Medindo resultados (ou não)

Como se mede o resultado de alguma coisa? Depende.

Quando falamos de gente que usa seus próprios recursos para fazer as coisas – leia-se empreendimentos privados – a coisa é bem simples: mede-se o resultado de um projeto da maneira mais direta possível, ou seja, perguntando-se se os objetivos propostos foram alcançados ou não, e decidemiss_ode-se pela manutenção ou extinção do tal projeto com base na resposta a essa pergunta. Trocando em miúdos: não deu certo, está demitido/cancelado/suspenso.

Quando falamos de gente que usa os recursos dos outros para não fazer as coisas – leia-se governo brasileiro – a coisa é incompreensível: não se mede nada, e quando alguém de fora resolve medir e mostrar o fracasso de algum projeto, não acontece nada. Trocando em miúdos: não deu certo, foda-se, vamos continuar fazendo do mesmo jeito.

Um caso ocorrido ontem em SP (veja matéria do G1 em http://goo.gl/xcaGyi) exemplifica muito bem esse comportamento em relação à segurança pública. Dois adolescentes armados fizeram arrastão num vagão de metrô e acabaram atirando em um padre. É a falência completa de duas políticas defendidas a todo custo por petistas, tucanos e outros lixos de esquerda: o desarmamento e a maioridade penal. Os resultados ruins aparecem dia após dia, e nada é feito para mudá-los. Ninguém é demitido, nenhuma lei é modificada, nenhum projeto é cancelado – tudo continua da mesma maneira, e o processo se retroalimenta negativamente.

Espero realmente que a única iniciativa atualmente em andamento para mudar alguma coisa nessa falência toda, o PL 3722, seja aprovado na Câmara. O trabalho de reunir as evidências desses resultados negativos eu já fiz com o Bene​, e nosso livro tem aparecido nas mãos de diversos políticos ultimamente. O seu deputado, aquele em que você votou no ano passado, precisa saber que vai perder o seu voto caso seja contra esse projeto de lei. A hora de mudar já passou faz muito tempo. Se você concorda com isso, faça sua parte: encha o saco dele(a) incansavelmente.

Flavio Quintela é escritor e tradutor de obras sobre política e filosofia, e autor dos livros “Mentiram (e muito) para mim” e Mentiram para mim sobre o desarmamento”.

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