Dividir para conquistar

A esquerda é expert na fabricação de divisões e na incitação de ódio entre os diversos grupos que compõem a população brasileira. Já abordei esse assunto no meu primeiro livro, onde mostrei que o ativismo político montado sobre as minorias é sempre fruto do trabalho de pilantras e engenheiros sociais que não pertencem a minoria alguma, e que têm como objetivo único manipular a população e a opinião pública para satisfazer sua agenda. Embora esta estratégia, o dividir para conquistar, seja mais antiga do que a prostituição, a maioria das pessoas simplesmente não percebe o que está acontecendo e morde direitinho as iscas que são jogadas em nossa mídia.

A bola da vez é a promoção de uma suposta intolerância religiosa, como se o Brasil fosse a Irlanda do Norte do último quarto do século passado, e como se tivéssemos milícias de religiosos armados atacando-se mutuamente e perpetrando atos de terrorismo para marcar suas posições. O jornalismo porco e mentiroso de esquerda, que predomina na mídia nacional, adora usar comparações desproporcionais para tachar qualquer opinião contrária aos ideais marxistas como alguma-coisa-fobia, ou como intolerância-a-não-sei-o-que-lá. É uma tática facilmente perceptível, mas que parece passar incólume pela peneira crítica das pessoas. O exemplo mais comum que temos visto é o uso da palavra homofobia, que tem sua origem na agressão e morte de homossexuais por causa somente de sua orientação sexual, e que hoje é usada para qualquer manifestação minimamente oposta à corrente de pensamento imposta pela militância política da causa gay. Homofobia é matar ou ferir um homossexual porque ele é um homossexual. No Brasil de hoje, homofobia é chamar o juiz de viado.

Mas, como já disse acima, a bola da vez é a religião. Depois que Silas Malafaia conclamou o boicote dos fiéis de sua igreja aos produtos de O Boticário (assunto que rendeu um artigo meu na Gazeta do Povo), parece que a mídia resolveu enfatizar notícias que normalmente nem seriam publicadas, mas que agora, no conjunto, parecem dar a ideia de que o Brasil tem sua própria guerra religiosa acontecendo. isisAs notícias vão sendo publicadas com um viés planejado, e a sugestão de que os crimes foram cometidos por religiosos intolerantes é dada de maneira clara, sem que investigação nenhuma tenha apresentado tal conclusão, sem evidências comprobatórias e sem nada de concreto para sustentar a tese. O apedrejamento da menina do candomblé, o vandalismo ao túmulo de Chico Xavier, a morte do diretor de um centro espírita, e outras notícias que têm pipocado na mídia com muito mais ênfase do que em outras épocas – tudo parece indicar que o bode foi colocado no meio da sala, e o nome dele é cristianismo.

No ano passado, 60 mil brasileiros morreram assassinados, vítimas de uma política pública de segurança irresponsável e de um governo comprometido com o bem-estar dos criminosos. Morrem no Brasil, em um ano, mais pessoas do que durante todo o conflito entre israelenses e palestinos, mas quando morre um religioso os “experts” investigativos da mídia concluem rapidamente que a motivação é religiosa. Afinal, a chance de alguém morrer assassinado no Brasil é tão pequena, não é mesmo? E de notícia em notícia os cristãos brasileiros vão ganhando uma imagem de guerrilheiros do ISIS, como se estivessem prontos a decapitar fileiras de infiéis e postar seus vídeos na internet.

A continuar assim o Brasil tem tudo para ser um país realmente comunista, no sentido mais macabro da palavra. Remova-se toda a caridade feita pelas muitas instituições religiosas que ainda se comprazem dos pobres e desvalidos, e restarão apenas os programas de compra de votos que o governo petista tenta vender como solução para a miséria do povo. Elimine-se todas as igrejas do país, e restará apenas a devoção a um partido bandido como único preenchimento para o vazio da alma das pessoas.

Num país onde o único deus é o estado, o inferno é a realidade de cada dia.

Flavio Quintela é escritor e tradutor de obras sobre política e filosofia, e autor dos livros “Mentiram (e muito) para mim” e Mentiram para mim sobre o desarmamento”.

Monopólio da cidadania

Artigo publicado no Correio Popular de Campinas, seção Opinião, edição de 22 de novembro de 2014.

A esquerda sempre teve um cacoete muito grave: o de se enxergar como detentora do monopólio das virtudes. Os pensadores e filósofos que construíram o socialismo e suas vertentes o fizeram de suas casas amplas e aristocráticas, amparados pela riqueza de suas famílias. O mundo dos pobres e dos desfavorecidos nunca lhes foi nada além de um mundo imaginado, de uma realidade extremamente distante, razão pela qual suas soluções para os problemas de desigualdade social sempre geraram cada vez mais pobreza em todos os lugares onde foram implementadas.

Mas, a despeito do fracasso prático dessas soluções e ideias, o simples fato de declararem uma preocupação para com os mais pobres parece ser mais que suficiente para inflar o ego de grande parte dos militantes de esquerda. Aqui no Brasil o fenômeno é facilmente identificável entre os membros do partido governista, o PT, desde o seu surgimento até os dias de hoje. Sua fundação foi auto-aclamada como a de uma agremiação até então jamais vista, composta de “salvadores da pátria”, gente que iria injetar uma dose cavalar de ética e honestidade na política brasileira. Muitos que participaram desse início dificilmente poderiam ser considerados representantes dos trabalhadores que se propunham defender; os que o poderiam fazer com alguma legitimidade, caso do próprio Lula, se transformaram, durante os muitos anos no poder, em exemplos máximos da nova aristocracia brasileira, vivendo um estilo de vida que nem os homens mais bilionários do planeta costumam viver. Cruzam o país em jatos particulares, bebem garrafas de vinho mais caras que um automóvel, e continuam dizendo que são do povo, e contra a elite.

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Do alto de sua pseudo-humildade megalômana acusam todos os que não concordam com suas posturas, ideias e ações de serem contra os pobres, transformando-os em bodes expiatórios da nação. Sim, todos aqueles que não querem o governo do PT e que estão se manifestando contra ele nas ruas estão sendo difamados e caluniados pela liderança petista. Manifestantes que marcam suas passeatas no final de semana, pois não podem se dar ao luxo de perder um dia de trabalho, que não vandalizam o patrimônio público e nem o privado, que não colocam máscaras para esconder seus rostos, que não colocam fogo em pneus para bloquear estradas, esses são chamados de golpistas, de antidemocráticos, de elite branca, de burguesia inconformada. A diferença entre o discurso e a realidade é tão gritante que chega a ser ofensiva à inteligência. Quando o MST invade os gramados de Brasília e agride policiais, a presidente da república os chama para dialogar. Quando milhares de pessoas tomam pacificamente as avenidas de São Paulo num sábado à tarde, o partido da presidente da república os chama de golpistas, fascistas e reacionários.

O que nos resta? A quem não faz parte das minorias agraciadas pelo PT foi reservada uma categoria diferente: a de cidadão de segunda classe. Os que não se qualificam para nenhuma bolsa, para nenhuma ajuda governamental, que não se beneficiam por conta de seus antepassados negros ou indígenas, que não são filiados ao partido, que não têm cargos comissionados na máquina estatal petista, esses todos, que compõem a maioria dos brasileiros, não podem sequer exercer seu direito de expressão, pois qualquer opinião ou ação contra o governo é rapidamente classificada como quase criminosa, como um atentado à democracia. Não que isso seja algo espantoso – o PT sempre deixou claro em seus documentos e congressos que tinha como objetivo a hegemonia, e isso significa massacrar toda e qualquer oposição, mesmo a de ideias. O próprio Lula já comemorou em público a ausência de candidatos de direita nas eleições presidenciais, como se isso fosse a coisa mais saudável do mundo. Pluralidade não é uma palavra muito querida por ele e seus companheiros de partido, a não ser quando aplicada a reais, dólares ou euros.

Já passou de hora de desmascarar esses “homens do povo”. É isso que nos resta, expor suas contradições, sua hipocrisia e suas mentiras. Eles têm o poder do estado e do dinheiro farto, mas não têm ao seu lado a verdade. Enquanto houver espaços a ocupar onde se possa falar a verdade, ela acordará pessoas e libertará mentes. Assim eu espero.

 

Flavio Quintela é escritor e tradutor de obras sobre política e filosofia, e autor do livro “Mentiram (e muito) para mim”.

Mandela: mais um ícone da esquerda

mandelaMorreu ontem Nelson Mandela, e os brasileiros demonstraram, nas mídias sociais e na mídia em geral, o quanto são capazes de construir sua “opinião” com base em meia dúzia de notícias alardeadas em telejornais e posts sentimentais de Facebook, ignorando por completo os fatos históricos e a situação atual da África do Sul.

Nelson Mandela foi preso por um motivo muito simples: ele era um terrorista a serviço do comunismo. Ele foi o líder fundador da força de guerrilha da ANC, conhecida como MK, organização autora de centenas de assassinatos, incluindo atentados covardes com bombas em lanchonetes, igrejas, bares e outros lugares cheios de civis inocentes. Quando finalmente foi levado a julgamento, as acusações não foram pequenas: “A preparação, manufatura e uso de explosivos, incluindo 210 mil granadas de mão, 48 mil minas antipessoais, 1.500 bombas-relógio, 144 toneladas de nitrato de amônio, 21,6 toneladas de pó de alumínio e uma tonelada de pólvora negra”.  São nada menos que 193 acusações relativas a atos de terrorismo cometidos entre 1961 e 1963. Seu julgamento foi feito com transparência, pelo sistema judiciário normal, com a presença de observadores internacionais. Sua sentença foi de trinta anos de prisão, muito menor do que a de muitos assassinos em menor escala – nos Estados Unidos uma pena de homicídio pode facilmente chegar a perpétua ou mesmo de morte.

Em 1985 foi-lhe oferecida a liberdade em troca de sua declaração de repúdio pelo terrorismo – oferta recusada pelo senhor Mandela, que preferiu continuar preso e fabricar sua beatificação do que admitir que o que havia feito era repugnante e errado. Depois de trinta anos pagando pelos seus erros, esse senhor foi catapultado pela mídia esquerdista à condição de guerreiro incansável pela paz. Mas ele jamais deixou de lado suas convicções, as mesmas que o levaram a cometer os atos terroristas e que sempre o definiram como um comunista engajado. Mandela nunca foi bonzinho, e o fato de que tenha ficado na prisão por trinta anos não o credencia a ser um santo salvador. Muito pelo contrário: após sua libertação e seu retorno à política sul-africana, o país entrou num processo de degradação social acentuado: o número de sul-africanos miseráveis, ou seja, vivendo com menos de um dólar por dia, dobrou entre 1991 e 2002, de dois milhões para quatro milhões de pessoas. O desemprego aumentou 48% no mesmo período, e a criminalidade atingiu níveis absurdos.

E a questão racial? Bom, ela com certeza piorou bastante. A organização Genocide Watch, que faz um trabalho fenomenal, monitorando os casos ativos de genocídio no mundo, denuncia o assassinato cruel de mais de setenta mil brancos sul-africanos nos últimos anos, números que tornam esse grupo étnico o mais perseguido do mundo atual: para cada 100.000 brancos sul-africanos, 310 são mortos todos os anos, simplesmente pela cor de sua pele, pois são na maioria agricultores indefesos, mulheres e crianças. Os relatos são de uma crueldade inimaginável, com tortura e mutilação de crianças, ateamento de fogo em famílias inteiras e outras práticas indescritíveis. Quem quiser conhecer um pouco mais do que está acontecendo a essas pessoas deve acessar o site Afrikaner Gonocide Museum – as imagens falam por si. Nunca na história do Apartheid os negros foram assassinados com tamanha brutalidade e frieza. Lógico que isso não justifica o Apartheid, regime cuja queda constitui na única boa ação de Mandela, mas muito menos justificável é o que acontece hoje na África do Sul.

Diante de tudo isso, exaltar Mandela como um bravo combatente pela paz mundial é não querer aceitar a verdade, que é muito mais dura. É avalizar o comportamento deste terrorista comunista, que deixou um legado de mortes e uma África do Sul adoecida com o racismo. O comunismo nunca foi bom em nenhum lugar onde existiu, e não seria na África do Sul, cada vez mais próxima de se tornar a Cuba do continente africano, que isso seria diferente.

Dizem que vaso ruim não quebra. Esse quebrou.

Adição de última hora: depois de reler meu texto algumas vezes e de ler a opinião de diversas pessoas a respeito, tenho que fazer uma retratação. Não quero deixar a falsa impressão de que o Apartheid foi um regime sequer perto de bom. Mandela tem o mérito de uma luta árdua contra esse regime, fato que não pode ser deixado de lado. E o racismo que continua a assolar a África do Sul não pode ser creditado somente ao governo de Mandela.

É oficial agora: o PT e Lula assumem o lado dos bandidos. Ou: o PT prepara o ataque final.

bombaTodo mundo com um mínimo de esclarecimento sabe que o PT é um partido cheio de bandidos, que gosta de bandidos e que os defende, até mesmo por instinto de autopreservação. Durante os dias em que acompanhamos na mídia a prisão dos mensaleiros e toda a novela Genoino, foi comum ver petistas, sozinhos ou em pequenos grupos, saírem em defesa de seus amiguinhos criminosos, sempre com o discurso ridículo e mentiroso da injustiça.

Mas a coisa evoluiu – digo, evoluiu nos padrões PT, como um câncer evolui em um corpo, pois para o Brasil não passa de uma involução – e agora o partido toma oficialmente posição ao lado de uma quadrilha de criminosos. A notícia veiculada hoje no website do Estadão, ao mesmo tempo que não me surpreende, por se tratar do PT, me entristece e me enoja, pois o descaramento do partido e a afronta aos brasileiros e às nossas instituições são algo “nunca visto na história deste país”. O PT faz chacota e ridiculariza o país e os brasileiros, e os brasileiros dão em troca seu voto a esse mesmo PT. Estamos diante de uma nação de pessoas inermes desprovidas de auto-estima, caminhando em direção à loucura generalizada e à extinção do bom senso.

Mas vejamos como será essa oficialização do apoio à bandidagem. Sabemos que acontecerá no quinto congresso do partido, marcado para a semana que vem em Brasília. Essa informação diz muito, mas muito mesmo sobre a importância que o PT e Lula estão dando à prisão dos mensaleiros. Parece que resolveram jogar pesado, pois os congressos petistas são os eventos onde a estratégia do partido para os próximos anos é passada aos militantes, que a partir daí tomam as resoluções como guia para sua ação nas comunidades, nos municípios e nos estados. O que estamos vendo acontecer não é pouco preocupante: o partido que ocupa o Governo Federal entrou em campanha oficial para sabotar e destruir o Judiciário e o Legislativo.

De acordo com a matéria, já na sexta-feira, dia 13 de dezembro, consta como programação para as dez da manhã o seguinte evento: “Solidariedade aos companheiros injustiçados”. O tom do evento será de exaltação aos mensaleiros e de ataques ao STF, especialmente ao seu presidente, o ministro Joaquim Barbosa. Tenho que dizer isso novamente: o que estamos vendo acontecer não é pouco preocupante! Temos que saber a diferença entre opiniões distintas de determinadas pessoas e discurso oficial de um partido, no caso o partido que ocupa o governo. O peso do posicionamento de todo o partido, sob a liderança do próprio Lula, que prometeu incluir no discurso de abertura do congresso o caso dos mensaleiros “injustiçados”, é muito grande, e vai fazer uma pressão sobre nossa frágil estrutura democrática, que pode vir a quebrar. A imagem de um governo totalitário vem à mente cada dia com mais facilidade – estamos prestes a passar para a fase aguda da revolução marxista pela qual o PT sempre trabalhou, e continuamos caminhando como aquelas vaquinhas que caminham para o matadouro.

Voltando ao presente, o texto-base que será usado nas mesas de discussão do congresso petista inclui basicamente duas críticas: ao sistema político-eleitoral e ao judiciário. Me chamem de louco se quiserem, mas para mim louco é quem não enxerga o óbvio: o PT fará tudo o que puder para remover os dois obstáculos que ainda impedem o partido de instaurar sua ditadura comunista no Brasil, que são o poder Legislativo e o poder Judiciário. Para destruir de vez a democracia o PT precisa destruir a tripartição de poder, e para isso irá concentrar esforços nessas duas frentes.

A primeira, a reforma política-eleitoral, é o modo que o PT acredita ser o mais fácil para acabar com o Legislativo. As propostas petistas nessa área são extremamente danosas para o sistema eleitoral, favorecendo os partidos que estão no poder, estabelecendo voto em lista fechada e levando partidos de oposição e pequenos partidos à míngua. É uma maneira velada de destruir o Legislativo, pois consiste em barrar a entrada de políticos oposicionistas, em vez de atacar diretamente a instituição Congresso/Senado. Nesse ponto, só há vantagens para o PT, pois as mudanças podem ser feitas todas “democraticamente”, através de votações no Congresso e no Senado, e que atingem também assembléias legislativas estaduais e câmaras de vereadores. É um tiro que mata diversos coelhos de uma vez só.

A segunda, a destruição do Judiciário, não pode ser feita da mesma forma, já que não há eleições para o Judiciário. Então a opção feita foi a do confronto direto, do ataque público, da calúnia e difamação de todo o Judiciário, e especialmente de seu representante máximo, Joaquim Barbosa. De acordo com o texto petista, o sistema judiciário brasileiro é “lento, elitista, pouco transparente e permeado por interesses privados”. Não há outra conclusão: o ataque começou, e como em toda a guerra, as armas mais pesadas ainda não foram usadas. Se o discurso petista já começou neste tom belicoso, o que veremos à frente é uma postura de ódio visceral e de combate a todo custo. Novamente, isso não é pouco preocupante.

Terminando, sai desse congresso o mote para a campanha de 2014, que o PT usará tanto no governo federal como em todos os lugares onde disputar a continuidade do governo: Nunca Menos! Creio que não preciso falar mais nada. Imagine um país que tenha nunca menos de PT, o que equivale a sempre mais PT: é a desgraça maior que um povo poderia ter, é o buraco para o qual estamos caminhando, é o inferno que nos envolve. Dias negros virão…

Black blocs mascarados reacionários da direita

solnikUm médico que acredita que o coração fica no abdômen, um engenheiro civil que calcula a quantidade de concreto em uma obra jogando búzios, um advogado que decorou apenas os diálogos do último gibi do Cebolinha – todos esses exemplos poderiam servir como analogias da maioria dos jornalistas brasileiros da atualidade. Foi isso que pude ver ontem em noventa minutos de Roda Viva, que poderia ter sido chamado de Roda Burra. O nível de alguns “jornalistas” que ali se encontravam era tão ruim que não seria um exagero chamá-los de analfabetos funcionais.

Para quem não viu, o músico e escritor Lobão foi o entrevistado de ontem no Roda Viva, exibido na Cultura todas as segundas-feiras a partir das 22h. Foi um programa bastante divertido o de ontem, com o Lobão cercado de comunistas (alguns mais exacerbados que outros), disparando suas pérolas em resposta a perguntas muitas vezes idiotas, e mostrando uma sinceridade ímpar em todo o tempo. Mas se a parte divertida e positiva foi ver Lobão defendendo com muita competência os princípios que eu tanto prezo, como as liberdades individuais, o livre mercado e a propriedade privada, a parte divertida e negativa foi ver pessoas que se chamam de jornalistas falarem besteiras sem tamanho, e sem vergonha na cara. Apenas Augusto Nunes, que mediava o programa, e Tiago Agostini, que manteve suas perguntas no âmbito cultural, pareciam não ter saído de um hospício. Aos demais só faltavam as camisas de força.

Adriana Couto, apresentadora do Metrópolis, baseou suas perguntas no último livro do Lobão, Manifesto do Nada na Terra do Nunca. O problema é que as perguntas que ela fez soam absurdas para quem leu o livro, como eu. O que me leva a concluir que: a) ou ela não leu o livro e fez perguntas baseadas apenas em resenhas ou trechos isolados, b) ou ela leu o livro e não conseguiu entender, mesmo sendo uma leitura relativamente fácil e de vocabulário simples. As duas opções são péssimas. Um jornalista não pode ir a um programa de entrevistas como o Roda Viva, decidido a perguntar sobre uma obra do entrevistado, sem ler a obra! Agora, se leu a obra e não conseguiu entendê-la, não pode ser jornalista! Acontece que no Brasil pode, infelizmente, e se tornou muito comum a presença de “profissionais” que não conseguem mais apreender o significado real das palavras quando leem um texto. Por isso os chamei de analfabetos funcionais, pois, quando tentam ler, captam apenas significados automatizados de palavras que lhes estimulam as áreas adestradas de suas mentes, e este processo é desprovido de uma análise racional, estando muito mais ligado ao adestramento cultural a que foram submetidos e do qual não conseguem se libertar.

Mas o ponto alto da noite ainda estava por vir, e teria de vir de Alex Solnik, que personificou a demência em seu mais alto nível, ao perguntar para Lobão sobre os Black Blocs e, antes mesmo da resposta do entrevistado, complementou com a frase que ficará para sempre gravada nos arquivos da televisão brasileira:

“Black Blocs são de direita, porque usam máscaras.”

Afora as boas gargalhadas imediatas que essa jumentice provocou em mim e em muitos outros que assistiam ao programa naquele momento, a realidade disso é muito triste. Como pode uma pessoa dessas ser chamado de jornalista e, pior, trabalhar em uma revista e ser chamado para um programa como o Roda Viva? O raciocínio deste senhor é mais fantasioso do que o de uma criança em idade pré-escolar. E sua frase mais idiota da noite corrobora a idiotice do restante de suas perguntas, um apanhado de chavões ideológicos desconexos, sem mencionar sua falta de polidez durante o programa.

Essas pessoas que ali estavam ocupam lugares em grandes órgãos da mídia nacional. Não seria um exagero supor que há muitos outros como eles espalhados por grandes jornais, revistas e programas de televisão. Na verdade, uma breve leitura dos principais portais de notícias brasileiros deixa muito claro que essa suposição já se comprovou como realidade. O que lemos, com poucas exceções, são textos pessimamente escritos, carregados de lugares comuns, pontilhados com palavras-gatilho, que são a ferramenta para atingir o único objetivo desses jornalistas militantes: disparar reações sub-racionais em seus leitores pelo uso massivo de chavões ideológicos e palavras de difícil conexão com a realidade.

A mim, diante de tal loucura do senhor Alex Solnik, me resta alertá-lo sobre alguns perigosos Mascarados Reacionários de Direita com os quais ele pode se deparar em algum momento. Cuidado com esses, Alex Solnik: Zorro, Lanterna Verde, Batman, Bloco de Carnaval de Salvador, Pilotos de Fórmula Um, Pilotos de Motovelocidade, Lutadores de Esgrima, Jogadores de Hóquei, Jason do Sexta-Feira 13, Fantomas, Tartarugas Ninjas e muitos outros.

Brasil, um país de (?)

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O logotipo oficial do governo petista tem em sua composição a frase “Brasil, um país de todos”. Era de se esperar que as mentiras desse governo começassem logo em seu logotipo, por isso não surpreende que hoje, debaixo das mãos de Lula e Dilma, o Brasil seja um país de qualquer minoria, mas jamais um país de todos.

A palhaçada em que consiste a defesa das minorias baseia-se num conceito absurdo, mas que é defendido pelos esquerdistas como se fosse pura lógica: a dívida histórica – olhar para situações passadas e buscar culpados no futuro, alegando que os mesmos têm o dever de reparar a injustiça feita pelos antigos. Para ilustrar esse enorme engodo eu peço que o leitor imagine uma situação em sua família: você chega a sua casa depois de um dia de trabalho e/ou estudos, ansioso por tomar um banho, sentar no sofá e espairecer um pouco em frente à televisão. Mas logo ao chegar percebe que há uma correspondência timbrada com algum símbolo do judiciário. Você abre o envelope e dentro encontra um aviso de execução: sua casa será tomada para venda em leilão por conta de uma dívida que seu bisavô contraiu e não pagou. A dívida ficou esquecida por duas gerações, mas o bisneto do credor de seu bisavô resolveu cobrá-la agora, e quem vai ter que pagar é você.

Esta situação é absurda, e não encontra respaldo em nossas leis, pois um homem, ao morrer, livra-se de todas as suas dívidas, e ninguém pode ser coagido a assumi-las. No entanto, com o propósito oculto de dividir a sociedade brasileira para assim dominá-la mais facilmente, o governo petista tem promovido a quebra sistemática dessa garantia legal que temos de não sermos cobrados por erros de nossos antepassados, já que cada pessoa é responsável por seu destino, e deverá responder individualmente por suas decisões, sejam elas acertadas ou erradas. Ao estabelecer sistemas de cotas, sejam os critérios quais forem, dividem a sociedade em grupos menores, fomentando o ódio entre eles, que passam então a confiar no “governo bonzinho que cuida de mim” como o único mediador justo para causas que, não fosse esse mediador diabólico, nem existiriam.

Tomemos o caso das cotas no sistema de ensino federal como exemplo. Em reportagem publicada hoje no website do Estadão aborda-se a constatação de desigualdade na competição por vagas em universidades federais entre cotistas. A situação seria ridícula, não fosse tão trágica para nosso futuro. Os gênios que bolaram o sistema de cotas para o ensino superior federal resolveram que separariam os alunos por nível de renda e por terem cursado ou não um colégio público no segundo grau. A reportagem em questão mostra que, ainda assim, dentro do público cotista, o número de candidatos por vaga é muito diferente quando se considera um recorte feito com base racial, e isso mostra um novo foco de desigualdade dentro do sistema. Olhando para esses dados existem duas interpretações possíveis:

Interpretação racional: o sistema não funciona, pois há muitas variáveis envolvidas, tornando impossível chegar a um coeficiente de cotas que reflita a realidade social daquele momento. Os candidatos a vagas no ensino superior podem ser pobres, ricos, brancos, negros, índios, japoneses, mulheres, homens, gays, héteros, podem ter estudado em escola pública ou em escola particular, podem ter tirado boas notas ou ter passado sempre com a média mínima exigida, podem vir de famílias estruturadas ou de lares bagunçados, podem ter sido amados pelos pais ou vítimas de abusos dentro da família etc. Enfim, são tantas as realidades possíveis, que tentar compensar isso através de cotas sempre trará mais injustiça do que justiça. Assim, a melhor maneira de escolher quem vai ganhar uma vaga é através do mérito acadêmico, a única variável realmente mensurável. Afinal, todas as outras dependem de comprovações impossíveis, que acabam se tornando em autodeclaratórias, ou seja, se a pessoa é branca mas se diz descendente de negros, ela concorre na cota para negros, e não há ninguém que possa contestar sua autodeclaração.

Interpretação esquerdista: o sistema só precisa ser ajustado. Se a cota para pobres não funcionou bem, que tal criar dentro dela mais uma cota, desta vez para negros? Se não funcionar ainda, basta criar mais cotas, até que se chegue a um resultado justo.

Cada vez que o governo petista estimula a divisão de nosso povo em minorias, como no caso das cotas, a palavra “brasileiros” perde um pouco mais de significado, até o dia em que não significar mais nada. Ao deixarmos de ser brasileiros para sermos um apanhado de brancos, negros, pobres, ricos, gays, héteros, homens e mulheres, nossa força como povo, que já não é das maiores, reduz-se a nada, e quando não há mais nada no caminho dos déspotas, não há mais um futuro de esperança, mas apenas de lamento. Nesse ponto as diferenças se desfazem, pois quando um governo totalitário se estabelece, ninguém escapa. Pelo contrário, na maioria das vezes os governantes se voltam contra as próprias minorias que tanto “defenderam”. Mas aí será tarde demais para nos unirmos.

Medalha para o bandido!

medalha_bandidoO Brasil é um país realmente atípico em muitas coisas. Sempre fomos considerados um povo extremamente simpático, povo do futebol, do carnaval e do samba e, para citar pelo menos uma característica pela qual realmente vale a pena ser elogiado, um povo empreendedor. Mas com o advento do governo petista temos visto muitas novas “jabuticabas” surgindo a cada dia, e uma que eu não poderia deixar de comentar diz respeito ao tratamento que nosso governo está dando a bandidos de todo tipo, numa atitude tipicamente esquerdista, como tudo o que esse governo faz, de “reescrever” o passado. Aliás, essa é a base do esquerdismo: minta sobre o futuro, e quando o futuro chegar, e com ele a sua realidade horrorosa, minta sobre o passado, apagando todos os rastros que possam levar ao verdadeiro culpado da desgraça atual, a própria esquerda.

A lista de bandidos tornados em heróis vai desde criminosos no campo das ideias, como Paulo Freire, até terroristas como Cesare Battisti e Marighella, passando por corruptos golpistas como José Genoíno. Segue abaixo uma breve lista com alguns casos de dar nojo a qualquer um que preze pela justiça e pela verdade.

Carlos Marighella: fundador do grupo armado Ação Libertadora Nacional (ALN), responsável juntamente com o Movimento Revolucionário 8 de Outubro (MR-8) pelo sequestro do embaixador norte-americano Charles Elbrick, chegou a ser considerado o inimigo número um do regime militar, e por essa razão precisou ser beatificado pela cúpula petista para ajudar na consolidação da mentira do golpe de 64. Marighella recebeu anistia post mortem pelo ministro petista da justiça, José Eduardo Cardozo (sim, esse que está envolvido na confusão do Cade) e deixou oficialmente de ser um terrorista, sequestrador e assassino para ser um mártir da luta esquerdista. Medalha para o bandido!

Cesare Battisti: membro ativo de um grupo armado de extrema esquerda, condenado na Itália pelo assassinato de quatro pessoas a prisão perpétua, extraditado pelo governo francês e foragido para o Brasil, aqui encontrou em seus amigos de guerrilha comunista a melhor companhia que poderia desejar. Em uma de suas últimas declarações como Presidente da República, o senhor Luis Inácio da Silva decidiu que não concederia a extradição do “militante” em nota divulgada pelo Ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, no dia 31 de dezembro de 2010. O referido terrorista vive hoje solto no Brasil, tendo sido recentemente convidado a palestrar na Universidade Federal de Santa Catarina. Medalha para o bandido!

Paulo Freire: autor e inspirador da maior máquina emburrecedora já vista em ação, o sistema educacional público brasileiro, Paulo Freire cometeu um dos maiores crimes de nossa história recente: a destruição intelectual sistemática de três gerações inteiras através do adestramento marxista em todos os níveis de educação pública. Na era Paulo Freire, que parece nunca ter fim, o Brasil apresentou (e continua apresentando) uma queda consistente e constante em todos os comparativos de educação disponíveis, situando-se sempre em patamares de nações africanas, muito longe sequer do grupo intermediário de países. Eu mesmo já postei sobre esse criminoso aqui neste blog. Seguindo a mesma linha estratégica já descrita acima, o governo petista concedeu ao senhor Paulo Freire o título de “Patrono da Educação Brasileira” (lei 12.612/2012). Medalha para o bandido!

José Genoino: deputado federal pelo PT e condenado pelo Supremo Tribunal Federal pelos crimes de formação de quadrilha e corrupção ativa, co-responsável pelo Mensalão, o maior esquema de compra de votos de parlamentares já visto na república brasileira, e ex-guerrilheiro atuante principalmente no Araguaia, sempre com o objetivo de aplicar ao Brasil o mesmo destino de Cuba, o totalitarismo comunista. A primeira tentativa do governo petista de dar uma medalha à Genoino foi no início do governo Lula, quando foi indicado para o cargo de Ministro da Defesa, uma afronta que os militares não aceitaram. Agora, depois de condenado e já cumprindo pena, recebeu todo o apoio do ex-presidente e do partido governista, recebendo diversas menções heróicas e honrosas. Medalha para o bandido!

Dilma Roussef: ex-integrante de organizações terroristas de esquerda como o Comando de Libertação Nacional (COLINA) e a Vanguarda Armada Revolucionária Palmares (VAR-Palmares), participou de assaltos a bancos, atentados com bombas, furtos de veículos e do assassinato de dois policiais. Depois de muitos anos de crimes e algum tempo na prisão, resolveu partir para a política, atuando sempre em cargos técnicos ligados primeiramente ao PDT e depois ao PT. Em 2005 substituiu José Dirceu, outro bandido petista, na Casa Civil, de onde foi catapultada para a Presidência da República, cargo que tem exercido da pior forma possível, esbanjando ineficiência e espalhando asneiras todas as vezes que abre a boca. De terrorista revolucionária a Presidente da República – Medalha para a bandida!

E assim a esquerda brasileira vai limpando a sujeira que deixa pelo caminho com essa vassoura mágica, que transforma bandidos em heróis, crimes em virtudes, vergonha em honra. Enquanto isso nossos poucos e verdadeiros heróis permanecem anônimos ou esquecidos, e a base comparativa de caráter disponível ao povo brasileiro é cada vez mais baixa. Quando nossos heróis são os próprios criminosos, quanto mais é possível descer? Já estamos na lama…

O Papa é vermelho?

papa-francisco-ateusO Papa Francisco publicou ontem sua primeira exortação apostólica. E eu li o texto traduzido em português.

Antes de fazer qualquer comentário eu preciso dizer o que penso a respeito da Igreja Católica, que chamarei no restante do texto de IC. Para mim a importância da IC nas atuais circunstâncias em que vivemos é de uma magnitude muito grande. O mundo está se tornando mais vermelho e menos livre, e o esquerdismo, cujo objetivo é tornar esse planeta em um grande governo comunista para todos, vem ganhando terreno em muitas nações. Os valores da direita são ameaçados e confrontados todos os dias por políticos, ativistas e militantes da esquerda, os criadores dos “ismos” – feminismo, racismo, gayzismo etc. – que tanto dividem as sociedades e minam o poder de reação das pessoas.

Além disso, é um mundo onde o próprio cristianismo vem sendo combatido veementemente, com uma intolerância ímpar. O cristianismo é hoje a religião mais combatida do mundo, mesmo sendo a mais tolerante de todas. Nos países de maioria cristã os gays podem ser gays, as mulheres podem ser mulheres, os muçulmanos podem ser muçulmanos, sem medo de morrer por isso. Já nas nações islâmicas os gays são assassinados, as mulheres são discriminadas e os cristãos são perseguidos, e ainda assim não há um esquerdista que seja contra o islamismo. Pelo contrário, eles soltam suas vozes nos países democráticos e de herança judaico-cristã, lugares onde podem falar à vontade, pois sua liberdade de expressão é garantida, com seus discursos cheios de ódio por essa mesma liberdade que os garante vivos. É o caso mais absurdo de auto-contradição da história humana.

É nesse mundo que eu vejo a necessidade de uma instituição como a IC. A herança judaico-cristã, que ainda garante a uma parcela da população mundial a liberdade de expressão e os direitos à vida, à propriedade privada e à individualidade, é fruto direto da IC e de sua historia na Terra, bem como o são as universidades, hospitais e tantas outras belas contribuições que a IC fez à humanidade. Essa instituição gigantesca, presente em tantos lugares, capilarizada em pequenas congregações, atingindo populações de todas as classes sociais e níveis intelectuais, possui uma capacidade geradora de mudanças como nenhuma outra instituição individual no mundo. E agora, numa hora em que o mundo enfrenta a ameaça de uma era de trevas, o Papa, representante maior da IC, em vez de se posicionar contra o marxismo e suas consequências nefastas, prefere compor um discurso de viés esquerdista, atacando o livre mercado e deixando o verdadeiro inimigo de fora de sua análise. Vejamos alguns trechos:

Assim como o mandamento «não matar» põe um limite claro para assegurar o valor da vida humana, assim também hoje devemos dizer «não a uma economia da exclusão e da desigualdade social». Esta economia mata. ” – o que é isso Papa??? O que matou mais no século passado, a “economia de exclusão” ou os ditadores comunistas sanguinários? Onde se morre mais, na Cuba da igualdade da pobreza ou nos Estados Unidos da desigualdade da riqueza?

Neste contexto, alguns defendem ainda as teorias da «recaída favorável» que pressupõem que todo o crescimento econômico, favorecido pelo livre mercado, consegue por si mesmo produzir maior equidade e inclusão social no mundo. Esta opinião, que nunca foi confirmada pelos fatos, exprime uma confiança vaga e ingênua na bondade daqueles que detêm o poder econômico e nos mecanismos sacralizados do sistema econômico reinante.” – de novo Papa? Que fatos são esses a que se refere? Parece que o senhor não estudou as estatísticas mundiais que mostram que, quanto mais livre a economia de uma nação, maior é a qualidade de vida das pessoas. Se isso não é confirmação de que o livre mercado é bom, o que mais o senhor precisa para mudar sua opinião? E onde está escrito que as pessoas precisam ser iguais no sentido econômico do termo? Em qual parte da teologia católica o senhor se estriba para afirmar isso?

Neste sistema que tende a fagocitar tudo para aumentar os benefícios, qualquer realidade que seja frágil, como o meio ambiente, fica indefesa face aos interesses do mercado divinizado, transformados em regra absoluta.” – era só o que faltava, Papa. O senhor também virou ativista ambientalista? Quais estudos os senhor consultou para dizer que o meio ambiente é indefeso contra os interesses do mercado? Aliás, quando o senhor chama o meio ambiente de “realidade frágil”, o que quer dizer com isso? Afinal, muito dessa fragilidade parece ter sido desmascarada pelos mais diversos cientistas no mundo inteiro, que têm desmentido as previsões cataclísmicas que foram feitas na última década, as quais se mostraram todas erradas.

Hoje, em muitas partes, reclama-se maior segurança. Mas, enquanto não se eliminar a exclusão e a desigualdade dentro da sociedade e entre os vários povos será impossível desarreigar a violência.” – poxa Papa, agora o senhor me deixou triste. Invocar o besteirol de que a violência é fruto da desigualdade foi um golpe baixo. O senhor não entende que a exclusão e a desigualdade são intrínsecas das sociedades humanas, e que somente no paraíso pós-morte é que há alguma chance dessa condição ser erradicada? O senhor não vê que os homens que lutaram pelo fim dessa desigualdade através da implantação de uma “sociedade justa” foram os que mais mataram seres humanos em toda a nossa história?

Bom, o texto é muito longo, e esses são apenas alguns trechos que me deixaram realmente preocupado com o posicionamento deste Papa. Para mim é uma grande decepção que o líder máximo da única instituição com massa suficiente para ofuscar a escalada comunista seja tão “vermelho” em sua primeira exortação. Esse posicionamento tão antagônico ao livre mercado e ao capitalismo salta aos olhos, e acaba por ofuscar o restante do texto, que contém parágrafos excelentes sobre outros temas importantes.

Só o tempo dirá se esse Papa fala realmente em nome de Deus.

A Nação Zumbi

zombiesNeste domingo que passou eu assisti ao filme Guerra Mundial Z. Para quem não ouviu falar, o filme conta a história de uma epidemia que se alastrou rapidamente na Terra, transformando as pessoas em zumbis. E os zumbis do filme ficam alucinados quando veem uma pessoa normal, pois o “objetivo” do vírus zumbi é se propagar ao máximo, e só não acabará com a raça humana graças a um homem, o investigador das Nações Unidas interpretado por Brad Pitt. Aliás, essa substituição do salvador, que geralmente é americano, por alguém da ONU, é algo que não me agradou nem um pouco. Qualquer dia escreverei sobre a ONU e seu papel nos planos da esquerda mundial.

Enfim, algo interessante neste filme de zumbis é que, quando eles não tem mais humanos para morder e contaminar, ficam num estado de hibernação, andando para lá e para cá no maior estilo “monstro retardado”.

Hoje quando acordei e li sobre a mais recente pesquisa para as eleições de 2014 eu me dei conta que vivo no meio de uma nação de zumbis. Não sabemos quem foi o “paciente zero”, mas imagina-se que ele seja metalúrgico e tenha sido infectado durante algum discurso do Sr. Luis Inácio da Silva, um dos criadores do vírus zumbi tupiniquim.

No início essa praga se alastrava de forma mais contida, pois levava mais tempo para infectar as pessoas. Sua disseminação se dava somente nos lugares de menor higiene intelectual (eufemismo para qualquer lugar onde haja um petista falando), onde o vírus podia se movimentar livremente. Pesquisas indicam que reuniões de partidos de esquerda foram os grandes focos de transmissão do vírus, pois quanto mais fraco o cérebro e menos esclarecida a pessoa, mais rápido é o contágio.

Com o tempo vieram as mutações, e as formas de contágio foram se multiplicando. Agentes catalisadores como marqueteiros de campanha e musiquinhas Lulalá fizeram que a massa de zumbis crescesse ao ponto de eleger um homem desprezível como o Sr. Luis Inácio da Silva para a presidência da República. Esse foi o golpe de mestre, pois estando o criador do vírus no comando da nação, novas formas cruéis de disseminação do vírus foram criadas. Sabe-se que, atualmente, a forma mais eficaz de tornar uma pessoa em um zumbi é colocando-a em algum programa intitulado “Bolsa Alguma Coisa”. O vírus já vem naquele cartãozinho aparentemente inócuo, mas que corrói a pessoa por dentro, transformando-a num zumbi sugador de esmolas do Estado.

A cena que nos espera em 2014 é digna de temor: milhões de zumbis, já em estado de hibernação, pois o vírus foi muito bem-sucedido na última década, olhando para uma maquininha e apertando retardadamente os botões 1, 3 e Confirma. Afinal, que outro tipo de ser votaria novamente em alguém como Dilma Roussef, a pior presidente que o Brasil já teve, de longe a mais depreparada e completamente servil ao seu partido e ao Foro de São Paulo, senão um zumbi? A teoria zumbi é a única que explica a última pesquisa, onde Dilma vence já no primeiro turno.

Alerta: o último parágrafo fala do final do filme Guerra Mundial Z.

Fico imaginando se não temos que fazer exatamente o que o Brad Pitt fez para salvar a humanidade, descobrindo que a única forma de combater os zumbis era se infectar com algum outro vírus que, ao deixar a pessoa doente, fazia com que os zumbis não desejassem mais infectá-la – ela ficava invisível a eles. E uma vez invisível, era muito fácil meter uma bala bem no meio da testa e depois queimar os bichos. Será que teremos que nos infectar com o esquerdismo, como forma de camuflagem, para conseguir acabar com essa praga por dentro?

Essa resposta deixo para você, leitor.

Eu odeio o PT

foraptJosé Genoíno, ao ser levado preso, gritou com os punhos cerrados: “Viva o PT!”

Pois eu digo, com toda a sinceridade: eu odeio o PT.

Eu odeio o PT porque é um partido que representa o que há de pior na política elevado à décima potência: político do PT rouba para perpetuar o partido no poder, e mesmo quando condenado não admite a culpa, mas tem coragem de inventar teorias conspiratórias absurdas para se justificar, esquecendo-se de que a explicação mais simples é sempre a que tem a maior probabilidade de ser verdadeira.

Eu odeio o PT porque é o partido que nos deu Lula, Dilma, Dirceu, Genoíno, Delúbio, Marco Aurélio Garcia, Ruy Falcão e outros canalhas imorais, criminosos e vilões da república das bananas do Brasil.

Eu odeio o PT porque tudo o que sai de seus quadros de políticos, e toda a sua ideologia, vai de encontro a tudo o que eu mais prezo e admiro no mundo – não há sequer uma iniciativa, ideia ou proposta que essa agremiação de psicopatas tenha criado que seja boa para os brasileiros, pois quando algo parece bom, ainda que a olhos ingênuos, carrega consigo uma vasta lista de subprodutos propositais que servem aos propósitos mais maquiavélicos e diabólicos.

Eu odeio o PT porque eu amo a liberdade, e PT e liberdade não podem existir juntos.

Eu odeio o PT porque eu sou a favor da vida, e o PT prega o assassinato de bebês, defende os “direitos” dos bandidos e assassinos e tem parte com as organizações de narcotraficantes mais perniciosas do continente, como as FARC e o PCC.

Eu odeio o PT porque creio que a educação intelectual que fomenta o pensamento crítico e criativo é a melhor ferramenta para livrar as pessoas da doutrinação ideológica, justamente o contrário do que o PT faz, que é pegar nossas crianças e torná-las, desde muito jovens, dependentes de alguém que lhes diga o que pensar e em que acreditar.

Eu odeio o PT porque aprendi que deveria amar a verdade e a odiar e combater toda a mentira, e o PT é uma grande mentira, talvez a maior que já tenha sido contada aos brasileiros em toda a sua história.

Eu odeio o PT porque é um partido que idolatra assassinos como Fidel Castro, Stálin, Lênin, Che Guevara e Mao Tsé-Tung, chegando ao ponto de dizer que os milhões de mortos deixados por esses psicopatas são um mal necessário para a causa que defendem.

Eu odeio o PT porque em suas bandeiras só se vê o culto à mediocridade e o desprezo ao talento, a recompensa ao crime e o ódio à virtude, e a personificação da vitória da ignorância nos dois presidentes mais incompetentes da história brasileira, Lula e Dilma.

Resumindo bem, EU ODEIO O PT.