Medindo resultados (ou não)

Como se mede o resultado de alguma coisa? Depende.

Quando falamos de gente que usa seus próprios recursos para fazer as coisas – leia-se empreendimentos privados – a coisa é bem simples: mede-se o resultado de um projeto da maneira mais direta possível, ou seja, perguntando-se se os objetivos propostos foram alcançados ou não, e decidemiss_ode-se pela manutenção ou extinção do tal projeto com base na resposta a essa pergunta. Trocando em miúdos: não deu certo, está demitido/cancelado/suspenso.

Quando falamos de gente que usa os recursos dos outros para não fazer as coisas – leia-se governo brasileiro – a coisa é incompreensível: não se mede nada, e quando alguém de fora resolve medir e mostrar o fracasso de algum projeto, não acontece nada. Trocando em miúdos: não deu certo, foda-se, vamos continuar fazendo do mesmo jeito.

Um caso ocorrido ontem em SP (veja matéria do G1 em http://goo.gl/xcaGyi) exemplifica muito bem esse comportamento em relação à segurança pública. Dois adolescentes armados fizeram arrastão num vagão de metrô e acabaram atirando em um padre. É a falência completa de duas políticas defendidas a todo custo por petistas, tucanos e outros lixos de esquerda: o desarmamento e a maioridade penal. Os resultados ruins aparecem dia após dia, e nada é feito para mudá-los. Ninguém é demitido, nenhuma lei é modificada, nenhum projeto é cancelado – tudo continua da mesma maneira, e o processo se retroalimenta negativamente.

Espero realmente que a única iniciativa atualmente em andamento para mudar alguma coisa nessa falência toda, o PL 3722, seja aprovado na Câmara. O trabalho de reunir as evidências desses resultados negativos eu já fiz com o Bene​, e nosso livro tem aparecido nas mãos de diversos políticos ultimamente. O seu deputado, aquele em que você votou no ano passado, precisa saber que vai perder o seu voto caso seja contra esse projeto de lei. A hora de mudar já passou faz muito tempo. Se você concorda com isso, faça sua parte: encha o saco dele(a) incansavelmente.

Flavio Quintela é escritor e tradutor de obras sobre política e filosofia, e autor dos livros “Mentiram (e muito) para mim” e Mentiram para mim sobre o desarmamento”.

Manifestante pacífico uma ova! Criminoso assassino, isso sim.

murderEste texto é minha homenagem ao cinegrafista Santiago Andrade, e um protesto enojado contra esse grupo assassino que tomou conta do Brasil, e que inclui políticos, black blocs, a mídia esquerdista, os “filósofos” vermelhos e toda a militância comunista, que hoje dominam o nosso país, e que nos têm garantido a posição de nação mais violenta do mundo.

Quem acompanhou a história recente de Santiago Andrade sabe do que estou falando: alvejado por um rojão aceso por um “manifestante pacífico”, foi parar nas manchetes dos telejornais e da mídia impressa e eletrônica como vítima de uma ação policial. Esta versão da história, exibida inclusive pela GloboNews em horário nobre, foi desmentida pelo registro em vídeo do ocorrido, num dos episódios mais lamentáveis da história recente da imprensa brasileira. O colunista Reinaldo Azevedo resumiu bem os fatos em um de seus textos.

A verdade é que Santiago foi morto por um criminoso, por um assassino. Aliás, criminosos são todos os “manifestantes pacíficos” que vêm tomando as ruas das cidades brasileiras desde o ano passado, com seus rojões, coqueteis Molotov, bombas caseiras, pedras, paus, tacos e tantos outros armamentos. A nossa imprensa, esquerdista até a medula, sempre chamou, e continua chamando esses bandidos de “manifestantes pacíficos”. E não só isso, mas neste caso específico teve a pachorra de culpar o Estado do Rio de Janeiro e a Rede Bandeirantes pelo ocorrido, numa nota indecente publicada pelo Sindicato dos Jornalistas do Rio de Janeiro no último dia 7, e não mencionar, nem de passagem, o verdadeiro responsável. Vale a pena acessar o link para se ter ideia do nível de insanidade a que chegamos. Como dizia um amigo meu, estamos diante de uma “horda de possessos”.

Pois esta “horda” não se cansa de despejar lixo, diariamente, em nossas casas, seja pela televisão, pelo rádio ou pelo computador. Se você viveu no Brasil nos últimos 12 meses, vai se lembrar, com certeza, do que passamos durante o ano passado. Todas as manifestações eram cobertas pela mídia como “manifestações pacíficas que acabaram em violência”. Ora, que eufemismo nojento! Se a manifestação tem violência, seja no início, no meio ou no fim, ela é violenta. Mas é claro que, para cumprir seu papel de agente ativo da subversão cultural, nossa mídia sempre noticiou os protestos pintando os manifestantes como seres iluminados e bonzinhos e os policiais como monstros repressores crueis.

Não posso dizer aqui que todos os manifestantes buscavam a violência – pelo contrário, a maioria das pessoas que lá estavam não tinha intenção nenhuma de tocar o terror. Mas isso não muda o fato de que os protestos eram sim violentos, e que só não acabaram no pior por causa da atuação positiva da polícia. Abaixo você encontrará um resumo das manifestações de 2013, e poderá constatar que a polícia, mesmo tendo lidado com mais de 3 milhões de manifestantes, não deixou sequer um ferido em estado grave, e nenhuma vítima fatal, em decorrência de suas ações.

  • Porto Alegre – protestos contra o aumento da passagem de ônibus eclodem no final de março de 2013. Centenas de manifestantes, vários deles empunhando bandeiras do PSOL e PSTU, depredaram o patrimônio público, quebraram vidraças, picharam o prédio da Prefeitura, quebraram ônibus, semáforos e placas de trânsito, e criaram um clima de guerra a arruaça. A polícia dispersou os manifestantes com bombas de efeito moral, e ninguém saiu ferido. Uma vereadora do PSOL, Fernanda Melchionna, saiu, como sempre, em defesa dos baderneiros, tentando se aproveitar da situação.
  • Goiânia – as manifestações começaram no início de maio de 2013, sendo que a mais violenta delas aconteceu no dia 28, na Praça da Bíblia. Os manifestantes atearam fogo em vários ônibus, destruindo cinco veículos. Nesta “manifestação pacífica” foram utilizados coqueteis Molotov, inclusive numa agência bancária incendiada pelos “manifestantes inocentes”. A polícia interveio, usando até a tropa de choque, e dispersou os manifestantes, prendendo 24 pessoas e deixando nenhum ferido.
  • São Paulo – diversas manifestações ocorreram durante o mês de junho na capital paulista, lideradas pelo Movimento Passe Livre, que se diz apartidário mas que luta ao lado da esquerda radical do PSOL e PSTU principalmente. Durante o mês inteiro o que se viu foi um abuso sistemático do direito à livre manifestação – os paulistanos enfrentaram o pior mês de suas vidas, com ruas, avenidas e até estradas interditadas quase que diariamente. O vandalismo, voltado principalmente ao patrimônio público, mas também a agências bancárias, ônibus e supermercados, deixou um prejuízo monstruoso para os cofres públicos e para os empresários. A polícia teve que agir em praticamente todas as manifestações, tanto com bombas de efeito moral como com balas de borracha. A mídia, à medida em que os protestos de intensificavam e cresciam em tamanho, começou a demonizar a ação policial, principalmente depois que alguns jornalistas acabaram feridos enquanto faziam a cobertura jornalística dos eventos. Apesar de toda a violência, dos black blocs, das depredações e da presença de mais de 100 mil pessoas nas ruas de São Paulo, a polícia não infligiu ferimentos graves a nenhum manifestante.
  • Rio de Janeiro – as manifestações ocorreram nos mesmos moldes das de São Paulo, chegando a reunir mais de 300 mil pessoas no dia 20 de junho de 2013. Depredações, incêndios, enfrentamentos com a polícia, queima de veículos particulares e ônibus, pichações e outros tipos de vandalismos foram prática constante dos “manifestantes pacíficos”. A polícia fez diversas prisões e utilizou armas não letais para controlar os protestos, como por exemplo bombas de efeito moral, balas de borracha e spray de pimenta. Novamente, como em todos os outros locais, não houve feridos graves em função da ação da polícia.
  • Restante do Brasil – diversas outras cidades tiveram manifestações semelhantes, todas durante o mês de junho. Quem estava no Brasil vai se lembrar de que todo dia era dia de manifestação. No entanto, em todas elas, sem exceção, a polícia, apesar de todo o aparato midiático que se posicionou contra, não deixou para trás um ferido em estado grave sequer. E as vítimas fatais se resumiram a um cidadão que caiu de um viaduto, um outro que morreu atropelado, e uma senhora que sofreu um infarto fatal, por causa de uma bomba jogada por manifestantes.

E agora, depois de tantos crimes que ficaram impunes, tantas depredações, tantos veículos queimados, finalmente aconteceu o pior: uma vida foi tirada, um assassinato foi cometido. Santiago Andrade soma-se às mais de 50 mil mortes violentas que acontecem todos os anos no Brasil. Embora sua vida não seja mais importante que as outras dezenas de milhares que são ceifadas a cada ano, sua morte tem um significado a mais: ela representa o triunfo da maldade e da torpeza desse governo sobre a nação brasileira.

Estamos há quase um ano nessa onda de manifestações, que têm acontecido por qualquer motivo, principalmente pelos menos relevantes possíveis – sai-se às ruas por causa de uma passagem de ônibus vinte centavos mais cara, mas não se sai por causa das centenas de milhões de nosso dinheiro de impostos gastos em Cuba pela senhora Dilma Roussef. Estamos há quase um ano vendo a polícia ser difamada diariamente, seja nestes protestos, seja na Cracolândia, ou nos rolezinhos. Estamos há quase um ano assistindo à deterioração da ordem social, patrocinada diretamente por esse grupo assassino que já mencionei no início do artigo, com o único objetivo de jogar o Brasil num caos tão grande que só reste ao governo se utilizar de poderes autoritários para restabelecer a ordem. Acha que estou sendo louco, ou adepto de teorias conspiratórias? Não fui eu quem recentemente assinou a “Garantia de Lei e Ordem“, autorizando a ação do exército nas ruas sob o comando do governo federal (leia-se PT). Foi a senhora Dilma Roussef, ex-integrante de uma organização terrorista, muito bem treinada para a guerrilha urbana. Não fui eu quem incitou a militância partidária a ir às ruas pedir a cabeça do governador de São Paulo. Foi Rui Falcão, presidente do PT, tão ou mais bem treinado que Dilma. São essas pessoas, que pegaram em armas, mataram, sequestraram, explodiram, enfim, que usaram o terror como instrumento de luta, que comandam hoje nosso país.

Foi para esse tipo de gente que entregamos a nossa riqueza produzida, os impostos arrecadados, nossas instituições democráticas e o pouco que restava de grandiosidade neste Brasil. Estamos prestes a entregar os últimos e mais importantes bens de nossa existência: nossas liberdades e nossa vida. Que Deus nos ajude.

Homofobia? Não. O nome certo é mentira, histeria e falta de caráter.

histeriaA esquerda brasileira perdeu a noção de muitas coisas, se é que já teve alguma. Em sua ânsia desenfreada de controlar as chamadas “minorias” e dividir a sociedade em grupos que se odeiem mutuamente, “intelectuais” esquerdistas abusam do uso de palavras e termos completamente fora de seu significado original, num movimento constante em direção à histeria e à manipulação das massas.

A motivação deste post são os acontecimentos recentes relacionados à morte do adolescente Kaique Augusto Batista dos Santos. Vejamos o que aconteceu, cronologicamente:

  1. Na madrugada do dia 11 de janeiro o adolescente é encontrado morto na Av. Nove de Julho, em São Paulo. As notícias sobre o ocorrido saíram no dia 16, em diversos portais. Coloco aqui a notícia da Folha para quem quiser ler.
  2. Logo de início a polícia trabalha com a hipótese de suicídio, a qual é contestada pela família e pelos amigos. Aliás, um dos amigos chega a dizer, de acordo com artigo do portal G1, que “Pelo simples fato de ele ser gay, acho que foi crime homofóbico”. Um raciocínio bastante lógico, não é? Ora, se alguém é gay, e morre, então é crime homofóbico.
  3. Um dos “intelectuais” de esquerda mais obtusos do Brasil, Leonardo Sakamoto, publica em seu blog uma quantidade imensurável de asneiras sobre o ocorrido, ainda no dia 16. Neste artigo o referido “intelectual” mostra toda sua histeria, preconceito e falta de inteligência. É uma peça magistral da idiotice esquerdista, que merece ser lida, depois de um Engov. Não deixe de acessar o link, por mais que me doa recomendar um artigo desse sujeito.
  4. Ainda no mesmo dia, seguindo a linha de Sakamoto, o deputado Jean Wyllys, também famoso por disseminar besteiras e idiotices em seus artigos, tweets e posts, publica mais uma ode à idiotice em seu blog na revista Carta Capital. Novamente, por mais que me doa, vale a pena ler (aproveite o efeito do Engov tomado para o artigo anterior) o que esse sujeito escreveu, as alegações que fez, e o nível de mentira, manipulação e engano de seu texto.
  5. No dia 17 o portal G1 publica notícia com alegações da família de que Kaique havia sido vítima de homofobia. Veja o que diz a irmã do adolescente: “Arrancaram todos os dentes  e espancaram muito a cabeça dele. Ele foi vítima de homofobia. Nós acreditamos nisso. Não tem prova, mas a gente acredita que foi isso”. Repare que ela admite não haver provas, mas que continua acreditando que foi um ataque homofóbico (assim como Sakamoto e Wyllys).
  6. A Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República publica, em seu portal oficial, nota em repúdio ao “assassinato brutal” e “motivado pela homofobia”. Sim, leitor, é isso mesmo que você está lendo – antes que a polícia concluísse sua investigação, a SDH já emitia seu posicionamento, ao lado de Sakamoto e Wyllys, todos unidos no mesmo sensacionalismo histérico irracional.
  7. Ainda no dia 17, um protesto é organizado, contra a homofobia. Detalhes deste evento podem ser lidos nesse artigo do portal Estadão.
  8. A polícia, após investigar os fatos, através de câmeras que filmavam o local no momento da morte do rapaz, e também de mensagens de despedida encontradas em seu diário, conclui que Kaique se suicidou. Não há a menor hipótese de que tenha sido um assassinato, muito menos que tenha sido crime de ódio, motivado pela homofobia. A própria mãe do rapaz reconhece publicamente o ocorrido, dando razão à polícia e desmentindo todo o circo criado pelos mentirosos de plantão. Veja artigo do Estadão para referência.
  9. Leonardo Sakamoto, Jean Wyllys, a Secretaria de Direitos Humanos, e mais um punhado de esquerdistas que se pronunciaram veementemente contra o “crime brutal” sofrido pelo adolescente, pelo caráter de ódio e pela homofobia, enfim, todos os que contribuíram para um pré-julgamento equivocado do caso, estão calados diante do resultado das investigações, devendo explicações sobre como puderam ser tão obtusos, mentirosos e preconceituosos.

A esquerda brasileira está desesperada. Bastou que meia dúzia de oponentes intelectuais se levantassem para que a militância esquerdista entrasse em estado de alerta máximo: qualquer acontecimento que possa ser usado para alavancar, de forma inescrupulosa, as bandeiras e as lutas da esquerda, cai em uma rede de “intelectuais” formada por blogueiros, professores universitários e políticos, que prontamente tecem suas análises mentirosas sobre os fatos, despejando mais e mais lixo na mídia, principalmente na mídia eletrônica, devido à facilidade de publicação de artigos.

O fenômeno está se avolumando a cada dia. Nas últimas duas semanas foram duas ocorrências de grande porte: o caso dos rolezinhos e agora este, da morte de Kaique. Mas temos que ter em mente, para entender o que está acontecendo, um fato crucial: para o esquerdista militante não há vida fora da política; tudo, absolutamente tudo, tem que ser tratado politicamente, tem que ser inserido na mentira da luta de classes e da revolução. O(a) esquerdista militante não consegue nem cumprir suas obrigações conjugais na cama sem conectar o fato à política – seu maior orgasmo é pensar na revolução e em como atingi-la. É por isso que a história trágica de um adolescente em crise amorosa que decide dar fim à vida se torna um crime de ódio aos homossexuais na cabeça perversa dessa turma.

Caso algum desses artigos que mencionei for apagado, me coloco à disposição de meus leitores para enviar-lhes os prints de tela de cada um deles, que estão bem guardados aqui comigo.

Quem precisa de Hollywood? / Brazilians don’t need Hollywood

The English version of this article is right after the Portuguese one.

saw

O cineasta, quando quer chocar sua plateia, muitas vezes se utiliza de cenas que parecem tão absurdas ao senso comum que provocam em quem as vê um misto de emoções: espanto, nojo, medo, curiosidade, repulsa, pavor etc. Quando o filme trata de maldades feitas a outras pessoas, e inclui mutilações, torturas, assassinatos cruéis, banhos de sangue, decapitações, degolas e carnificinas, por exemplo, alguns estômagos mais fracos chegam a ensaiar o vômito, enquanto algumas mentes mais afetadas pelas imagens podem ser perturbadas por dias seguidos, em pesadelos noturnos. Tudo isso porque não é nada agradável para um ser humano normal, não psicopata, assistir à destruição de seu semelhante.

É justamente por isso que até mesmo o cinema mais realista tem limites. Os estúdios, como querem ter lucros, não lançam produções que sejam capazes de enojar e afastar as pessoas a ponto de que, a partir do compartilhamento da experiência de quem já foi, muitos deixem de ir para não ter que passar pelo mesmo. Existe aí uma situação de equilíbrio delicado – até que ponto o filme pode forçar a barra nas imagens fortes? Até que ponto as pessoas irão para matar sua curiosidade? A partir de que ponto elas deixarão de ir para não ter que passar por uma experiência traumatizante, ou que fira seus princípios? E esse ponto varia de acordo com o tipo de filme. Películas de terror parecem ter um limite muito mais alto de tolerância, pois seus espectadores já entram no cinema sabendo que virá “chumbo grosso” pela frente. Todavia, esse gênero é preferência de uma minoria, o que se pode constatar pela ausência de filmes de terror entre as 50 maiores bilheterias da história do cinema.

De qualquer forma, com cenas fortes ou não, o filme possui uma característica maravilhosa: ele acaba. Você desperta daquele sonho dirigido, sai do cinema, entra no carro, e volta para a realidade da vida. Isso seria o normal. Para nós, brasileiros, o filme nunca acaba, e ele é sempre de terror.

As cenas mostradas ontem na reportagem da Folha de São Paulo superam a de qualquer filme da série Jogos Mortais. O frio assassino da série, ainda que cruel e sanguinário, não chega aos pés dos criminosos de Pedrinhas. O modo com que lidam com os cadáveres decapitados, a frieza com que brincam em meio às poças de sangue, enfim, a cena toda, cada um dos 42 segundos de filme disponíveis na reportagem causa um misto de emoções muito mais complexo e horripilante do que qualquer filme de terror, por um motivo muito simples: são 42 segundos de realidade, não de ficção. Ninguém em sã consciência sai de um dos filmes da série Jogos Mortais com medo de ser raptado, torturado e morto pelo maníaco Saw. Mas qualquer pessoa de bem, em sã consciência, termina de ver esses 42 segundos e pensa que aquilo poderia, sim, acontecer consigo ou com qualquer pessoa ao seu redor.

Não é exagero pensar assim quando se vive no Brasil. Com 50.000 mortes violentas por ano, somente os brasileiros alienados é que podem dizer que somos abençoados porque não somos um país que participa de guerras. Nenhuma guerra ou conflito em andamento, ou que tenha acontecido nos últimos vinte anos, fez tantas vítimas no mesmo espaço de tempo do que o Brasil sem guerra. Aqui, além da morte ser mais provável, ela é mais cruel. Aqui não tememos apenas a figura da morte, capaz de nos abreviar a vida. Tememos mais ainda a figura do assassino desumano, capaz de tornar os últimos momentos de nossa vida em algo monstruoso, cruel e de arrepiar os ossos.

Enquanto estivermos sob o governo de um partido que tem como aliados Farc e PCC, não vejo nenhuma possibilidade de melhora. Afinal, se nossa presidente praticou o terrorismo, bem como tantos outros “ex-guerrilheiros” que ocupam cargos no executivo e legislativo, é apenas uma questão de tempo para que traficantes e assassinos também o façam, debaixo da benção do PT. Temo por todos os paulistas neste ano de 2014, quando teremos eleições para o governo estadual, pois não será surpresa alguma se os ataques do PCC de 2006 se repetirem “coincidentemente”, para desestabilizar o governo atual e favorecer o candidato do PT. Esse partido é capaz das sujeiras mais inacreditáveis para ganhar o governo de São Paulo.

Parafraseando o dito popular, basta estar no Brasil para morrer.

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The film-maker that wants to shock his audience makes use, many times, of scenes that seem so absurd to the common sense, and that are able to cause a set of mixed emotions into the person that watches them: astonishment, disgust, fear, curiosity, repulse, fright etc. When the movie includes perversity toward other people, with mutilations, tortures, cruel murders, blood baths, decapitations and slaughters, for example, some people happen to get stomach sick, and others have their minds affected in a way that nightmares become frequent for some days after the movie. And all that happens because it’s not pleasant at all, for a human being, at least for a sane one, to watch the destruction of his neighbor.

That is exactly why even the most realistic film-maker has limits. The studios, in order to be profitable, do not release productions that push people away, to the point that one can share his horrible experience with others, who may give up watching it in order to avoid going through the same experience. This seems to be a situation of delicate balance – how far the movie can go on strong images? How strong can they be so that people will go because of their curiosity? What is the turning point, when people will not go to the movie theater to avoid a traumatic experience or even to avoid having their principles disrespected? That point is surely different for different kinds of movies. Horror movies seem to have a much higher tolerance threshold, since their spectators already know, from the start, that bad stuff is coming. However, this genre is appreciated by a minority of fans, information that may be confirmed by looking into the top fifty blockbusters ever, a list with no horror movies in it.

Anyway, with strong scenes or not, a movie has a great feature: it ends. You wake up from that guided dream, leave the theater, get in your car, e go back to the reality of life. That would be the normal situation. But for us, Brazilians, the movie never ends, and it’s always a horror one.

The scenes showed yesterday in an article from Folha de São Paulo overcome any movie from the famous series, Saw. The cold-blooded killer from that fiction, although cruel and bloodthirsty, does not measure up to the criminals from Pedrinhas, a small city from the Brazilian state of Maranhão. The way they treat the decapitated corpses, the coldness of joking amid blood pools, the whole scene – each of the 42 seconds of footage available in the article causes a set of mixed emotions far more complex and more horrifying than any horror movie, for a very simple reason: they are 42 seconds of reality, not fiction. No sane person leaves a Saw movie session afraid of being kidnapped, tortured or killed by the Saw maniac. But any ordinary sane person will believe, after watching those 42 seconds, that that may, indeed, happen to him or herself, or to any beloved one.

Thinking like that is not thinking extreme when you live in Brazil. With 50,000 violent deaths per year, only alienated Brazilians will say that we are a blessed people because our country does not engage in wars. No actual war or conflict, nor any war or conflict from the last twenty years, has had so many victims, within the same timeframe, than the warless Brazil. Here death is not only more probable, it is also crudest. Here we do not fear death itself, as able to shorten our life – we fear most the inhuman killer, who is able to turn the last moments of our lives into something monstrous, creepy and cruel.

As long as we are under the government of a party that has allies like the Colombian Farcs and the PCC (the largest criminal organization in Brazil), I cannot see better times ahead of us. After all, if our president has perpretated terrorist acts in the past, as well as many other “former guerilla fighters” that are currently inside the executive and legislative institutions, it is just a matter of time until drug dealers and killers can also climb to those positions, under the blessing of the Workers Party, PT. I fear for all people from São Paulo state in this year of 2014, when every Brazilian state will go through elections. For one will not be surprised if the 2006 attacks from PCC will “coincidentally” happen again, as a way to destabilize the current government and favor PT’s candidate to the state government. This party is capable of the most unbelievably dirty schemes to win the São Paulo state government.

Paraphrasing a popular saying, you just have to be in Brazil in order to die.

Bandido bom é…

jailcell2_1Qual foi o complemento da frase que passou imediatamente em sua cabeça quando você leu as três palavras do título? Esse complemento diz muito sobre sua inclinação política e sobre o seu caráter. Vou contar uma breve história, mas fique com esse complemento em mente, pois você vai precisar dele mais tarde para finalizarmos o texto.

Tenho amigos e conhecidos que moram no Rio de Janeiro, e por mais que cariocas e paulistanos tenham uma certa rixa regionalista, uma coisa temos em comum: vivemos em constante estado de temor por nossa segurança. Por mais que vejamos notícias de assaltos, homicídios, sequestros e arrastões, eu nunca havia tido o infortúnio de passar por uma situação mais perigosa, e nem mesmo conhecia alguém que tivesse passado. Mas isso foi até sábado passado, quando vi o post de Facebook de um conhecido do Rio, pedindo que enviássemos nossos contatos novamente pois ele havia sido sequestrado e passado mais de três horas em poder dos bandidos.

Sabendo do ocorrido, consegui falar com ele no dia seguinte. Os detalhes foram assustadores: ele foi pego por quatro bandidos, que o fizeram trocar de veículo e acompanhá-los por diversos bancos e lojas para realizar saques e compras nos cartões de débito. Um dos bandidos carregava uma granada e ficava tirando e recolocando o pino de segurança, e houve momentos em que ensacaram a cabeça da vítima que, pai de família e com suas crianças esperando em casa, pensou que jamais os abraçaria novamente.

Uma coisa que esse conhecido me contou foi que os bandidos, em vários momentos, se referiam ao que estavam fazendo como “trabalho”. Lembrei imediatamente de um depoimento recente que saiu em portais de notícias e nas mídias sociais de uma mãe de bandido que sabia que seu filho saía para assaltar e diante das câmeras dizia “ele sai para trabalhar toda manhã”. Parece apenas uma gíria, um modo de falar, mas quando uma pessoa acredita que sair para cometer crimes é um trabalho, qual a chance dessa pessoa abandonar essa vida de crimes e sair em busca de um trabalho de verdade? Nenhuma! A partir do momento em que se subverte o significado de “trabalho” em algo tão torpe e tão longe do significado original da palavra, a perda de conexão do símbolo com o real afeta todos os outros símbolos (palavras) que se relacionam a ela. Por exemplo: se eu acredito que roubar é uma forma de trabalho, então vou acabar acreditando que roubar é aceitável, pois o trabalho é algo não somente aceitável, mas desejável em nossa sociedade. Além disso, para tornar esse conceito palatável a mim mesmo terei que acreditar que o bandido não tem culpa do que faz. E assim por diante.

Voltemos agora ao início do texto, e ao que passou em sua mente. Se você pensou logo em complementos do tipo “Bandido bom é bandido preso” ou “Bandido bom é bandido morto”, é porque você é um cidadão normal, que preza pela vida, que acredita que as pessoas são responsáveis por seus atos, e que sabe que lugar de bandido é na cadeia.

Mas, incrivelmente, vemos gente que completa essa frase com “Bandido bom é todo bandido, pois são injustiçados pela sociedade e não têm outra opção senão o crime”. Se você pensou assim, meus pêsames: sua mente já foi dominada pela ideologia nojenta e repugnante de um dos homens que mais causou mal ao mundo, Jean-Jacques Rousseau. Esse imbecil conseguiu construir um arcabouço de ideias absurdas que tentam provar que o homem é bonzinho, mas a sociedade o corrompe e praticamente o obriga a ser um criminoso.

A sociedade brasileira não suporta mais o modo leniente e a impunidade com que são tratados os bandidos que nos tiram a paz e a vida. Nossos 50.000 mortos por ano nos tornam um dos países mais violentos do mundo, e nossas ONGs e órgãos de defesa dos direitos humanos continuam do lado errado. Esse é o modo que a esquerda opera, por mais antagônico que seja ao desejo da população.

Em 2014, Direitas Já!