Bandido bom é…

jailcell2_1Qual foi o complemento da frase que passou imediatamente em sua cabeça quando você leu as três palavras do título? Esse complemento diz muito sobre sua inclinação política e sobre o seu caráter. Vou contar uma breve história, mas fique com esse complemento em mente, pois você vai precisar dele mais tarde para finalizarmos o texto.

Tenho amigos e conhecidos que moram no Rio de Janeiro, e por mais que cariocas e paulistanos tenham uma certa rixa regionalista, uma coisa temos em comum: vivemos em constante estado de temor por nossa segurança. Por mais que vejamos notícias de assaltos, homicídios, sequestros e arrastões, eu nunca havia tido o infortúnio de passar por uma situação mais perigosa, e nem mesmo conhecia alguém que tivesse passado. Mas isso foi até sábado passado, quando vi o post de Facebook de um conhecido do Rio, pedindo que enviássemos nossos contatos novamente pois ele havia sido sequestrado e passado mais de três horas em poder dos bandidos.

Sabendo do ocorrido, consegui falar com ele no dia seguinte. Os detalhes foram assustadores: ele foi pego por quatro bandidos, que o fizeram trocar de veículo e acompanhá-los por diversos bancos e lojas para realizar saques e compras nos cartões de débito. Um dos bandidos carregava uma granada e ficava tirando e recolocando o pino de segurança, e houve momentos em que ensacaram a cabeça da vítima que, pai de família e com suas crianças esperando em casa, pensou que jamais os abraçaria novamente.

Uma coisa que esse conhecido me contou foi que os bandidos, em vários momentos, se referiam ao que estavam fazendo como “trabalho”. Lembrei imediatamente de um depoimento recente que saiu em portais de notícias e nas mídias sociais de uma mãe de bandido que sabia que seu filho saía para assaltar e diante das câmeras dizia “ele sai para trabalhar toda manhã”. Parece apenas uma gíria, um modo de falar, mas quando uma pessoa acredita que sair para cometer crimes é um trabalho, qual a chance dessa pessoa abandonar essa vida de crimes e sair em busca de um trabalho de verdade? Nenhuma! A partir do momento em que se subverte o significado de “trabalho” em algo tão torpe e tão longe do significado original da palavra, a perda de conexão do símbolo com o real afeta todos os outros símbolos (palavras) que se relacionam a ela. Por exemplo: se eu acredito que roubar é uma forma de trabalho, então vou acabar acreditando que roubar é aceitável, pois o trabalho é algo não somente aceitável, mas desejável em nossa sociedade. Além disso, para tornar esse conceito palatável a mim mesmo terei que acreditar que o bandido não tem culpa do que faz. E assim por diante.

Voltemos agora ao início do texto, e ao que passou em sua mente. Se você pensou logo em complementos do tipo “Bandido bom é bandido preso” ou “Bandido bom é bandido morto”, é porque você é um cidadão normal, que preza pela vida, que acredita que as pessoas são responsáveis por seus atos, e que sabe que lugar de bandido é na cadeia.

Mas, incrivelmente, vemos gente que completa essa frase com “Bandido bom é todo bandido, pois são injustiçados pela sociedade e não têm outra opção senão o crime”. Se você pensou assim, meus pêsames: sua mente já foi dominada pela ideologia nojenta e repugnante de um dos homens que mais causou mal ao mundo, Jean-Jacques Rousseau. Esse imbecil conseguiu construir um arcabouço de ideias absurdas que tentam provar que o homem é bonzinho, mas a sociedade o corrompe e praticamente o obriga a ser um criminoso.

A sociedade brasileira não suporta mais o modo leniente e a impunidade com que são tratados os bandidos que nos tiram a paz e a vida. Nossos 50.000 mortos por ano nos tornam um dos países mais violentos do mundo, e nossas ONGs e órgãos de defesa dos direitos humanos continuam do lado errado. Esse é o modo que a esquerda opera, por mais antagônico que seja ao desejo da população.

Em 2014, Direitas Já!

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