Você se preocupa demais com o futuro?

Artigo publicado na Gazeta do Povo de Curitiba, seção Opinião, coluna Flavio Quintela, em 27 de abril de 2017.

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Na semana passada falei sobre a dor indissociável de vida. Quero complementar aquele texto com esta breve reflexão de hoje. Na semana que vem voltarei a falar de política.

Há muito tempo, quando não havia agendas, nem telefones, nem computadores, nem sequer relógios portáteis, quando as pessoas não se comunicavam a não ser pessoalmente, quando o mundo era tão maior que o de hoje, porque as distâncias tinham de ser percorridas a pé ou a cavalo, muito tempo atrás, um homem escreveu que tudo tem seu tempo nessa vida. Uma vida inteira é uma sequência de tempos, que vão se sucedendo de uma maneira sobre a qual não temos muito controle e, muitas vezes, nem muito entendimento.

Alegria, tristeza, nascimento, morte, semeadura, colheita, abraço, distância, amor, ódio, choro, riso, criação, destruição, guerra e paz. Cada um desses momentos faz seu tempo em nossas vidas e, por mais que queiramos uns ou tentemos evitar outros, é simplesmente algo maior que nossa pequena existência. Aceitar o nosso destino é o único caminho que nos livra das culpas e dos medos. Para isso não precisamos acreditar que ele seja um destino predeterminado, nem mesmo que haja alguém desenhando nosso futuro – basta entendermos que nossa vida acontece dentro de um universo imenso, em meio a bilhões de outras pessoas e trilhões de outras galáxias. Diante de tanta grandeza, dizer que temos nosso destino em nossas mãos é tão absurdo como dizer que podemos fazer que o Sol brilhe mais forte amanhã.

Abraçar o destino que nos cabe é nossa maior missão. Só assim podemos nos alegrar com o que temos, em vez de nos revoltarmos com o que não temos. Só assim podemos entender que ter alguém que nos ama é um privilégio e uma causa de celebração, e não um evento comum que acontece a toda hora. Só assim é que não nos sentiremos compelidos a comparar nossos destinos com o de outras pessoas, e a nos medir de acordo com elas. Afinal, se a cada pessoa cabe um destino único, não há razão para se desejar o destino de outrem.

Comer com alegria, gozar a vida com quem se ama, dormir com a tranquilidade de quem não deve e ser a pessoa mais justa que se puder ser – é assim que tornamos o pequeno mundo ao nosso redor um pouco melhor. Como eu disse na semana passada, tempos difíceis fazem parte da vida, mas eles virão intercalados com tempos bons. Sempre haverá uma razão para a alegria, e sempre haverá esperança. Todos os tempos ruins que passamos nos dão a chance de crescer; o caráter de um homem é polido constantemente pelas adversidades, e a falta delas nunca fez bem a ninguém. Quem já leu meus livros vai se lembrar de quando falo que o Brasil é “amaldiçoado” por ser um lugar tão fácil de se viver.

Enfim, não sei se teremos guerras, se a humanidade vai acabar num… (para ler o restante deste artigo, clique aqui).

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