda-se a constatação de desigualdade na competição por vagas em universidades federais entre cotistas. A situação seria ridícula, não fosse tão trágica para nosso futuro. Os gênios que bolaram o sistema de cotas para o ensino superior federal resolveram que separariam os alunos por nível de renda e por terem cursado ou não um colégio público no segundo grau. A reportagem em questão mostra que, ainda assim, dentro do público cotista, o número de candidatos por vaga é muito diferente quando se considera um recorte feito com base racial, e isso mostra um novo foco de desigualdade dentro do sistema. Olhando para esses dados existem duas interpretações possíveis:

Interpretação racional: o sistema não funciona, pois há muitas variáveis envolvidas, tornando impossível chegar a um coeficiente de cotas que reflita a realidade social daquele momento. Os candidatos a vagas no ensino superior podem ser pobres, ricos, brancos, negros, índios, japoneses, mulheres, homens, gays, héteros, podem ter estudado em escola pública ou em escola particular, podem ter tirado boas notas ou ter passado sempre com a média mínima exigida, podem vir de famílias estruturadas ou de lares bagunçados, podem ter sido amados pelos pais ou vítimas de abusos dentro da família etc. Enfim, são tantas as realidades possíveis, que tentar compensar isso através de cotas sempre trará mais injustiça do que justiça. Assim, a melhor maneira de escolher quem vai ganhar uma vaga é através do mérito acadêmico, a única variável realmente mensurável. Afinal, todas as outras dependem de comprovações impossíveis, que acabam se tornando em autodeclaratórias, ou seja, se a pessoa é branca mas se diz descendente de negros, ela concorre na cota para negros, e não há ninguém que possa contestar sua autodeclaração.

Interpretação esquerdista: o sistema só precisa ser ajustado. Se a cota para pobres não funcionou bem, que tal criar dentro dela mais uma cota, desta vez para negros? Se não funcionar ainda, basta criar mais cotas, até que se chegue a um resultado justo.

Cada vez que o governo petista estimula a divisão de nosso povo em minorias, como no caso das cotas, a palavra “brasileiros” perde um pouco mais de significado, até o dia em que não significar mais nada. Ao deixarmos de ser brasileiros para sermos um apanhado de brancos, negros, pobres, ricos, gays, héteros, homens e mulheres, nossa força como povo, que já não é das maiores, reduz-se a nada, e quando não há mais nada no caminho dos déspotas, não há mais um futuro de esperança, mas apenas de lamento. Nesse ponto as diferenças se desfazem, pois quando um governo totalitário se estabelece, ninguém escapa. Pelo contrário, na maioria das vezes os governantes se voltam contra as próprias minorias que tanto “defenderam”. Mas aí será tarde demais para nos unirmos.

A Nação Zumbi

zombiesNeste domingo que passou eu assisti ao filme Guerra Mundial Z. Para quem não ouviu falar, o filme conta a história de uma epidemia que se alastrou rapidamente na Terra, transformando as pessoas em zumbis. E os zumbis do filme ficam alucinados quando veem uma pessoa normal, pois o “objetivo” do vírus zumbi é se propagar ao máximo, e só não acabará com a raça humana graças a um homem, o investigador das Nações Unidas interpretado por Brad Pitt. Aliás, essa substituição do salvador, que geralmente é americano, por alguém da ONU, é algo que não me agradou nem um pouco. Qualquer dia escreverei sobre a ONU e seu papel nos planos da esquerda mundial.

Enfim, algo interessante neste filme de zumbis é que, quando eles não tem mais humanos para morder e contaminar, ficam num estado de hibernação, andando para lá e para cá no maior estilo “monstro retardado”.

Hoje quando acordei e li sobre a mais recente pesquisa para as eleições de 2014 eu me dei conta que vivo no meio de uma nação de zumbis. Não sabemos quem foi o “paciente zero”, mas imagina-se que ele seja metalúrgico e tenha sido infectado durante algum discurso do Sr. Luis Inácio da Silva, um dos criadores do vírus zumbi tupiniquim.

No início essa praga se alastrava de forma mais contida, pois levava mais tempo para infectar as pessoas. Sua disseminação se dava somente nos lugares de menor higiene intelectual (eufemismo para qualquer lugar onde haja um petista falando), onde o vírus podia se movimentar livremente. Pesquisas indicam que reuniões de partidos de esquerda foram os grandes focos de transmissão do vírus, pois quanto mais fraco o cérebro e menos esclarecida a pessoa, mais rápido é o contágio.

Com o tempo vieram as mutações, e as formas de contágio foram se multiplicando. Agentes catalisadores como marqueteiros de campanha e musiquinhas Lulalá fizeram que a massa de zumbis crescesse ao ponto de eleger um homem desprezível como o Sr. Luis Inácio da Silva para a presidência da República. Esse foi o golpe de mestre, pois estando o criador do vírus no comando da nação, novas formas cruéis de disseminação do vírus foram criadas. Sabe-se que, atualmente, a forma mais eficaz de tornar uma pessoa em um zumbi é colocando-a em algum programa intitulado “Bolsa Alguma Coisa”. O vírus já vem naquele cartãozinho aparentemente inócuo, mas que corrói a pessoa por dentro, transformando-a num zumbi sugador de esmolas do Estado.

A cena que nos espera em 2014 é digna de temor: milhões de zumbis, já em estado de hibernação, pois o vírus foi muito bem-sucedido na última década, olhando para uma maquininha e apertando retardadamente os botões 1, 3 e Confirma. Afinal, que outro tipo de ser votaria novamente em alguém como Dilma Roussef, a pior presidente que o Brasil já teve, de longe a mais depreparada e completamente servil ao seu partido e ao Foro de São Paulo, senão um zumbi? A teoria zumbi é a única que explica a última pesquisa, onde Dilma vence já no primeiro turno.

Alerta: o último parágrafo fala do final do filme Guerra Mundial Z.

Fico imaginando se não temos que fazer exatamente o que o Brad Pitt fez para salvar a humanidade, descobrindo que a única forma de combater os zumbis era se infectar com algum outro vírus que, ao deixar a pessoa doente, fazia com que os zumbis não desejassem mais infectá-la – ela ficava invisível a eles. E uma vez invisível, era muito fácil meter uma bala bem no meio da testa e depois queimar os bichos. Será que teremos que nos infectar com o esquerdismo, como forma de camuflagem, para conseguir acabar com essa praga por dentro?

Essa resposta deixo para você, leitor.

Eu odeio o PT

foraptJosé Genoíno, ao ser levado preso, gritou com os punhos cerrados: “Viva o PT!”

Pois eu digo, com toda a sinceridade: eu odeio o PT.

Eu odeio o PT porque é um partido que representa o que há de pior na política elevado à décima potência: político do PT rouba para perpetuar o partido no poder, e mesmo quando condenado não admite a culpa, mas tem coragem de inventar teorias conspiratórias absurdas para se justificar, esquecendo-se de que a explicação mais simples é sempre a que tem a maior probabilidade de ser verdadeira.

Eu odeio o PT porque é o partido que nos deu Lula, Dilma, Dirceu, Genoíno, Delúbio, Marco Aurélio Garcia, Ruy Falcão e outros canalhas imorais, criminosos e vilões da república das bananas do Brasil.

Eu odeio o PT porque tudo o que sai de seus quadros de políticos, e toda a sua ideologia, vai de encontro a tudo o que eu mais prezo e admiro no mundo – não há sequer uma iniciativa, ideia ou proposta que essa agremiação de psicopatas tenha criado que seja boa para os brasileiros, pois quando algo parece bom, ainda que a olhos ingênuos, carrega consigo uma vasta lista de subprodutos propositais que servem aos propósitos mais maquiavélicos e diabólicos.

Eu odeio o PT porque eu amo a liberdade, e PT e liberdade não podem existir juntos.

Eu odeio o PT porque eu sou a favor da vida, e o PT prega o assassinato de bebês, defende os “direitos” dos bandidos e assassinos e tem parte com as organizações de narcotraficantes mais perniciosas do continente, como as FARC e o PCC.

Eu odeio o PT porque creio que a educação intelectual que fomenta o pensamento crítico e criativo é a melhor ferramenta para livrar as pessoas da doutrinação ideológica, justamente o contrário do que o PT faz, que é pegar nossas crianças e torná-las, desde muito jovens, dependentes de alguém que lhes diga o que pensar e em que acreditar.

Eu odeio o PT porque aprendi que deveria amar a verdade e a odiar e combater toda a mentira, e o PT é uma grande mentira, talvez a maior que já tenha sido contada aos brasileiros em toda a sua história.

Eu odeio o PT porque é um partido que idolatra assassinos como Fidel Castro, Stálin, Lênin, Che Guevara e Mao Tsé-Tung, chegando ao ponto de dizer que os milhões de mortos deixados por esses psicopatas são um mal necessário para a causa que defendem.

Eu odeio o PT porque em suas bandeiras só se vê o culto à mediocridade e o desprezo ao talento, a recompensa ao crime e o ódio à virtude, e a personificação da vitória da ignorância nos dois presidentes mais incompetentes da história brasileira, Lula e Dilma.

Resumindo bem, EU ODEIO O PT.

O Marco Petista da Internet

censuradoUma das maneiras mais sórdidas que os governos de esquerda utilizam para controlar as empresas e a economia de uma nação são as infinitas regulamentações sobre as diferentes atividades econômicas e as taxações sobre lucros. Ambas causam o mesmo efeito: diminuição de lucros com decorrente desestímulo à atividade empresarial, que no longo prazo leva à falência de empresas e deterioração da economia. Assim, a cada nova regra ou imposto criados, o Governo dificulta a vida dos empresários, e ao mesmo tempo lança linhas de crédito e programas para “ajudar” esses mesmos empresários, num movimento claramente planejado, com o único propósito de ganhar cada vez mais controle sobre as empresas. A conversa é mais ou menos a seguinte:

– Você está lucrando muito! Quero uma parte dos seus lucros para governar melhor.

– Ok Governo. Aqui está sua parte.

– Ainda é pouco!!! Quero mais, e também criei umas regras novas que você vai precisar seguir.

– Mas Governo, nessas condições eu vou acabar quebrando! Vou ter que demitir muita gente!

– Hmmm… É verdade. Então façamos o seguinte: eu não abro mão do aumento de impostos e nem das novas regras, mas vou te emprestar um dinheiro da Caixa Econômica a juros baixinhos, e criar uma agência de fomento à sua atividade econômica.

E nesse momento o empresário percebeu que está ferrado. Afinal, se inicialmente havia apenas ele e seus concorrentes vendendo e lucrando, agora o montante de gente que precisa ser remunerado com a mesma geração de riqueza é muito maior! Adicionaram-se os órgãos governamentais de tributação e fiscalização, o banco, a agência de regulamentação, a agência de fomento, e mais uma miríade de petistas vagabundos que precisam conseguir seu sustento parasitando alguém que realmente trabalha. Para manter a lucratividade em níveis aceitáveis o empresário precisa aumentar o valor de venda de seus produtos e serviços, porque a única opção restante seria fechar as portas. E aí o pagador-mor de patos e engolidor-mor de sapos paga por isso – ele mesmo, o cliente final.

O desGoverno petista já colocou suas mãos em muitos setores da economia para atrapalhar, e a bola da vez talvez seja o mais dinâmico e criador de riquezas da atualidade: a internet. Criada e crescida em total liberdade, esse monstro gerador de riquezas, que tem servido de berço para empresas como Google, Facebook e Yahoo, e impulsionado outras gigantes do setor de informática como Apple, Microsoft e HP, está sob ataque no Brasil. Com o pretexto absurdo de garantir a segurança dos dados brasileiros, a presidANTA Dilma quer forçar a aprovação de um texto modificado que impede as empresas de telecomunicações de cobrarem por serviços de forma customizada, algo que poderia baixar o custo de acesso de muita gente, e obrigando grandes empresas geradoras de dados a manterem no Brasil centros de armazenamento imunes à espionagem americana.

Sobre a primeira questão, é novamente a interferência do Estado num setor da economia que segue tão bem e em crescimento acelerado. Querem diminuir a autonomia das empresas em lidar com seus diferentes segmentos de clientes, com o discurso imbecil de “igualdade de acesso”. Ora, qual é o problema da empresa de telecom me cobrar um valor diferente do meu vizinho, se eu e meu vizinho utilizamos a internet de forma bem diferente? Se ele fica o dia todo baixando filmes e eu apenas uso a minha conexão para enviar e receber e-mails, o que há de injusto em cobrar valores diferentes para nós dois?

Já a segunda questão é mais séria, pois envolve a disponibilização de nossos dados ao Governo. Um esquerdista jamais toma uma decisão e cria uma regra, uma regulamentação, sem uma segunda intenção, que geralmente ele mantém em segredo. Neste caso a exigência será de que as empresas mantenha centros de armazenamento de dados no Brasil, para evitar o acesso indevido de dados, tudo feito com base no teatro montado pela senhora Dilma, terrorista de carteirinha, em relação à espionagem norte-americana envolvendo as conversas da referida presidANTA. Mas, como sempre, só não enxerga quem não quer: esta exigência levará necessariamente a uma situação em que o Governo tenha como vasculhar nossos dados, nossos posts de Facebook, nossos e-mails, nossos blogs, enfim, toda a parcela de nossa vida que está hoje nas mãos de Google, Yahoo, Facebook, LinkedIn etc. E num governo que não tem nenhum apreço pela liberdade, que adora uma censura, e que persegue seus opositores, isso não será nada bom.

O Marco Civil da Internet, no texto que o PT quer aprovar, é o início da tirania petista no último bastião de resistência da direita no Brasil. A situação é delicada e o futuro está em jogo.